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quarta-feira, junho 01, 2011

ELEIÇÔES NO DIA 5

:
EM QUEM VOTAR?


Julgo que é chegada a hora de optar.Dia 5 é dia de eleições!
Sou dos que vota, não me abstenho. Logo tenho dezenas de opções.
Em branco, não votarei de certeza. Nem vou inutilizar o voto com uma asneira enviada a quem não a lê. Logo tenho de votar num dos tantos partidos que enchem o boletim de voto. Mas qual?
Nos pequenos partidos para “renovar” a assembleia? Acho simpático o MEP, com a sua Esperança (para) Portugal. Gosto do Groucho Marx da Madeira. Aprecio o Garcia Pereira.
Mas não, nenhum deles vai levar o meu voto. Para mim seria um voto nulo.
Quero votar em quem depois exerça o poder, no governo ou na oposição.
Julgo-me um homem de esquerda. Mas não me identifico com a esquerda do PCP, nem com a do BE. Para mim, a liberdade de opinião é um bem essencial, logo, não voto num partido cujo ideário é a ditadura do proletariado (ainda por cima depois de se ter visto no que deu, em tantos casos, essa ditadura desse “proletariado”). Quanto ao BE, onde reconheço inteligência e conto amigos (no PCP também, cumpre ressalvar), não gosto da maneira puritana e algo beata como se exprimem.
Depois, tanto o PCP como o BE exigem o impossível. Prescrevem o que lhes vai na real gana, porque sabem que nunca serão governo e ninguém lhes irá pedir responsabilidades. Claro que é importante que tenham uma expressão parlamentar significativa. Funcionam como uma espécie de válvula de escape para o radicalismo, um amortecedor, o airbag da democracia. Mas há quem vote neles, não serei eu.
Restam três partidos. Todos ditos do “espectro governamental”. Ou seja, todos à procura de serem eleitos para formar governo. CDS, PSD e PS. O que os distingue? Hoje em dia, e muito sinceramente, quase nada. Há tempos, ainda se podia dizer que o CDS era da direita radical. Com Paulo Portas de cravo vermelho a abraçar causas sociais e a passear bonés pelas feiras, não sei se não terá passado o PSD pela esquerda. A verdade é que Portas é inteligente e um dos raros “políticos” actuais. Pedro Passos Coelho, de início pareceu-me uma esperança: jovem, bom aspecto, simpático, dialogante, afastando a crispação criada por anteriores direcções do PSD, parecia-me uma promessa. Mas ou ele, ou alguém por ele, dá tiros nos pés que não têm conta. Uns atrás dos outros. Agora vem dizer que a Troyka vota no do PSD. Pois, está bem. A mim não me apanhas tu. Já percebi há muito que quem manda na Europa (e no mundo) é a Troyka, são os FMI todos congregados, as multinacionais dos ratings, os capitalistas dos EUA e da China, da Índia e da Rússia, da Alemanha e da África do Sul. Mas ao menos haja vergonha. Não se assuma assim, publicamente, essa cumplicidade.
Quem for para o governo, vai governar com o programa da Troyka, isso não restam dúvidas. Mas pode haver nuances. O que distingue CDS, PSD e PS serão mesmo nuances.
Olhe-se, lado a lado, para o Pedro Passos Coelho e o José Sócrates. Ambos muito metrossexuais, bem postinhos, bem vestidinhos. Um é o mais africano dos candidatos. O outro o mais viajado. Um mente, o outro não fala verdade. A avaliar pelo que por aí se diz. Um acusa, o outro culpa. Ambos aprenderam a técnica da cassete: repetir a mesma coisa até parecer que é verdade. Um vai aplicar o que o FMI manda. O outro diz que o FMI o acha o eleito para a tarefa. Um tem um ministro das finanças que caiu em desgraça, o outro anuncia um ministro das finanças que já caiu em graça (um pouco brejeira, diga-se).
Por que será que as eleições não são directamente para os bancos e as agências de rating? Economizava-se tanto. Sobretudo em hipocrisia. Mas afinal quem manda realmente nisto tudo são uns senhores que ninguém elegeu para os conselhos de administração de bancos, de FMIs, de ratings e conglomerados adjacentes.
Eu calculo em quem vou votar, mas será apenas por um questão de nuance.

sábado, dezembro 11, 2010

PEQUENOS APONTAMENTOS POLÍTCOS




ESTENDENDO O TAPETE VERMELHO
À MAIORIA LARANJA
E OUTROS APONTAMENTOS POLÍTICOS

Agora que se comemoram os 30 anos sobre a trágica morte de Sá Carneiro, o seu sonho político parece concretrizar-se: um presidente, um governo, uma maioria.
Pelo andar da carruagem, alguém tem dúvidas de que Cavaco Silva seja reeleito Presidente? Com quatro adversários, dois dos quais a brincar, todos a darem tareia no candidato da direita e a fazerem dele a vítima necessária, e alguns deles sem qualquer prestígio para o desafiarem, que esperam? Mas há mais: a proliferação de candidatos só mostra a divisão e a ineficácia desta votação. Muito votante se interroga: valerá a pena votar, quando a decisão já é conhecida?
A reeleição de um Presidente tem estado quase sempre garantida. Esta chegou a tremer quando se descobriu “escutas” no gabinete do futuro candidato. No afã de derrotarem o PS, que cometeu muitos erros, mas não tantos como os que se lhe apontam, CDS, PSD, BE, PCP juntaram-se para conseguirem o resultado esperado: vitória de Cavaco, dissolução da Assembleia, eleições com uma nova AD a triunfar em toda a linha. Nunca uma Frente Comum foi tão unida. A ver vamos o que o eleitorado dirá daqui a dois anos. Qual o grau de contentamento de certos sindicalistas, de milhares de professores, do funcionalismo público, do Serviço Nacional de Saúde, e por aí fora.
Não percebo como se pode ser tão cego que não se veja certas coisas que estão a acontecer no mundo (e que objectivamente se reflectem no nosso país). A saber: a crise que hoje o mundo atravessa não tem a ver com países isolados ou melhores ou piores governos (estes podem agravar ou atenuar a crise, nada mais). A crise é um fenómeno conjuntural global. O PCP tem razão em acusar o capitalismo de estar na origem desta crise. Mas perde toda a razão quando deliberadamente se esquece que um dos principais países capitalistas do mundo é a China.
Na verdade, foi a vergonhosa avidez dos capitalistas que se entretiveram a multiplicar dinheiro virtual e a brincar aos monopólios com o capital dos depositantes que provocou esta crise que nos afunda a todos. Já tinha sido assim em 1929. Já se sabe que o capital não tem sentimentos. O que se pode estranhar é que um país dito “comunista” entregue a sua massa de trabalhadores quase a custo zero e em condições de perfeita escravatura às multinacionais para ali produzirem muito mais barato o que nos países ditos industrializados (Europa, América, Canadá, Japão e poucos mais) fica obviamente mais caro, dadas as conquistas sociais de que dispõem os seus trabalhadores.
Por isso o desemprego sobe em flecha na Europa e nos EUA, acompanhando a subida em flecha dos lucros das multinacionais e dos bancos. Os trabalhadores portugueses, para dar um exemplo próximo, julgavam ter adquirido “certas regalias sociais” quando as conquistaram aos capitalistas ocidentais. Esqueceram-se que havia o outrora “terceiro mundo” e que este passou a chamar-se, nalguns casos, “economias emergentes”. China, Índia, países árabes, alguns centros em África, vários países da América Latina. Esqueceram-se que muitos povos se iriam revoltar contra essa condição de colonizados, mesmo depois de oficialmente descolonizados.
E a revolta surgiu, mas infelizmente quem a comandou não foram os descamisados, mas o capitalismo “emergente” nesses territórios que se aliou ao já antigo capitalismo para dividir em partes mais equitativas o bolo. Alguém mais beneficiou com esta troca? Uma certa burguesia burocrata e tecnocrata que prolifera na China, na Índia, e mais ninguém. Os trabalhadores da China e da Índia não lucram com o facto dos camaradas da Europa e da classe média portuguesa apertarem o cinto. Estamos a apertar o cinto para os comilões do costume, mais os que recentemente se vieram sentar à mesa, para desfrutarem de mais regalias.
A luta é, pois, contra o capitalismo selvagem que não olha a meios para alcançar os fins. Acontece que não há só um capitalismo “de direita”. Há também capitalistas ditos “de esquerda”, que é preciso igualmente combater. A exploração do homem pelo homem, que às vezes roça um servilismo feudal e abjecto, é essa que tem de ser contrariada. À direita ou à esquerda, que neste caso as etiquetas não querem dizer nada: eles andam todos misturados atrás do lucro fácil. As multinacionais, como o próprio nome anuncia, não têm nação, nem rosto humano.
Teria todo o gosto em perder parte das minhas (curtas, diga-se) regalias, se isso fosse impedir que alguém morresse à fome na China ou em África. Mas para engordar mais o capitalista americano sentado à mesma mesa com o capitalista chinês, não, obrigado.
O que nos leva a outro tema "momentoso": a actividade da Wikileaks, que julgo particularmente relevante, ao denunciar não tanto as adjectivações diplomáticas, como as corrupções escondidas. Acontece que, ao acusar certos países democráticos, a Leakpedia está igualmente a elogiá-los: afinal consegue-se penetrar nas suas engrenagens, o que não acontece com os países que vivem em monarquia absolutista ou em ditadura. Nem China, nem alguns países árabes ou africanos, nem Cuba (para citar alguns apenas) têm visto as suas malas diplomáticas devassadas. Segurança de sistemas nesses países ou parcialidade na difusão do material apreendido por parte da Wikileaks? Neste dilema, a primeira conclusão é grave, a segunda gravíssima. A liberdade de expressão tem de ser defendida, mas a honestidade de processos também. 

segunda-feira, outubro 12, 2009

O QUE AS AUTÁRQUICAS DISSERAM, II

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ALGUMAS CONCLUSÕES A QUENTE

Fechado o ciclo eleitoral de 2009, há algumas conclusões a extrair muito curiosas:
- Uma derrota estrondosa do PSD nacional, encabeçado por Manuela Ferreira Leite, que agora, nas autárquicas, foi amplamente confirmada. Alguns dos autarcas do PSD eleitos com maiorias expressivas não podiam ser mais cáusticos em relação a MFL (veja-se, a título de exemplo, Luís Filipe Meneses, em Gaia, e Moita Flores, em Santarém, chegando este último a dizer publicamente que não votaria em MFL nas legislativas). Depois, a (escassa) vitória do PSD em número de Câmaras ganhas não pode, nem de perto nem de longe, ser atribuído à direcção nacional, mas sim ao carisma e ao bom trabalho de muitos autarcas (Sintra, Cascais, Faro, Famalicão, etc. seriam autarquias ganhas obviamente pelos candidatos laranjas, com ou sem ajuda de MFL, e a do Porto foi ganha por Riu Rio, “apesar” de MFL).
- Uma derrota esmagadora do Bloco de Esquerda que demonstrou na prática que não vale nas autarquias (isto é, no “campo”, no trabalho prático) um terço do que pareceu valer a nível nacional, nas europeias e legislativas. Uma coisa é o blá, blá contestatário, onde vale tudo para arregimentar descontentes, que vende bem e engana ingénuos e papalvos a nível de Parlamento (“deixem lá chegar ao Parlamento estes gajos refilões, para animar a malta!”, terão pensado alguns, enquanto outros, fervendo de raiva, iam votar nos que “mais mal” diziam do governo), mas já não vende a nível autárquico, pois sabe-se bem quem trabalha e é competente e não vive só de bazófia.
- A CDU no poder local mantém a influência que lhe advém de algumas boas experiências. Não é um partido que incha e desincha ao sabor do vento, tem obra feita que o ilustra, e viu-se o resultado: ganhou e perdeu, mas manteve uma impressionante estabilidade.
- Uma vitória saborosa do PS e aliados em Lisboa, mostrando que “quem une ganha, quem desune perde”, como foi dito, e bem, por António Costa. Refira-se que Pedro Santana Lopes não se finou ainda desta vez, aguentou-se bem, e vai “continuar a andar por aí”, como vereador ou não. Aposto que como vereador (porque tem visibilidade), mas sem terminar o mandato (porque é assim mesmo). A ver vamos.
- Sublinhe-se a vitória de Rui Rio no Porto, um homem que enfrentou vários “núcleos duros” de interesses criados no concelho, nomeadamente ao nível do futebol, e que conseguiu trazer alguma transparência à administração autárquica. Os portuenses reconhecerem o esforço e a coragem, e alguns portistas de certeza que também o fizeram.
(Pessoalmente congratulo-me ainda com as claras vitórias de Armindo Costa, em Famalicão, de Norberto Patinho, em Portel, e de Carlos Filipe Camelo, em Seia. Do que sei, pelos contactos pessoais e profissionais mantidos com todos eles, bem merecem os resultados.)
(Volto a colocar este post, dado que o mesmo desapareceu durante a noite do meu Facebook. Estranho, não é?

domingo, setembro 20, 2009

É A CULTURA, ESTÚPIDOS!

CULTURA: ZERO
Eu sei que quem tem fome não se preocupa com a cultura, eu sei que quando há desemprego ninguém lê livros ou vai ao cinema ou ao teatro, muito menos visita museus ou ouve música. Eu sei que o TGV é muito mais importante para escoar produtos “vendáveis” do que obras de autores nacionais, eu sei que os bancos falidos por operações crapulosas são alvos mais visíveis de subsídios, eu sei que mandar bocas sobre escutas é algo que fica bem a qualquer governante de uma integridade acima de toda a suspeita, eu sei que os portugueses querem é saber sobre as pequenas e médias empresas (desde que nada tenham a ver com a cultura), eu sei que a Justiça, a Saúde, a Economia, a Educação, a Agricultura, etc. etc., são tudo temas dignos dos maiores debates, a merecer até a atenção dos gatos, fedorentos de preferência, mas, que diabo!, tenho visto, lido e ouvido debates constantes para todos os gostos e feitios, e até hoje nunca ouvi falar de Cultura. Somos um País assim tão desinteressante em matéria de Cultura? Paula Rego, Maria João Pires, Manoel de Oliveira, Siza Vieira, Mariza, José Saramago, e etc. e etc. e etc. e ou outros que vêm logo a seguir, em todos os ramos da literatura, da arte, da cultura, e todo o nosso património histórico, humano, geográfico, todo ele tão ligado à cultura, não justificava uma palavrinhas?
No São Luiz havia uns debates a que chamaram, que me lembre, “É a Cultura, Estúpido!”
Agora é mais “É a Cultura, Estúpidos!”

terça-feira, setembro 15, 2009

MANUELA FERREIRA LEITE "ASFIXIA"

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MANUELA FERREIRA LEITE
E A "ASFIXIA DEMOCRÁTICA"

Manuela Ferreira Leite tem sido acusada por alguns de dizer não importa o quê e de não ser muito coerente. Nada de mais errado. O seu pensamento é de uma coerência total e o seu maior pecado será ser tão sincera. Alguns avaliam essa sinceridade como virtude, mas não: expõe-se demasiado. Deixa ver o jogo todo.
Há dias andou pela Madeira, de João Jardim, e congratulou-se pela democracia plena que por lá se vive. Na Madeira, segundo MFL, não há “asfixia democrática” (a tal que, como todos sabem, existe no continente em doses maciças) e se por acaso existe algo semelhante está legitimado pelo sufrágio universal de que saiu vencedor por diversas vezes o seu Presidente do Governo Regional. Portanto, toda a actividade política de Hitler, que ganhou eleições, está igualmente legitimada, e o Governo de Manuela Ferreira Leite sê-lo-á igualmente se, por vontade dos portugueses, sair triunfadora das próximas eleições. Poderá então por em prática aquela teoria dos “seis meses sem democracia para endireitar o País” (e depois logo se verá se são ou não precisos mais alguns meses, ou anos, ou décadas, o Prof. Salazar também começou assim):
Há já sintomas alarmantes: Manuela Ferreira Leite julga que vai ser a escolhida e assegura, desde logo, apontando para Sócrates: “Daqui a dez anos o senhor já não estará cá…” Enfim, Sócrates pode ter cometido alguns erros, mas uma medida tão drástica não me parece de saudar. Assim como não julgo de bom tom acusar o Primeiro-ministro de ser como aqueles “que matam o pai e a mãe para se puderem dizer órfãos”. O ataque à família de Socrates tem sido constante e sistemático, mas, que Diabo!, fiquem-se pelos tios e primos.
Mas MFL teve também momentos de irrepreensível clarividência e, neste aspecto, o ataque aos espanhóis foi brilhante, algo que não se via por estas bandas desde o celebrado Santo Nuno Álvares Pereira. É preciso, de quinhentos em quinhentos anos, alguém que os tenha no sítio (e não será seguramente Carlos Queiroz nem a nossa frágil selecção nacional de futebol). Miguel de Vasconcelos que se cuide, por que vem aí uma nova defenestração. Desta feita alguém sai pela janela do banco Banestro. Ai sai, sai.
Esperemos que não nos caia ao colo como Primeira-ministra.
(a imagem foi encontrada na Net, de autor - inspirado - anónimo)

sábado, outubro 11, 2008

DUELO OBAMA V MCCAIN


SE O MUNDO VOTASSE,
VIA INTERNET,
QUEM GANHARIA AS ELEIÇÕES AMERICANAS?
Pode votar e ver resultados surpreendentes AQUI:

McCain, se perder,
já tem hospitalidade garantida
no Burkina Faso
(veja a votação por países)

sexta-feira, outubro 10, 2008

sábado, janeiro 12, 2008

1958 A SAGA DELGADO


REVELADO "MISTÉRIO" DA CADEIRA
E DOS SEUS OCUPANTES
No "Diário de Notícias" de hoje (12.1.2008), primeira página do suplemento "Gente", texto de Pedro Correia:

Lauro António filma
saga de Delgado
Personalidades dos mais diversos quadrantes políticos - de Jaime Nogueira Pinto a Otelo Saraiva de Carvalho - integram um documentário que o cineasta Lauro António está a rodar para a RTP sobre a figura de Humberto Delgado (1906-65). Obviamente, Demito-o é o título deste filme, que deverá ser exibido no canal público a 10 de Maio - precisamente na data em que se completa meio século sobre a polémica conferência de imprensa em que o "General sem Medo" admitiu pôr fim ao longo consulado de Salazar. Esta frase, que ficou para a história, marcou o arranque da campanha presidencial de 1958, que observadores insuspeitos consideram ter sido ganha por Delgado contra o candidato oficial do regime, Américo Tomás. A fraude eleitoral então registada impediu-o de assumir a Presidência.Centrado no período entre o início da campanha e a ida às urnas, a 8 de Junho de 1958, o documentário inclui depoimentos de cerca de 30 personalidades - nomeadamente a filha do general, Iva Delgado. E também de Ramalho Eanes, Maria Barroso, Marcelo Rebelo de Sousa, Irene Pimentel, Fernando Rosas, Vasco Lourenço, Pezarat Correia, Varela Gomes e Maria Barroso, entre outras. Um dos poucos depoimentos que faltam gravar é o de Mário Soares, que chegou a ser advogado da família Delgado após o general ter sido assassinado pela PIDE, em 1965."É um documentário que tem um grande valor pessoal para mim", disse ao DN Lauro António, assumido admirador do general, que com a campanha de 1958 "abriu horizontes a toda uma geração de portugueses", como sublinha o realizador, que tinha então 15 anos. "Foi um grande abalo no País", lembra por sua vez Iva Delgado. Logo após a conferência de imprensa, a PIDE passou a vigiar a residência da família do general, na Rua Filipe Folque, em Lisboa.Com Carlos Cunha como director de fotografia e Frederico Corado como assistente de realização, este é o regresso de Lauro António à RTP, onde já assinou diversos trabalhos, de ficção e documentais. O cineasta destacou-se sobretudo pela longa- -metragem "Manhã Submersa".

terça-feira, julho 17, 2007

ELEIÇÔES EM LISBOA E BRINCADEIRAS

No "Hoje há Conquilhas...",
Tomás Vasques contabilizava os números das
Eleições em Lisboa
resultados finais:

PS - 57 907 - 29.54% - 6 Mandatos.

Carmona - 32 734 -16.70% - 3 Mandatos.

PPD/PSD - 30 855 - 15.74% - 3 Mandatos.

Roseta - 20 006 - 10.21% - 2 Mandatos.

PCP-PEV - 18 681 - 9.53% - 2 Mandatos.

B.E. -13 348 - 6.81% - 1 Mandato

CDS-PP - 7 258 - 3.70% - O Mandatos

Na contabilidade do meu blogue,

numa brincadeira que esteve aqui ao lado,

durante as últimas semanas,

os resultados foram muito diferentes nalguns aspectos.

Por brincadeira, veja-se a votação de 182 votos:


Se fosse hoje, em quem votaria?


Votos
Antonio Costa 43% 78 votos
Helena Roseta 27% 50
Fernando Negrao 3% 6
Carmona Rodrigues 3% 5
Telmo Correia 1% 1
Garcia Pereira 2% 4
Ruben de Carvalho 8% 14
Goncalo da Camara Pereira 1% 1
Sa Fernandes 9% 17
Manuel Monteiro 3% 6


quinta-feira, julho 05, 2007

ELEIÇÔES: LISBOA OU CAVACO?

A campanha do candidato Dr. Fernando Negrão para a Câmara de Lisboa parece não acertar uma.
Em lugar de tentar vencer as autárquicas, agora lança-se na defesa do Prof. Cavaco Silva. Francamente.
“Aqui quem manda não é o Governo, é o Presidente.”
Numa altura em que a coabitação institucional até tem sido tão boa, para quê levantar esta questão?
“Não havia necessidade”, como diria o outro.

PS. Ou será que o slogan se refere simplesmente ao PSD? Lá está em cima a sigla: PSD. Em baixo a mensagem: "Aqui quem manda não é o Governo, é o Presidente!"