MEU CARO BARACK OBAMA: BOA SORTE!Meu Caro Barack Obama,
Vai tomar hoje posse como novo Presidente dos EUA. Não é um acontecimento mais. É “o” acontecimento. Não vale a pena ignorar: os EUA são uma potência mundial cujas acções se repercutem por todo o globo. Não é necessário invocar exemplos. Todos os conhecemos.
Vai tomar hoje posse como novo Presidente dos EUA. Não é um acontecimento mais. É “o” acontecimento. Não vale a pena ignorar: os EUA são uma potência mundial cujas acções se repercutem por todo o globo. Não é necessário invocar exemplos. Todos os conhecemos.
O Senhor, Barack Obama, personifica a esperança numa mudança na América, é certo, mas igualmente uma mudança no mundo. Ouvindo-o, vendo-o e lendo-o, daqui de longe, ficamos com a expectativa de que muita coisa pode fazer para melhorar o que está péssimo ou mau (os conflitos armados, o descontrole económico e financeiro, o flagelo do desemprego, a insegurança pessoal, a ameaça ambiental, a educação, a saúde…), sem acreditarmos na utopia que tudo ficará um paraíso terrestre. Todo o homem tem os seus limites e muitas vezes outros homens impõem-lhe limites. Não basta ter boa vontade e empenho. É preciso receber respostas igualmente de boa vontade e empenho. De resto, não penso que a mudança de política que vai certamente operar, vá no sentido do suicídio da América, sequer da sua demissão. O Senhor vai defender a política americana, o que achamos muito bem, é o seu dever. Esperamos que não o faça contra os outros, mas com os outros.
A sua presidência vai estar sob vigilância aturada de todos os puritanos e trafulhas de todos os states, quer sejam americanos ou não. Por isso, cuidado com senhoras casadas ou as estagiárias, cuidado com o uso dado aos charutos, cuidado com a corrupção de colaboradores e senadores próximos, cuidado com a defesa pessoal, muito cuidado sobretudo com a defesa pessoal. Na América quem tenta fazer reformas muitas vezes acaba violentamente reformado. Porque acreditamos em si, esperamos uma vida longa e isenta de escândalos (por mim estou-me nas tintas para as estagiarias e os charutos, desde que governe bem, mas há muitos americanos que se pelam pelos “impeachment” com base em charutos indevidamente colocados). Esperamos o melhor para si, para a América, enquanto exemplo de democracia (não enquanto exemplo desta bandalheira sem nome que foram os últimos anos), para o mundo. Se conseguir, de alguma forma, um bocadinho de melhoria para este cantinho à beira mar plantado, também se agradece. Mas, sobretudo, acabe com as guerras (as justas e as injustas, que nenhuma guerra é boa), e com as negociatas sem escrúpulos dos ladrões de cartola.
A sua presidência vai estar sob vigilância aturada de todos os puritanos e trafulhas de todos os states, quer sejam americanos ou não. Por isso, cuidado com senhoras casadas ou as estagiárias, cuidado com o uso dado aos charutos, cuidado com a corrupção de colaboradores e senadores próximos, cuidado com a defesa pessoal, muito cuidado sobretudo com a defesa pessoal. Na América quem tenta fazer reformas muitas vezes acaba violentamente reformado. Porque acreditamos em si, esperamos uma vida longa e isenta de escândalos (por mim estou-me nas tintas para as estagiarias e os charutos, desde que governe bem, mas há muitos americanos que se pelam pelos “impeachment” com base em charutos indevidamente colocados). Esperamos o melhor para si, para a América, enquanto exemplo de democracia (não enquanto exemplo desta bandalheira sem nome que foram os últimos anos), para o mundo. Se conseguir, de alguma forma, um bocadinho de melhoria para este cantinho à beira mar plantado, também se agradece. Mas, sobretudo, acabe com as guerras (as justas e as injustas, que nenhuma guerra é boa), e com as negociatas sem escrúpulos dos ladrões de cartola.
Estes os votos deste seu apoiante português. Se fosse no teatro ou no cinema, desejava-lhe “muita merda”, mas como o seu predecessor Bush já fez bastante, demasiada até, fiquemo-nos pela “Boa Sorte!”
PS. Já tive outros Presidentes dos EUA no coração, casos de Kennedy e Clinton, mas nunca lhes escrevi. Veja lá não me desiluda agora. Abraço de admiração e amizade.

Obviamente que sei que não foi Barack Obama quem me escreveu. Mas é curioso o cuidado. Há umas semanas atrás, na emoção da luta eleitoral que se passava nos EUA, mas que dizia respeito a todo o mundo (e continua a dizer, cada vez mais), inscrevi-me no site oficial de Obama, para receber notícias, e, sobretudo, num quixotesco acto de longínquo apoio, que nada queria dizer em termos de votação americana (nem sequer pude contribuir com 15 dólares para a campanha, pois só aceitavam contribuições de americanos!), mas que para mim importava como afirmação. Sei lá, o dactilógrafo ou o informático que lessem o apoio de mais um português, podiam ficar mais motivados. Sei lá! (riso).




