Em má hora o fiz. A história fala de um tempo em que o mundo vivia em paz, protegido por guerreiros cavalgando poderosos dragões. Mas cavaleiros e dragões passaram à História (não, não é piada ao FCP!), até que um dia um dragão volta a nascer e um jovem volta a cavalga-lo para conduzir o povo à liberdade. O cavaleiro é um jovem camponês, “Eragon, cujo destino é revelado com a ajuda de um dragão voador chamado Saphira. Para defender as suas terras e o seu povo do cruel Rei Galbatorix, Eragon torna-se um Cavaleiro Dragão e reúne um exército para o combater. Arrastado para um mundo de magia e poder, acaba por descobrir que poderá salvar – ou destruir – um Império.” (isto tendo em conta o resumo lido no site 7ª arte)
Ok. Um argumento tão bom como milhares de outros. O filme é bizarramente mau. Vi meia hora e adormeci. Acordei, vi mais dez minutos e saí da sala, coisa que só muito raramente faço. A senhora da bilheteira tentou ainda reconfortar-me: “É uma aventura mais para miúdos, não é?” Não, não é uma aventura para miúdos nem graúdos. É uma chatice. Que ameaça prolongar-se. Anuncia-se uma trilogia!
Stefen Fangmeier, o realizador, vem dos efeitos visuais e por lá devia ter ficado. A sua realização, do que vi, não desperta um mínimo de interesse, e só pergunto o que Jeremy Irons e John Malkovich andam por ali a fazer. Não me digam, eu sei: andam a ganhar a vida. Mas, que diabo!, acho que nem os cães do Irons devem ter gostado.
ERAGON, de Stefen Fangmeier (EUA, Inglaterra, 2006), Com Edward Speleers (Eragon), Jeremy Irons (Brom), Sienna Guillory (Arya), Robert Carlyle (Durza), John Malkovich (Rei Galbatorix), Rachel Weisz (voz de Saphira), etc. 104 min; M/ 12 anos.
































