sexta-feira, março 03, 2017
CINEMA NA REITORIA nova temporada
"América, América, Para onde vais?" Ciclo de filmes comentados sobre a América. Todas as quartas-feiras, pelas 17, 30 horas. Reitoria da Universidade de Lisboa. Entrada Livre
O
cinema volta à Reitoria da Universidade de Lisboa, numa altura em que tanto se
fala dos EUA, de Donald Trump, da nova orientação política da Casa Branca, da
América dividida a meio pelas votações entre Republicanos e Democratas, nas
manifestações diárias de “Resistência”, de ameaças de racismo e xenofobia, de
perseguição e de apelo ao ódio, de generosa receptividade e igualdade de
tratamento, de cosmopolitismo e ruralidade, de intelectualidade e operariado,
de Texas e Califórnia, de Michigan e Nova Iorque, de uma nação tão
diversificada e multíplice no seu passado, presente e futuro.
Altura
achada propicia para se olhar a América através de alguns retratos oferecidos
pelo cinema nos últimos 100 anos, desde o ainda mudo “O Nascimento de uma
Nação”, de David W. Griffith (1915), até “12 Anos de Escravo”, de Steve McQueen
(2013). O grande cinema a discutir grandes temas e a proporcionar boas trocas
de ideias e muitos momentos de prazer estético e intelectual.
Lauro
António
AMÉRICA,
AMÉRICA, PARA ONDE VAIS?
15 DE MARÇO DE 2017: O PADRINHO (The Godfather), de
Francis Ford Coppola (EUA, 1972), com Marlon Brando, Al Pacino, James Caan; 175
min; Inglês, leg. Português; M/ 16 anos.
Mario Puzo escreveu
este documento impressionante sobre uma família mafiosa que controla de forma
criminosa o jogo, a bebida, a prostituição. Com a chegada da droga, a “família”
renova-se.
22 DE MARÇO DE 2017: O
MUNDO A SEUS PÉS (Citizen Kane), de Orson Welles (EUA, 1941), com Orson Welles,
Joseph Cotten, Dorothy Comingore; 119 mi; Inglês,
leg. Português; M/ 12 anos.
Por muitos considerado
o melhor filme de sempre, “Citizen Kane” foca-se sobre a personalidade e a vida
de um magnate da comunicação social com ambições políticas.
29 DE MARÇO DE 2017: O GIGANTE (Giant), de George
Stevens (EUA,1956), com Elizabeth Taylor, Rock Hudson, James Dean; 201 min;
Inglês, leg. Português; M/ 12 anos.
Um
épico sobre a vida de uma família no Texas do petróleo e das desigualdades sociais.
Retirado de um best seller de Edna Ferber.
5 DE ABRIL DE 2017: O GRANDE GATSBY (The Great Gatsby),
de Jack Clayton (EUA, 1974), com Robert Redford, Mia Farrow, Bruce Dern; 144
min; Inglês, leg. Português; M/ 12 anos.
Segundo
romance de F. Scott Fitzgerald, os loucos anos 20 na América. Um retrato
desapiedado do luxo e da boémia e uma certa classe social.
12 DE ABRIL DE 2017: FÚRIA DE VIVER (Rebel Without a
Cause), de Nicholas Ray (EUA, 1955), com James Dean, Natalie Wood, Sal Mineo;
111 min; Inglês, leg. Português; M/ 12 anos.
A
revolta da juventude americana durante a década de 50. Um jovem numa nova
cidade, com amigos e inimigos, a demissão da família, a incompreensão da
sociedade.
19 DE ABRIL DE 2017: NA SOMBRA E NO SILÊNCIO (To Kill a
Mockingbird), de Robert Mulligan (EUA, 1962), com Gregory Peck, John Megna,
Frank Overton; 129 min; Inglês, leg. Português; M/ 12 anos.
Atticus
Finch, um advogado, durante o período da Grande Depressão, defende no tribunal
um negro acusado injustamente de uma violação… Segundo romance de Harper Lee.
26 DE ABRIL DE 2017: OS HOMENS DO PRESIDENTE (All the
President's Men), de Alan J. Pakula (EUA, 1976), com Dustin Hoffman, Robert
Redford, Jack Warden; 148 min; Inglês, leg. Português; M/ 12 anos.
Bob
Woodward e Carl Bernstein, jornalistas do "The Washington Post",
investigam o chamado Caso Watergate. que implicou o Presidente Richard Nixon e
o levou à demissão.
3 DE MAIO DE 2017: TEMPOS MODERNOS (Modern Times), de
Charles Chaplin (EUA, 1936), com Charles Chaplin, Paulette Goddard, Henry
Bergman; 87 min; Inglês, leg. Português; M/ 6 anos.
Chaplin
é o operário que passa a vagabundo ao nao se adaptar aos tempos modernos e às
novas tecnologias e vive com uma jovem sem abrigo.
10 DE MAIO DE 2017: REVOLUÇÃO (Revolution), de Hugh
Hudson (EUA, 1985), com Al Pacino, Donald Sutherland, Nastassja Kinski; 126
min; Inglês, leg. Português; M/ 12 anos.
A
Revolução norte-americana vista pelos olhos de Tom Dobb, um nova-iorquino que nela
participa involuntariamente, depois do seu filho ser recrutado de forma
ardilosa.
17 DE MAIO DE 2017: 12 ANOS ESCRAVO (12 Years a Slave),
de Steve McQueen (EUA, 2013); com Chiwetel Ejiofor, Michael Kenneth Williams,
Michael Fassbender; 134 min; Inglês, leg. Português; M/ 16 anos.
Nos
EUA colonial e anterior à guerra, Solomon Northup, um negro livre de Nova
Iorque é sequestrado e reduzido à condição de escravo, passando doze anos de
privações.
24 DE MAIO DE 2017: A FÚRIA DA RAZÃO (Dirty Harry), de
Don Siegel (EUA, 1971), com Clint Eastwood, Andrew Robinson, Harry Guardino;
102 min; Inglês,
leg. Português; M/ 18 anos.
O
serial killer chama-se a si próprio “the Scorpio Killer” e ameaça a cidade de
São Francisco. O Inspector Harry Callahan irá tomar em mãos esse assunto e
resolvê-lo à sua maneira.
31 DE MAIO DE 2017: AMÉRICA, AMÉRICA (America America),
de Elia Kazan (EUA, 1963), com Stathis Giallelis, Frank Wolff, Elena Karam; 174
min; Inglês, leg.Espanhol; M/ 12 anos.
Escrito
e realizado por Elia Kazan em jeito de autobiografia e homenagem, a história de
um grego da Anatólia que sonha com a América.
7 DE JUNHO DE 2017: AS PORTAS DO CÉU (Heaven's Gate),
de Michael Cimino (EUA, 1980), com Kris Kristofferson, Christopher Walken, John
Hurt; 325 min (versão integral); M/ 12 anos.
A
epopeia real da guerra conhecida por Johnson County War, em 1890, no Estado do
Wyoming, que opõe fazendeiros emigrantes e os ricos latifundiários que exploram
as terras comuns.
14 DE JUNHO DE 2017: TAXI DRIVER (Taxi Driver), de
Martin Scorsese (EUA, 1976), com Robert De Niro, Jodie Foster, Cybill Shepherd;
143 min; Inglês, leg. Português; M/ 18 anos.
Um
veterano da Guerra do Vietnam trabalha como taxista na cidade de Nova Iorque.
Uma personalidade traumatizada e uma sociedade decadente são os elementos
essenciais para a explosão da violência.
21 DE JUNHO DE 2017: SHORT CUTS - OS AMERICANOS (Short
Cuts), de Robert Altman (EUA, 1993), com Andie MacDowell, Julianne Moore, Tim
Robbins; 188 min; Inglês, leg. Espanhol; M/ 16 anos.
Segundo
contos de Raymond Carver, este é o dia a dia de alguns dos habitantes dos
subúrbios de Los Angeles, num dos admiráveis filmes puzzles de Altman.
28 DE JUNHO DE 2017: NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (The Birth
of a Nation), de D.W. Griffith (EUA, 1915), com Lillian Gish, Mae Marsh, Henry
B. Walthall; 165 min; Mudo, Inglês, leg. Português; M/ 12 anos.
Adaptado
de "The Clansman: An Historical Romance of the Ku Klux Klan", de Thomas Dixon Jr., esta é a obra-prima de
Griffith que é simultaneamente um infamante filme racista, testemunhando um
momento decisivo da história dos EUA: antes, durante e depois da guerra da
Secessão. O elogio da Ku Klux Klan.
5 DE JULHO DE 2017: AMÉRICA, AMÉRICA PARA ONDE VAIS?
(Medium Cool), de Haskell Wexler (EUA, 1969), com Robert Forster, Verna Bloom,
Peter Bonerz; 141 min; Inglês, leg. Espanhol; M/ 12 anos.
Um
repórter de televisão acompanha a convenção do Partido Democrata norte
americano, no ano de 1968. Acaba envolvido em actos de violência.
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segunda-feira, fevereiro 27, 2017
OSCARS 2017: OS VENCEDORES

OSCARS 2017: OS VENCEDORES

Até à atribuição do último Oscar estava convencido que esta teria sido a melhor
cerimónia de atribuição de Oscars de há muito a esta parte. Teria mesmo que se
agradecer este facto a Donald Trump. Depois, com aquela trapalhada do “Melhor
Filme do Ano” acredito que esta foi a cerimónia mais surpreendente de há muito.
Mas acho que de um modo geral foi divertida, corajosa, e justa em quase tudo.
Vamos á lista definitiva (até ver!):
Melhor Filme
La
La Land, não desculpem, é engano, foi Moonlight
Melhor Realizador
Damien
Chazelle, por La La Land
Melhor Ator
Casey Affleck, em Manchester by the Sea
Melhor Atriz
Emma
Stone, em La La Land
Melhor Ator Secundário
Mahershala
Ali, em Moonlight
Melhor Atriz Secundária
Viola
Davis, em Fences
Melhor Argumento Original
Manchester By the Sea
Melhor Argumento Adaptado
Moonlight
Melhor Filme de Animação
Zootopia
Melhor Filme em lingua nâo inglesa
“The Salesman” (Irão: Asghar Farhadi)
Melhor Documentário
OJ:
Made in America
Melhor Design de Produção
La
La Land
Melhor Fotografia
La
La Land
Melhor Guarda-Roupa
Fantastic Beasts and Where to Find Them
Melhor Montagem
Hacksaw
Ridge
Melhor Maquilhagem e Cabelo
Suicide
Squad
Melhor Banda Sonora Original
La
La Land
Melhor Canção Original
“City of
Stars,” La La Land
Melhor Edição de Som
Arrival
Melhor Mistura de Som
Hacksaw
Ridge
Melhores Efeitos Visuais
The
Jungle Book
Melhor Curta de Animação
Piper
Melhor Curta de ficção
Sing
Melhor Curta Documental
The
White Helmets
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Oscars 2017 Vencedores
domingo, fevereiro 26, 2017
OSCARS 2017 PREVISÕES

OSCARS 2017 - PREVISÕES
a verde os que penso irem ganhar
a azul os meus preferidos
(não vi ainda vários filmes nomeados, logo as previsões são muito falíveis)
Melhor Filme
La La Land (vai ganhar, mas não merece)
Moonlight (o meu preferido)
Manchester by the Sea
Arrival
Lion
Hacksaw Ridge
Hidden Figures
Fences
Hell or High Water
Melhor Realizador
Dennis Villeneuve, por Arrival
Mel Gibson, por Hacksaw Ridge
Damien Chazelle, por La La Land (vai ganhar, mas não merece)
Kenneth Lonergan, por Manchester by the Sea
Barry Jenkins, por Moonlight
Melhor Ator
Casey Affleck, em Manchester by the Sea
Denzel Washington, em Fences
Ryan Gosling, em La La Land
Viggo Mortensen, em Captain Fantastic
Andrew Garfield, em Hacksaw Ridge
Melhor Atriz
Emma Stone, em La La Land
Natalie Portman, em Jackie
Ruth Negga, em Loving
Meryl Streep, em Florence Foster Jenkins
Isabelle Huppert, em Elle
Melhor Ator Secundário
Jeff Bridges, em Hell or High Water
Mahershala Ali, em Moonlight
Dev Patel, em Lion
Michael Shannon, em Nocturnal Animals
Lucas Hedges, em Manchester By Sea
Melhor Atriz Secundária
Viola Davis, em Fences
Naomie Harris, em Moonlight
Nicole Kidman, em Lion
Octavia Spencer, em Hidden Figures
Michelle Williams, em Manchester By The Sea
Melhor Argumento Original
Hell or High Water
La La Land
The Lobster
Manchester By the Sea
20th Century Women
Melhor Argumento Adaptado
Moonlight
Lion
Hacksaw Ridge
Arrival
Fences
Hidden Figures
Melhor Filme de Animação
Kubo and the Two Strings
Moana
My Life as a Zucchini
The
Red Turtle
Zootopia
Melhor Filme em lingua nâo inglesa
“Toni Erdmann” (Alemanha: Maren Ade)
“The Salesman” (Irão: Asghar Farhadi)
“Land of Mine” (Dinamarca: Martin Zandvliet)
“Tanna” (Austrália: Martin Butler, Bentley Dean)
“A Man Called Ove” (Suécia: Hannes Holm)
Melhor Documentário
Fire At Sea
I am Not Your Negro
Life Animated
OJ: Made in America
13th
Melhor Design de Produção
Arrival
Fantastic Beasts and Where to Find Them
Hail, Caesar!
La La Land
Passengers
Melhor Fotografia
Arrival
La La Land
Lion
Moonlight
Melhor Guarda-Roupa
Allied
Fantastic Beasts and Where to Find Them
Florence Foster Jenkins
La La Land
Melhor Montagem
Arrival
Hacksaw Ridge
Hell or High Water
La La Land
Moonlight
Melhor Maquilhagem e Cabelo
A Man Called Ove
Star Trek Beyond
Suicide
Squad
Melhor Banda Sonora Original
Jackie
La La Land
Lion
Moonlight
Passengers
Melhor Canção Original
“Audition (The Fools Who Dream),” La La Land
“Can’t Stop the Feeling,” Trolls
“City of Stars,” La La Land
“The Empty Chair,” Jim: The James Foley Story
“How
Far I’ll Go,” Moana
Melhor Edição de Som
Arrival
Deepwater Horizon
Hacksaw Ridge
La La Land
Sully
Melhor Mistura de Som
Arrival
Hacksaw Ridge
LaLa Land
Rogue One
13 Hours
quarta-feira, fevereiro 22, 2017
"AVENIDA Q", O MUSICAL
AVENIDA Q
“Que merda que eles são”. Eles são os
actores de “Avenida Q” e é assim que iniciam a representação de cada dia. Um a
um aparecem em palco e vão cantando “Que merda que eu sou”. Referem-se às suas
capacidades interpretativas? Não. Falam enquanto personagens do musical. Ou
seja, cada um deles considera-se uma merda porque não consegue realizar os seus
sonhos. Um tirou um curso, fez mestrado, etc, e não arranja emprego, outra
sonha com uma escola para “monstrinhos”, outro não sai do armário apesar de ser
gay, outros ainda não têm meios para casarem, e assim por diante. É conveniente
não esquecer ainda a Paula Porca que faz as delicias de quem com ela se cruza.
Elas são as personagens que vivem nesta
avenida Q que durante hora e meia vão representar, dançar e cantam as desditas,
mas também a esperança de cumprirem os seus sonhos, e verdadeiramente encantar
o público que esgota as sessões diariamente do Teatro Trindade.
Dizem os promotores do espectáculo que
“Avenida Q” “é o musical mais estúpido e genial de todos os tempos - uma Rua
Sésamo em esteróides, que junta à estética Muppets uma linguagem tão adulta,
que só funciona mesmo porque a vida é uma longa marcha de tédio em direção à
campa. Ah, e porque as músicas são bestiais”.
Na verdade, os actores surgem em palco
acompanhados cada um por uma marioneta que recorda obviamente os Marretas ou a
Rua Sésamo, mas a linguagem é manifestamente outra. Muito mais abrasiva, mas
tão bem-disposta e tão natural que não choca (ou choca na medida certa) o
público que a ouve. Soa a crítica certeira e actual a muitos dos problemas que
a sociedade em que vivemos enfrenta, do racismo ao preconceito, da dependência
da internet à do sexo, da falta de emprego a etc. e tal. É um bom retrato de um
mundo um pouco à deriva.
“Avenida Q” estreou na Broadway e tem
sido um sucesso ali e por todos os países por onde tem passado. O texto é de
Robert Lopez, Jeff Marx e Jeff Whitty, foi traduzido por Henrique Dias com
graça e uma ou outra adaptação ao caso português muito a propósito, tem uma
cuidada encenação de Rui Melo, que aproveita a encenação americana, mas o faz
com eficácia e alguma originalidade, tem tradução e adaptação de canções dos
mesmos Henrique Dias e Rui Melo, direção musical de Artur Guimarães e desenho
de luz de Paulo Sabino. Do elenco, muito jovem, muito homogéneo, muito
inspirado, fazem parte Ana Cloe, Diogo Valsassina, Gabriela Barros, Inês Aires
Pereira, Manuel Moreira, Rodrigo Saraiva, Rui Maria Pêgo, Samuel Alves, Artur
Guimarães, Luís Neiva e André Galvão. Uma produção “Força de Produção” que
aconselho vivamente.
Dizem que a juventude não gosta de
musicais. Pois desloquem-se ao Trindade e assistam in loco ao desmentir dessa
(falsa) conclusão. De resto, algo se passa no teatro em Portugal. Nos últimos
tempos fui quatro vezes ao teatro, ver “As Árvores Morrem de Pé”, “A Noite de
Iguana”, “Amália” e “Avenida Q” em salas que não se pode dizer que tenham
poucos lugares, Politeama, São Luiz e Trindade. Todas as sessões completamente
esgotadas. Público que se pode muito bem afirmar em histeria no final,
aplaudindo de pé. O teatro está vivo.
sábado, fevereiro 18, 2017
“AMÁLIA”, LA FÉRIA, (OPUS 2)
“AMÁLIA”,
LA FÉRIA, (OPUS 2)
“Amália” regressou e
voltei a emocionar-me muito com este espectáculo de Felipe La Fèria. Deve haver
algo errado em mim (ou se calhar não), mas confesso que me emociono com a sobriedade
e o rigor constantes no antigo Teatro da Cornucópia, com tantas das criações
dos “Artistas Unidos”, com fabulosas encenações dos maiores criadores do mundo,
como com alguns dos grandes espectáculos do La Féria. São concepções
completamente diferentes, eu sei, apelam por vezes a públicos diversos (quando
não antagónicos), mas, que querem?, sou assim e, o que é mais grave, é que
gosto de ser assim.
Posto isto, falemos um
pouco deste “Amália” que sendo muito semelhante à versão de 1999, traz muitas
novidades e algumas diferenças. O elenco
é muito semelhante, Alexandra e Anabela (que eu vi, mas que divide o papel de
Amália jovem com Liana e Carolina) à cabeça de um grupo muito homogéneo e de boa
qualidade. Dotes vocais a pedir meças, um verdadeiro desafio de pulmão, com
garra e sentimento. Filipa Ferreira e Madalena Gil (que alternam, eu vi a
última), são Amália em criança a cantar pelas ruas e a ganhar rebuçados e os
aplausos do público, o de então, nas ruas, o de agora, na sala do Politeama.
Carlos Quintas
(Frederico Valério), Alberto Villar (vários pequenos papeis), Francisco Sobral
(Alfredo Marceneiro), Carlos Veríssimo (Ricardo Espírito Santo), Filipe de
Moura (Alberto Ribeiro), Cristina Oliveira (Berta Cardoso), Patrícia Resende
(Celeste Rodrigues), Eduardo Ricciardi (Hugo Rendas), Tiago Diogo (Alain
Oulman), Mafalda Drummond (a secretária de Amália), e Paula Marcelo (a costureira Lili) são
alguns dos cerca de 50 fadistas, atores, bailarinos e músicos que vão surgindo
neste compacto de vida e obra de Amália. É difícil destacar nomes, mas não quero
deixar de sublinhar Francisco Sobral Filipe de Moura, Cristina Oliveira, Hugo
Rendas e Tiago Diogo, muito pela importância das suas personagens
particularmente marcantes e pela forma como as defendem.
Quanto à encenação há que
dizer que ganhou ritmo, foi encurtada (desapareceram algumas cenas da infância de
Amália, e, que me recorde, uma cena no Café Luso, onde surgia António Ferro e
algumas personalidades do Estado Novo, que me parece fazer falta para se
perceber por que razão era Amália acusada de ser “fascista” depois de 74). Não
foi só quanto aos cortes, porém, que “Amália” encurtou. Isso também de fica a dever ao ritmo imposto
por La Féria, galopante. O espectador não ganha fôlego neste desdobrar de
cenas, nesta verdadeira cavalgada em tom de epopeia de uma vida. Será por vezes
um pouco excessivo? Talvez, mas a verdade é que a emoção brota, o público comove-se,
a lágrima que Amália pedia aí está. Logo que o pano de boca sobe e surge Amália
escoltada por todo o elenco, o fado parte à desfilada levando consigo a emoção
mais pura. Eu pecador me confesso: gosto muito de fado. E de Amália Rodrigues,
uma voz única.
Quantos aos vídeos que acompanham
e definem as situações, o tempo histórico, mesmo as emoções, seguem o figurino
da versão de 1999, mas vivem agora das possibilidades técnicas que, de então
para cá, foram surgindo. Quase sempre certos e imaginativos, aqui e ali talvez
excessivos. As janelas da Maluda que se abrem umas sobre as outras começam por
ser bonitas e significativas, depois caem no exagero e perdem intenção; a
animação do quadro de Malhoa é divertida, mas creio que abafa a canção e a
acção; e podem citar-se um ou outro exemplo).
De resto, um belíssimo espectáculo,
popular sem ser popularucho, que certamente vai permanecer em cartaz muitos
meses (anos?) na Rua das Portas de Santo Antão. Longa vida à Rainha!
"AMÁLIA", O REGRESSO (1)
O REGRESSO DE “AMÁLIA” (1)
Foi em 2000 que escrevi este texto que agora aparece
de novo no programa do Teatro Politeama, numa altura em que Filipe La Fèria
repõe este enorme sucesso, com algumas novidades e um elenco ligeiramente
retocado (17 anos de diferença impõem algumas variantes. Há actrizes que
permanecem, mas em 1999 tinham 12 anos e eram Amália em miúda, agora são
mulheres de 29, obviamente num outro papel. Mas recordemos o que então escrevi, numa época
que que o meu filho Frederico dava os primeiros passos no teatro, e assinado
logo os vídeos desse belíssimo espectáculo que marcou o teatro musical em
Portugal).
“Eu sei, meu amor, que tu não chegaste a partir...”.
“Amália”, de Filipe La Féria, estreou na Madeira em
finais de Novembro de 1999. Tive a sorte de lá estar, de acompanhar momentos de
alguns dos derradeiros ensaios, e de assistir à estreia, gloriosa por aquelas
bandas. Acompanhei depois, passo a passo, ainda que de longe, a estrondosa
carreira deste musical que foi esgotando sucessivas lotações quase até à noite
de Natal, altura em que o La Féria achou por bem devolver o Frederico à
procedência, cansado mas feliz pela experiência que vivera.
Fala-se em boca de cena nos teatros. Amália Rodrigues
era a boca do Fado e foi durante anos a boca por onde Portugal cantou. No
Funchal, na sala do Casino Park, “Amália” começou por rasgar uma boca na boca
de cena do teatro, estendendo por três mega écrans o grito nostálgico da Diva.
Três écrans por onde foram passando a imagem única e as imagens múltiplas de
Amália e do Fado Português do último século. Para o bem e para o Mal, para a
consagração e para a polémica, Amália esteve ligada à História de Portugal
deste final de milénio. Ela foi a Voz, ela deu consistência à música, ela
conviveu com poetas, escritores, artistas, ela atravessou os salões do poder,
ela foi política, negando que o fosse, foi a imagem de Portugal passeando pelos
palcos mundiais, ela foi a nossa Glória e a nossa Tristeza, o nosso Portugal
dos Pequeninos e o nosso verdadeiro Quinto Império
Enquanto no palco, um elenco de muito bom nível,
ritmado pela cadência galopante de La Féria, escrevia a história de Amália
Rodrigues, desde a sua humilde infância até à consagração nacional, percorrendo
um itinerário de sucesso que se foi cruzando com a dor, como é destino dos
imortais, nos três écrans vão surgindo frases, fotos, desenhos, pinturas,
excertos de filmes ou vídeos que colocam Amália no seu tempo e o tempo de
Amália nos nossos olhos. Nascida com a 1ª República, cresceu com (e para) o
Estado Novo, foi condecorada por Marcelo Caetano, acusada de “colaboracionista”
e perseguida em 74, condecorada por Mário Soares, levada em triunfo pelos seus
50 anos de carreira, e desceu à terra acompanhada por milhões de portugueses
que a choram em Cerimónia Nacional. O filme dessa história pessoal é o filme da
nossa história colectiva e passa por detrás dos actores que cantam o melhor de
Amália, nas inspiradas melodias de Frederico Valério, Carlos Santos Gonçalves,
José Fontes Rocha, Alain Oulman e tantos outros.
E falando de filmes, deve dizer-se que Amália no
cinema também está documentada através de dois momentos importantes, “Capas
Negras”, de Armando Miranda, onde aparece ao lado de Alberto Ribeiro, e “Fado,
História de uma Cantadeira”, de Perdigão Queiroga, contracenando com Virgílio
Teixeira. Mas a contribuição da fadista no cinema nacional ficou ainda marcada
por “Fado Corrido”, de Jorge Brum do Canto, e “Ilhas Encantadas”, de Carlos
Villardebó. Em todos se confirma um pressentimento: Amália poderia ter sido uma
grande actriz, se bem dirigida, e esta certeza leva-nos a lamentar o diminuto
número de obras onde ela aparece. Mas também no cinema, Amália deixa uma presença
forte.
Os murais de Almada, o casario de Botelho, o pitoresco
boémio de Stuart, as cores puras de Mário Eloy, a filigrana policroma de Vieira
da Silva, a intimidade fechada de Maluda, o fado de Malhoa, a solitária emoção
de Lauro Corado cruzam-se com o preto e branco das fotos, com o grafismo dos
cartazes e anúncios marcando a passagem da cantora pelo Retiro da Severa, pelo
Parque Mayer, pelo Olympia de Paris, por Nova Iorque, Tóquio ou Rio de Janeiro,
pelo mundo. Por momentos, a imagem são os olhos de Amália, onde nos revemos.
Olhos nos olhos, quem foste tu, Amália, quem somos nós, portugueses? Fado do
mesmo fado, angústia da mesma angústia, pecado do mesmo pecado, paixão que nos
consome, com a grandeza das coisas pequenas e íntimas.
O segredo deste musical que Filipe La Féria concebeu e
encenou com brilhantismo, e que marca talvez um dos pontos mais altos da sua
carreira, está na unidade conseguida, na coerência da proposta, na conjugação
de todos os elementos em redor de uma figura, e na força poderosa e
avassaladora desta evocação. Uma personagem que são vários rostos: agora,
Alexandra, Liana, Patrícia Resende ou Marline Costa, em Lisboa. O mesmo
princípio do caleidoscópio que, através da diversidade, restitui a unidade. Um
puzzle que se organiza à nossa frente, convidando à intervenção do espectador.
Um mosaico no empedrado das ruas de Lisboa que nos traz ecos de uma mulher
singular. Afinal, o Fado cumpre-se. “Eu sei, Meu Amor, que tu não chegaste a
partir...” Os imortais, não partem. Viajam e regressam continuamente. Como
Amália Rodrigues, que agora vemos comovidamente em “Amália”. ( Lauro António, 2000).
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terça-feira, fevereiro 14, 2017
BFTA 2017
BFTA 2017: “LA LA LAND” À FRENTE
A Academia Britânica de Artes da
Televisão e Cinema entregou os BAFTA 2017, prémios maiores do cinema
britânico, tendo em linha de conta também a produção hollywoodesca. “La La
Land” arrecadou estatuetas em cinco categorias, entre elas melhor
filme, melhor realizador (Damien Chazelle) e melhor atriz (Emma Stone). O
filme, indicado em dez categorias da premiação da Academia Britânica de Artes
do Cinema e da Televisão, ainda foi o escolhido como melhor fotografia e melhor
canção original.
Aqui
fica a lista completa:
Melhor Filme
La La Land
La La Land
Melhor Filme
Britânico
Eu, Daniel Blake
Eu, Daniel Blake
Melhor Realizador
Damien Chazelle – La La Land
Damien Chazelle – La La Land
Melhor Actor
Casey Affleck – Manchester by the Sea
Casey Affleck – Manchester by the Sea
Melhor Actriz
Emma Stone – La La Land
Emma Stone – La La Land
Melhor Actor
Secundário
Dev Patel – Lion
Dev Patel – Lion
Melhor Actriz
Secundária
Viola Davis – Fences
Viola Davis – Fences
Melhor Argumento
Adaptado
Lion
Lion
Melhor Argumento
Original
Manchester by the Sea
Manchester by the Sea
Estreia Notável
de Um Cineasta Britânico
Babak Anvari, Emily Leo, Oliver Roskill, Lucan Toh – Sob as Sombras
Babak Anvari, Emily Leo, Oliver Roskill, Lucan Toh – Sob as Sombras
Melhor Filme em
Língua Não-Inglesa
Filho de Saul
Filho de Saul
Melhor
Documentário
13th
13th
Melhor Filme de
Animação
Kubo e a Espada Mágica
Kubo e a Espada Mágica
Melhor Fotografia
La La Land
La La Land
Melhor Montagem
La La Land
La La Land
Melhor Penteado
e Maquiagem
Florence
Florence
Melhor
Guarda-Roupa
Jackie
Jackie
Melhor Design de
Produção
Animais Fantásticos
Animais Fantásticos
Melhores Efeitos
Visuais
Mogli: O Menino Lobo
Melhor Banda Sonora Original
La La Land
Mogli: O Menino Lobo
Melhor Banda Sonora Original
La La Land
Melhor Som
A Chegada
A Chegada
Melhor Curta
Britânica
Home
Home
Melhor Curta de
Animação Britânica
A Love Story
EE Rising Star AwardA Love Story
Tom Hollan
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Baftas 2017,
Vencedores
GLOBOS DE OURO, 2017
GLOBOS DE OURO, 2017:
"LA LA LAND" DOMINA
Os Globos
de Ouro 2017 foram entregues e "La La Land" foi
o grande vencedor. O filme protagonizado por Ryan Gosling e Emma
Stone ganhou nas principais categorias: "Melhor
Comédia/Musical", "Melhor Realizador", "Melhor
Ator de Comédia/Musical", "Melhor Atriz de Comédia/Musical",
"Melhor Argumento", "Melhor Banda Sonora" e "Melhor
Canção Original". "La La Land" venceu todos
os prémios aos quais estava nomeado, num total de sete, a maior vitória de
sempre na história dos Globos de Ouro.
Ainda nos
prémios de Cinema, "Moonlight" venceu o troféu de "Melhor
Filme", na categoria Drama, Casey Affleck ganhou o
globo de "Melhor Ator", por "Manchester By
The Sea", e "Isabelle Huppert" o de "Melhor
Atriz", por "Elle", filme que ganhou também o
prémio de "Melhor Filme Estrangeiro". Já Viola
Davis e Aaron Taylor Johnson ganharam os troféus de "Melhor
Atriz e Ator Secundários" de Drama, por "Fences" e "Animais
Nocturnos", respetivamente.
Nas
categorias de Televisão, a grande vencedora foi a mini-série "O
Gerente da Noite", que recebeu os prémios de "Melhor
Ator", para Tom Hiddleston, "Melhor Atriz
Secundária", para Olivia Colman, e "Melhor
Ator Secundário", para Hugh Laurie. Já as séries "The
Crown", "Atlanta" e "O Povo contra O. J.
Simpson" ganharam dois Globos de Ouro cada.
Mas um dos grandes momentos da noite foi quando Meryl Streep, homenageada com o prémio de carreira Cecil B. de Mille, fez um discurso anti-Trump sem, no entanto, nunca ter sequer proferido o nome do presidente eleito dos EUA. «Hollywood está cheia de forasteiros e se os expulsarmos a todos não terão nada para ver a não ser futebol ou combates de artes marciais», afirmou a atriz, que lembrou, ainda, o momento em que Donald Trump imitou um jornalista deficiente, em plena campanha eleitoral, referindo que «este exemplo, dado por uma pessoa tão poderosa, permite que as pessoas desrespeitem os outros. O desrespeito leva ao desrespeito, a violência incita violência».
Mas um dos grandes momentos da noite foi quando Meryl Streep, homenageada com o prémio de carreira Cecil B. de Mille, fez um discurso anti-Trump sem, no entanto, nunca ter sequer proferido o nome do presidente eleito dos EUA. «Hollywood está cheia de forasteiros e se os expulsarmos a todos não terão nada para ver a não ser futebol ou combates de artes marciais», afirmou a atriz, que lembrou, ainda, o momento em que Donald Trump imitou um jornalista deficiente, em plena campanha eleitoral, referindo que «este exemplo, dado por uma pessoa tão poderosa, permite que as pessoas desrespeitem os outros. O desrespeito leva ao desrespeito, a violência incita violência».
As
atrizes Carrie Fisher e Debbie Reynolds também
foram lembradas, numa cerimónia apresentada por Jimmy Fallon.
Esta é a lista de principais vencedores dos Globos de Ouro 2017:
Esta é a lista de principais vencedores dos Globos de Ouro 2017:
CINEMA
Melhor
Filme, Drama
VENCEDOR: Moonlight
Hacksaw Ridge
Hell or High Water
Lion
Manchester by the Sea
Melhor Filme, Comédia/Musical
Vencedor: La La Land
20th Century Women
Deadpool
Florence Foster Jenkins
Sing Street
Melhor
Atriz, Drama
VENCEDORA:
Isabelle Huppert, Elle
Amy Adams, Arrival
Jessica Chastain, Miss Sloane
Ruth Negga, Loving
Natalie Portman, Jackie
Melhor Ator, Drama
VENCEDOR: Casey Affleck, Manchester
by the Sea
Joel Edgerton, Loving
Andrew Garfield, Hacksaw Ridge
Viggo Mortensen, Captain
Fantastic
Denzel Washington, Fences
Melhor
Atriz, Comédia/Musical
VENCEDORA:
Emma Stone, La La Land
Annette Bening, 20th Century
Women
Lily Collins, Rules Don't Apply
Hailee Steinfeld, The Edge of
Seventeen
Meryl Streep, Florence Foster
Jenkins
Melhor Ator, Comédia/Musical
VENCEDOR: Ryan Gosling, La La
Land
Colin Farrell, The Lobster
Hugh Grant, Florence Foster
Jenkins
Jonah Hill, War Dogs
Ryan
Reynolds, Deadpool
Melhor
Atriz Secundária
VENCEDORA: Viola Davis, Fences
Naomie Harris, Moonlight
Nicole Kidman, Lion
Octavia Spencer, Hidden Figures
Michelle Williams, Manchester by
the Sea
Melhor
Ator Secundário
VENCEDOR:
Aaron Taylor-Johnson, Nocturnal Animals
Mahershala Ali, Moonlight
Jeff Bridges, Hell or High Water
Simon Helberg, Florence Foster
Jenkins
Dev Patel, Lion
Melhor
Realizador
VENCEDOR:
Damien Chazelle, La La Land
Tom Ford, Nocturnal Animals
Mel Gibson, Hacksaw Ridge
Barry Jenkins, Moonlight
Kenneth Lonergan, Manchester by
the Sea
Melhor
Filme de Animação
VENCEDOR: Zootopia
Kubo and the Two Strings
Moana
My Life as a Zucchini
Sing
Melhor
Banda Sonora Original
VENCEDORA:
"La La Land"
"Moonlight"
"Arrival"
"Lion"
"Hidden Figures"
Melhor Canção Original
VENCEDORA: "City of Stars," La
La Land
"Can't Stop the Feeling", Trolls
"Faith", Sing
"Gold", Gold
"How Far I'll Go", Moana
TELEVISÃO
Melhor
Série, Comédia/Musical
VENCEDORA: Atlanta
Black-ish
Mozart in the Jungle
Transparent
Veep
Melhor
Série, Drama
VENCEDORA: The
Crown
Game of Thrones
Stranger Things
This Is Us
Westworld
Melhor
Mini-série ou Telefilme
VENCEDOR: The People v. O.J.
Simpson
American Crime
The Dresser
The Night Manager
The Night Of
Melhor Atriz, Série Drama
VENCEDORA: Claire Foy, The Crown
Caitriona Balfe, Outlander
Keri Russell, The Americans
Winona Ryder, Stranger Things
Evan Rachel Wood, Westworld
Melhor
Ator, Série Drama
VENCEDOR:
Billy Bob Thornton, Goliath
Rami Malek, Mr. Robot
Bob Odenkirk, Better Call Saul
Matthew Rhys, The Americans
Liev Schreiber, Ray Donovan
Melhor
Atriz, Comédia/Musical
VENCEDORA:
Tracee Ellis Ross, Black-ish
Rachel Bloom, Crazy
Ex-Girlfriend
Julia Louis-Dreyfus, Veep
Sarah
Jessica Parker, Divorce
Issa Rae, Insecure
Gina
Rodriguez, Jane the Virgin
Melhor
Ator, Comédia/Musical
VENCEDOR: Donald Glover, Atlanta
Anthony Anderson, Black-ish
Gael Garcia Bernal, Mozart in
the Jungle
Nick
Nolte, Graves
Jeffrey
Tambor, Transparent
Melhor
Atriz, Mini-série ou Telefilme
VENCEDORA: Sarah Paulson, The
People v. O.J. Simpson
Felicity Huffman, American Crime
Riley Keough, The Girlfriend
Experience
Charlotte Rampling, London Spy
Kerry Washington, Confirmation
Melhor
Ator, Mini-séries ou Telefilme
VENCEDOR: Tom Hiddleston, The
Night Manager
Riz Ahmed, The Night Of
Bryan Cranston, All the Way
John Turturro, The Night Of
Courtney B. Vance, The People v.
O.J. Simpson
Etiquetas:
GLOBOS DE OURO 2017
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