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sexta-feira, novembro 14, 2008

ENCONTRO DE BLOGUES

Hoje, às 15 horas, na Universidade Católica:
UMA NOVA FORMA DE CULTURA:
A BLOGOSFERA NA PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Quando gostosamente aceitei participar neste Encontro Sobre Blogues, em particular no painel “Blogues Culturais e Educação”, fi-lo pensando apostar essencialmente na minha experiência pessoal, quer como bloguer, ou como frequentador de blogues, quer ainda como defensor de uma nova comunicação que irá ter – já tem, neste momento – os blogues como um dos centros nevrálgicos desse percurso inter-pessoal.
Gostaria, pois, de falar em nome pessoal, isto é, na primeira pessoa do singular, por várias razões:
1 - porque os blogues são uma forma de escrita, ou de outro tipo de comunicação mais diversificada, essencialmente, individual;
2 - porque os blogues, lidos num computador, são uma forma de leitura, ou de comunicação mais vasta, igualmente individual;
3 - porque os blogues pressupõem uma forma de responsabilização pessoal específica, do autor do blogue;
Mas porquê este interesse especial no “eu”, numa altura em que tudo parece canalizar-se para o “nós”? Qual o significado sociológico deste “eu” numa matriz cultural contemporânea?
Pois bem, desde o alvorecer do mundo até à actualidade a história da comunicação social partiu do “eu” para chegar ao “nós”, com assinaláveis progressos e resultados práticos. Na pré-história comunicava-se por sinais e figurinhas incrustadas nas paredes, depois começou-se a falar e a transmitir-se a informação, o conhecimento, a emoção, a fantasia ou a realidade através da palavra, contaram-se histórias de um para um, ou de um para um grupo restrito, que se foi alargando até chegar a multidões, quando se iniciou a impressão de jornais, revistas e livros. Depois veio a rádio, que voltou a impor a comunicação oral do “um”, mas agora para muitos, para massas humanas, para essas multidões que foram arrastadas, de forma exemplar, pela fabulosa manipulação extraterrestre de Orson Welles, que inventou, com a ajuda de Herbert George Wells, marcianos a aterrar em território norte-americano. Da rádio passou-se à televisão, do “nós” para o “nós”, entrou-se abertamente na globalização, na sociedade da informação, na comunicação omnipresente, na demasiada informação e comunicação que é já ruído que se sobrepõe à compreensão da mensagem.
Hoje estamos aqui, numa sociedade onde quase nada se ouve, porque múltiplos são os estímulos e estrondosos de ruído. Jornais, revistas, livros, rádios, televisões, satélites, cabos, computadores tudo serve para veicular a informação, o comentário, a opinião, tudo parece servir para adormecer o agente receptor e deixá-lo estupefacto. Tudo muito rápido, muito ritmado, legendas por cima de imagens, com locução off, imagens sobrepostas, ilusões sobre fantasia, realidade trabalhada, manipulada como virtualidade, virtualidade oferecida como coisa tangível, “segunda vida”, apoteose do gótico gongórico, não dando ao leitor-ouvinte-espectador qualquer hipótese de pensar, de analisar criticamente, de usufruir de uma emoção, de se sentir projectado na notícia. Vertigem em lugar de análise ou fruição.
Na voragem do tempo, perderam-se vários valores, encontraram-se outros. Nada de saudosismos descabidos. Os tempos são os tempos que temos e vivemos. É neles que teremos de encontrar a nossa felicidade e de procurar interagir com a dos outros. Em busca do que de melhor há nele, nesse nosso tempo novo. As maravilhas da tecnologia impuseram-se em toda a linha, hoje os periódicos são “full colours”, os canais de televisão são às centenas, vindos de todo o lado e para todos os gostos, temáticos e generalistas, cinema, desporto e porno, soft e hard, mas começaram quase todos a serem iguais uns aos outros e a disputarem os mesmos públicos. E a serem disputados pelos mesmos poderes controladores. A multiplicidade de informação não diferencia as mensagens, já que por detrás da grande maioria dos grupos de comunicação se encontram grupos económicos que alinham todos pelo mesmo diapasão. Diferenciações políticas? Divergências ideológicas? Nada disso: uniformização económica e financeira. A globalização ao serviço do lucro, e se possível do lucro fácil. Não esperes por amanhã para lucrares com o que podes ganhar hoje.
A crise da comunicação é visível. Não falemos dos grandes periódicos que perdem terreno dia a dia. Fiquemo-nos por algo mais comezinho. A crise levou ao desaparecimento de muitos jornais de província, e à completa reformulação de muitos outros. Os semanários regionalistas, onde se sabia do obituário da cidade ou da vila, onde se publicitavam casamentos e baptizados, onde se escrevia em palavra de forma o diz-se diz-se das vizinhas que, ao fim da tarde, se sentavam na soleira das portas das casas da aldeia e punham em dia as (raras) novidades do dia, esses semanários regionalistas desapareceram ou snobizaram-se. Já não dão conta do casamento da prima, do falecimento do sogro, do baptizado da afilhada, nem sequer publicitam o fim de curso de fulano de tal, recém regressado de Coimbra, com o canudo debaixo do braço.
Neste universo sem tempo para o tempo, o computador veio trazer mudanças complexas na estrutura das sociedades. A troca de emails e as conversas em chats em tempo real foram um meio de ligar continentes, famílias, amigos, profissões, assim como de compensar solidões, de extravasar a timidez de uns tantos (deles mas, sobretudo, delas), de psicanalisar sem divã nem psicanalista pago à hora. Num mundo com rostos ou sem rostos, com nomes próprios ou disfarçadas em nicknames, as pessoas foram-se entendendo e/ ou desentendendo profissionalmente, criando amizades ou inimizades, namorando ou inventando o sexo virtual, ou simplesmente matando o tempo com um ou uma desconhecida com quem se discorre ao longo de uma noite. Foi uma caixa de Pandora que se abriu, com o fascínio do proibido sob disfarce e o perigo que resulta do anonimato sem escrúpulos. Foi um tempo que não passou, mas que cedeu lugar à coqueluche o momento, os blogues e a blogosfera.
O que são os blogues?
São poisos individuais a que cada um dá o seu serviço. Em Londres, no Hide Park, havia (não sei se caiu totalmente em desuso, nos últimos dois ou três anos, agora com os blogues), o cantinho do orador (the Speaker’s Corner). Antigamente era uma área de certo prestígio, onde se discutiam questões prementes da sociedade inglesa. Depois foi-se resumindo a um centro de peregrinação de turistas em busca do exotismo exibicionista local, isto é o sítio onde se podiam ouvir loucos varridos pregar no deserto, para gáudio de públicos sem pudor. Mas o princípio, nos seus melhores tempo, era o mesmo do dos blogues de agora: dar a voz a quem quer que seja que a queira tomar, para a usar da forma que pretender. Muito democrático, na aparência. Tal como os blogues. Estes com uma vantagem, ou desvantagem, consoante o prisma: podem ser anónimos.
Construir um blogue é facílimo; alimentá-lo depende do engenho e das intenções de quem o criou. Por isso “existe” e “não existe” “uma” blogosfera. Claro que existe uma blogosfera global, no interior da qual tudo é possível, uma blogosfera anárquica, pirata, onde se pilham fotos e textos como qualquer pilha-galinhas de outrora. Diga-se que não me atormenta muito essa majestosa nave de piratas, navegando no espaço etéreo, que se vai alimentando de uma enormíssima comunidade de dadores-consumidores que constantemente se renova.
Fazendo apenas um pequeno parêntesis: outras questões me atormentam e algumas de sentido contraditório. O que me preocupa é que se regularize, se regulamente, se normalize, se transforme numa plataforma do “politicamente correcto”, este armazém de energias diversas onde se sente palpitar a vida. Por outro lado, o que me põe fora de mim é algo diametralmente oposto: é o uso do anonimato e da cobardia para se transformar a blogosfera numa selva de ofensas públicas e privadas, de arruaça mesquinha, de vingança pessoal. Por isso espero que a liberdade continue a ser integral, mas a responsabilidade que o seja por igual total. Aplaudo de cada vez que um energúmeno sem nome nem rosto é descoberto e levado a julgamento e condenado, se se provar que agiu de má fé e deu mau uso á liberdade de opinião. A liberdade total só existe na total responsabilidade. Quem não tem unhas para tocar guitarra, ou quem não tem cara para apanhar um bom par de estaladas, como nos velhos tempos de Eça e Ramalho, não se deve meter onde não é chamado. Quem quer usufruir de direitos (e a liberdade é um dos mais sagrados) terá de responder com deveres (e a responsabilidade sobre o que se diz e se faz é um dos mais elementares).
Fechado o parêntesis, que me parece essencial, volto à comunidade de dadores-consumidores da Blogosfera.
Que se pode esperar dela? Tudo, e quase tudo será bem-vindo. O blogue é um espaço vazio que será preenchido pela essência de cada um. O blogue é um retrato de quem o cria. Há blogues para todos os gostos e feitios, e em quase todos encontro razões para por eles me interessar num momento ou noutro da minha viagem pela blogosfera.
Há o diarista, que conta o que o seu autor faz hora a hora, ou dia a dia; há o ensaísta, em que rigorosamente só se escreve sobre um tema predilecto (e devo dizer-vos que sobre cinema há muitos e muito interessantes, por vezes muito mais estimulantes do que a escrita institucional dos críticos encartados da comunicação social); há o rebelde, que passa da confidência pessoal, do registo de factos, à escrita opinativa, ao ensaio, ao lembrete (de certa forma confesso incluir-me neste campo); há os amorosos e românticos, que curtem paixões passadas à espera de novas oportunidades; há os de engate, mais ou menos claros, os ostensivos e os tímidos, que falam de poesia ou de filosofia, à espera que lhes apareça o “príncipe encantado” nos “comentários” do dia; há os ofensivos, irados, grosseiros, que não hesitam frente a nada, e que normalmente são anónimos, como está bem de ver; há os marginais, alternativos, uma imagem a preto e branco, uma frase entrecortada, uma referência muito intelectual apenas entrevista, para os super-dotados descobrirem e se sentirem super-dotados, tal como o autor do blogue se sente quando os evoca; há os diligentes, que se querem de “serviço público”, onde se lêem livros, vêem filmes, anotam estreias, inaugurações, lançamentos de livros, e se põe a circular uma autêntica agenda cultural de valor incontestável; há os poético-sornas, que transcrevem simplesmente poemas de outros e imagens de flores de jarras vizinhas; há os snobs, literariamente bem burilados, com estilo, pompa e circunstância; há os políticos, que tudo contestam, porque na contestação é que está o ganho, e há os outros políticos que defendem a ordem estabelecida, qualquer que ela seja, ou se ela está de acordo com a sua filiação partidária; há as franjas dos fanáticos de sado-masoquismo, do nazismo, das ditaduras, da Ku Klux Klan, do terrorismo, das bombas caseiras; há os desportivos, com o emblema que tem sempre razão encimando os comentários semanais a mais uma jogatana, injustamente perdida por causa de interposto árbitro; há os blogues de professores, os que organizam aulas e oferecem matérias de reflexão aos alunos e os que manifestam a sua repulsa pelo Ministério, qualquer que este seja; há os científicos, onde se trocam ideias e conceitos; há os literários, de “escrita criativa”, como agora se chama a essa disciplina que pode ser ensinada (para deixar de ser criativa); há os confessionais, congregando lamúrias sobre a vida e os infortúnios dos amores, choramingando baba e ranho a cada post; há os vitalistas, que se levantam cheios de energia e, antes de saírem para “a mágica manhã luminosa”, ainda conseguem tempo para anotar um pensamento positivo para o dia lhes correr bem; há... a variedade possível da infinita diversidade do ser humano.
Não se conhecem muitas vezes os rostos, não se sabe normalmente se há ou não batota na identificação do sexo, da idade, da profissão, e, todavia, na sua extrema fragilidade são seres humanos que procuram exprimir-se, falar de si, fazerem-se ouvir, mal ou bem, com erros gramáticas ou não. Professores universitários ou empregadinhas de caixa de supermercado, políticos ou estudantes em busca de veia literária, todos dispõem de um sítio onde se expressam. Realmente muito democrático, tanto mais que depois cada blogue ganha o crédito da sua própria qualidade e do seu poder de intervenção. Tudo muito relativo, até: quem me diz que o blogue do político muito mediático com 3000 visitas diárias tem mais importância real do que o blogue de uma ignorada cidadã que com um comentário certeiro salva o dia de alguém desesperado ou alimenta um sorriso num rosto desconhecido?
Todos podem ter uma função e ai de quem duvidar dessa possibilidade. Esta parece-me a grande revolução que irá desencadear uma profunda transformação cultural. Não mais existe o conselho redactorial ou a “agenda” do jornal ou do canal de TV. Não mais a censura do editor chefe que faz os cortes que entende em nome do espaço e do interesse que julga a notícia ou o comentário possuire. No blogue escreve-se o que entendemos, como entendemos. Escreve-se todos os dias, todas as semanas, mas sobretudo quando apetece. Escreve-se muito ou pouco e espera-se apenas que quem tiver interesse leia ou olhe: ninguém obriga ninguém a consumir. O produto está ali, à espera de quem o desfrute, mas não há drama se não aparecer clientela, nesse dia ou no outro.
Mais: uma das características dos blogues é que quase todos são construídos com enorme devoção e o saber e a intuição própria de cada um. Há os sóbrios e os góticos, há os das florinhas e os dos fundos brancos, há os que explodem de cor e os beges discretos, há os que levam aos seus proprietários horas a escolher uma imagem e os que publicam a que primeiro aparece na pesquisa do google; há os que escrevem uma frase burilada ao longo de um dia de pensamento e os que redigem testamentos sobre um tema que os assalta de momento. Há principalmente a diversidade que urge respeitar, porque é dessa diversidade que nasce o fascínio desta nova cultura, profundamente democrática, se bem entendida (e lá volta a maior liberdade para a maior responsabilidade).
Tal como na sociedade onde vivemos o nosso dia a dia, casa, automóvel, emprego, casa, televisão, computador, nesta nova sociedade dita “virtual” (porém “real”, bem “real”, pois nada mais é do que o reflexo mais profundo, mais íntimo e mais significativo de uma “consciência colectiva” que é o somatório de todas as consciências individuais) há de tudo. Navegar na Internet, surfar pelos blogues impõe uma mentalidade nova e um rigor cada vez maior. A ingenuidade não é mais possível e essa é uma das características para que urge alertar o consumidor passivo destas novas ferramentas tecnológicas. Sabe-se como jornais e canais de televisão podem manipular abertamente para atingirem os seus fins, quer sejam políticos, económicos, ou culturais. Podem até manipular apenas por ignorância, que é cada vez maior, ou por maldade, que sempre foi congénita ao ser humano. Há provedores dos leitores, dos ouvintes, dos telespectadores, há conselhos de redacção, há entidades reguladoras, há um manancial de entidades que procuram corrigir os erros, os lapsos, as mais grosseiras falcatruas, e, todavia, elas perssitem, cada vez mais subtis, mais maliciosas, mais traiçoeiras.
Na blogosfera não há nenhuma dessas ajudas, nenhum desses zeladores pelo bem público e a causa democrática. A blogosfera é terra de ninguém, terreno de pacatos cidadãos e de desordeiros flibusteiros. É importante ter muita atenção com o que se lê e no que se acredita. Há os blogues inofensivos. Que podem ou não ser anónimos. Nada me move contra um senhor ou uma senhora que queira compartilhar anonimamente o seu desgosto de amor, a sua propensão lírica, o seu gosto pela culinária, os cães e os gatos, as suas fantasias eróticas ou as suas meditações religiosas ou estéticas. O anonimato só é obsceno quando alguém se serve dele para atingir a dignidade de outro.
Por isso já me preocupo, e muito, com a escrita torpe, a manipulação das consciências e das boas fés, a defesa do indefensável, a apologia da devassidão entre jovens impreparados, o grotesco espectáculo do que há de mais infame no ser humano. A blogosfera, que vem dos homens, reflecte tudo o que há neles, do sublime ao maremoto da ignomínia. Eu que não acredito em censuras, acredito na educação, acredito na experiência, acredito que ao longo dos tempos sempre venceu o que há de melhor no Homem, nessa luta titânica e diária contra o Mal. Se assim não tivesse sido, há muito que a existência do Homem teria desaparecido da face da Terra. Mas, para meia dúzia de energúmenos que vão aperfeiçoando as armas do crime, há sempre batalhões de gente de bem que oferece o seu corpo às balas de toda a espécie para defender a dignidade, a liberdade, a justiça, o progresso.
Na blogosfera assim será. Sem optimismos desmedidos, mas tendo a noção de que se fala muito do Mal porque se conta pouco do Bem, que não é notícia, acredito que a blogosfera será um passo imenso no futuro da comunicação social. Cada um escrevendo como quer o que quer, cada um assumindo a responsabilidade do que coloca no ar, cada um procurando um outro que o leia e partilhe informações, conhecimentos, ideias, procurando um outro ou outra e com ele ou ela dividir a solidão, com ele ou ela comungar uma nova amizade, com ele ou ela descobrir um novo amor. Com ele ou ela, com eles ou elas construir projectos comuns, defender causas colectivas, impor rupturas na sociedade. Cada vez mais os políticos apelam à comunicação virtual, e significativamente são os que têm causas e valores a defender que a utilizam com maior empenho e melhores resultados.
Mas também com ele ou ela do outro lado da blogosfera cada um de nós continua a descobrir-se a si próprio. Descobrir-se a si próprio, eis o que penso ser um dos pontos essenciais da blogosfera. Não é acaso que o ecrã do computador, em atmosferas menos iluminadas, mais escuras, mais íntimas, reflecte o nosso rosto, o rosto de quem bate as teclas e olha o monitor, para ler o que acabou de escrever. Ao escrever o que pensa e ao publicá-lo no seu blogue, o bloguer está a dar-se a conhecer ao mundo (ao “mundo”, vasto ou diminuto, que o adopta, que o aceita, que o procura) e está a receber de volta essa imagem. Mais do que num jornal ou num livro ele reflecte-se ali por inteiro, e interage com outros “mundos” que o comentam, o adicionam às suas listas de links, o ignoram, o tentam seduzir, o contradizem, ou simplesmente o lêem em silêncio. Cada um de nós deve aprender que, na blogosfera, se aprende, e sobretudo se aprende a ler, olhar, respeitar, compreender, amar o outro, o igual a nós mas também o diferente, o que nos lê e compreende e o que nos lê e não nos aceita porque é diverso de nós.
A blogosfera por vezes irrita (irrita-me) quando a sedução mesquinha do comentário “amigalhaço” impera. Não devemos agenciar a unanimidade, sobretudo quando ela é apenas tradução de hipocrisia ou delicadeza de ocasião e nada representa de sincero e autêntico. A blogosfera é um terreno ímpar para se conhecer o que pensa o nosso vizinho do lado, mas também o desconhecido da Índia, dos EUA, do Afeganistão ou da China. Muitas vezes basta lê-los, deixar um comentário, se for caso disso. Trocam-se pontos de vista, em português, com a nossa amiga do Rio ou de Goiás, com o companheiro de trabalho que vive em Angola, com a Presidente da Câmara da cidade caboverdiana. E assim se sabe da saúde, da família, dos problemas, das ideias, do futuro, olhando o blogue. Perceber a sensibilidade tão distinta que se reflecte num blogue de uma brasileira extrovertida ou de uma snobérrima e recatada francesa são momentos importantes, ajudam-nos a compreender o mundo na sua diversidade e a aceitá-lo como tal, da mesma forma que outros nos aceitam a nós. A blogosfera tem de tender a ser essa terra de respeito mútuo, de construção colectiva, de utopia possível.
Numa altura em que quase todas as utopias ruíram, em que os valores se afundam, em que o materialismo guerreiro se tenta instalar com os resultados que todos vemos, é importante reinventar novas utopias, que sendo utopias todos sabemos não cumpridas a cem por cento no futuro, mas prováveis de concretizar em larga medida. Procuremos levar para a blogosfera a nossa diferença, o nosso contributo, descobrir dentro de nós a grandeza que cada homem e cada mulher comportam dentro de si.
A blogosfera é, por definição, dádiva. Haverá certamente, por vezes e em muitos casos, muito de humanamente mesquinho no acto de arquitectar um blogue. Não tenho ilusões que em muitos casos são sentimentos ruins que estão por detrás desse comportamento. Mas, na maioria dos casos, é de dádiva que se trata – é o caso de alguém que escreve, que cria, que movimenta ideias, palavras, imagens e sons para oferecer a um outro qualquer que, também maioritariamente, não conhece. É uma oferta ao desconhecido que fica a vogar da éterosesfera, em busca de um leitor possível para um texto que se escreveu dolorosamente, à procura de um ouvinte para uma área musical que se ama, para uma imagem que nos diz muito.
Delicadamente, discretamente, amorosamente alguém pesquisou uma área de uma ópera e a colocou no seu blogue. Acto aparentemente de pouco alcance, é certo. Acto de uma total gratuitidade. De uma enorme generosidade também. Quando clico no link e saltam do nada da noite as primeiras notas, percebo que é alguém de um ponto perdido no universo que me oferece uma mão e me toca com o seu carinho. Não me digam que evoluo num mundo de príncipes e fadas, porque não é verdade. Se há alguém causticado nalgumas intempéries da vida eu não deixarei de ser um deles. Mas é urgente não desbaratar esse potencial de generosidade que permanece no interior de cada um de nós e que transforma a blogosfera num universo de oportunidades invulgares.
Tudo o que é possível está à nossa frente. Tudo depende de uma opção nossa. Tudo provém da nossa liberdade de escolha. Eu sei que a liberdade deve ser dos valores mais difíceis de se viverem. A imposição de uma opção que se habita hora a hora, minuto a minuto, que remete para o mais profundo de nós, cansa e por vezes dói. Mas é essa liberdade que nos distingue e faz de nós seres diferentes. Porque entre o que se acha correcto e o que se sabe ignóbil vai a distância da nossa escolha. A blogosfera, porque se concebe apenas no confronto de mim comigo, é um território altamente pessoal, individual, de opção secreta e íntima. Aliciante, mas difícil. Não há chefe de redacção nem director, nem estagiário, nem livro de estilo, nem compêndio de ética que nos salve nos momentos de crise. Somos nós perante nós próprios. Um perigo. Um desafio.
Finalmente, o lado sumamente gratificante de escrever e ver publicado o que se compôs. Quando era miúdo vivi durante anos paredes-meias com dois jornais regionais, onde passava grande parte do meu tempo dito livre. Escrevia notícias, fazia pequenas entrevistas, apanhava sobretudo o bichinho da escrita e da leitura, bem assim como o vício de “fazer” jornais. Em casa escrevia-os à mão, dobrava-os e mostrava-os aos meus pais. Na tipografia dos hebdomadários, escrevia primeiro a notícia, quase sempre sobre cinema e as actrizes que já nessa altura me apaixonavam, e os realizadores que me emocionavam, e depois tentava compô-la, em caracteres de chumbo, para depois a ver impressa. Era uma autêntica alegria que, não tendo seguido eu a carreira de tipógrafo, julgava para sempre ter desaparecido do meu horizonte. Ledo engano. Muitos anos depois, volto a escrever, a compor, a paginar, a ilustrar, a musicar se assim o entender, e a publicar de imediato o que, com maior ou menor engenho, gerei. É uma alegria intensa, que vale o esforço, que compensa as horas despendidas.
Depois sente-se a liberdade do voo da ave.
Não se fica à espera da remuneração devida, ou de qualquer medalha por serviços prestados à comunidade, mas aguarda-se que alguém, secretamente, leia, abane com a cabeça, que sim ou que não e que comente ou não (mas por favor não comentem apenas porque sim, porque faz parte das regras da etiqueta, porque manda a sedução da praxe comentar aqui para receber a paga no blogue que deixa a marca). Comentar não se ensina. Comenta-se o que se acha que se deve comentar. E é perfeitamente legitimo comentar com um olá um amigo ou amiga que não vemos há tempos. Mas esvoaçar diariamente de blogue em blogue para deixar a marca da sua passagem, para receber horas depois a paga no seu espaço, não me parece muito sincero, e abomino hipocrisias. Mas se calhar, neste enorme divã de psiquiatra, esta é uma forma reconfortante de adormecer diariamente, imaginando os quantos amigos se tem, espalhados pelo mundo. A mim irrita-me, devo confessá-lo, mas quem sou eu para julgar estas miudezas sem especial significado?
E assim tenho de chegar ao fim deste depoimento pessoal que tempo não abunda e há mais contribuições a ouvir, já a seguir.
Muito obrigado pela atenção e uma última informação: ao fim da tarde, ao princípio da noite de hoje, já estará, em letra de forma, este texto disponível no meu blogue. Sirvam-se, se fazem favor.
Lauro António / 14 de Outubro de 2008
fotos do blogue Indústrias Culturais, de Rogério Santos, onde se pode colher muita informação sobre o "Encontro"

terça-feira, novembro 11, 2008

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O ENCONTRO

comunicado da organização:
IV ENCONTRO DE BLOGUES
14 e 15 de Novembro de 2008
Universidade Católica Portuguesa
É já esta sexta-feira, dia 14 de Novembro, que tem início o IV Encontro de Blogues, um acontecimento que conta com a presença de inúmeros conferencistas, entre os quais se destaca José Luís Orihuela, um dos mais antigos e conceituados autores de blogues. O encontro realiza-se na Universidade Católica (Lisboa) e estende-se até ao próximo sábado, dia 15 de Novembro, com diversos ateliers de formação em Photoshop e Ferramentas de Web 2.0.
Desde 2003, que os blogues se assumiram como um novo meio de comunicação presente no quotidiano. Ferramenta da internet fácil de construir, tornou-se um meio de expressão de muitas pessoas, até aí sem possibilidades de expressão pública. Inicialmente, os blogues tinham apenas disponível a ferramenta de escrita de textos. No entanto, mais recentemente, existem blogues que usam a imagem (fixa, em movimento, em slide) e som, o que os torna num meio multimédia, com grandes potencialidades de edição.
No primeiro dia do IV Encontro, 14 de Novembro, será focada em especial a questão dos blogues de cultura, segundo três painéis: blogues e segmentação da blogosfera, blogues culturais e educação e blogues e negócio. O dia 15 de Novembro, é totalmente dedicado à formação e conta com ateliers de Photoshop e Ferramentas de Web 2.0.
O IV Encontro de Blogues conta com a presença de José Luís Orihuela (Universidade de Navarra), um dos mais antigos e conceituados autores de blogues e com bibliografia publicada, nomeadamente La revolución de los blogs (2006).

Prazos e preços
Inscrições no Encontro – até dois dias antes da sua realização;
Encontro
· Estudantes UCP – gratuito;
· Estudantes de outras instituições – 10 euros;
· Outros – 20 euros.

Atelier (cada um)
· Estudante UCP – 20 euros;
· Outros – 30 euros.

Para além da conferência inicial, que conta com a participação de José Luís Orihuela, o programa integra ainda os seguintes conferencistas:
1º Painel – Blogues e segmentação da blogosfera
11:00-13:00
Moderador: Prof. Fernando Ilharco
1) Portal Sapo
2) Mariana Pinto e Sara Bica (UCP), A Interacção entre os Adolescentes e a Blogosfera – Estudo comparativo entre Oeiras e Caldas da Rainha
3) Pedro Andrade (CECL, UNL), O discurso da wikipedia sobre a blogosfera
4) Carla Cerqueira e Luísa Teresa Ribeiro (Un. Minho), Os bloggers têm sexo?
Contributo para o mapeamento da participação feminina na blogosfera
5) Ana Paula Lemos (Associação Europa Viva), O blogue como instrumento de comunicação cultural e associativo

2º Painel – Blogues culturais e educação
14:30-16:30
Moderadora: Mestre Carla Ganito
1) Nuno Galopim ou João Lopes (Sound+Vision)
2) Mário Pires (Retorta), Para uma cultura da colaboração em rede
3) Lauro António, “Uma Nova Forma de Cultura: a Blogosfera na Primeira Pessoa do Singular”
4) Dora Santos Silva (UNL), A “e-Biblioteca de babel”. Contributos dos blogues culturais para uma ampliação da definição e política do jornalismo cultural
5) Rogério Santos (UCP), Blogues, responsabilidade social e comunicação pública

3º Painel – Blogues, cultura e negócio
17:00/18:30
Moderador: Prof. Rogério Santos
1) Paulo Querido
2) Booktailors, Blogues profissionais: a blogosfera como plataforma de comunicação (caso Blogtailors)
3) Ricardo Tomé (RTP), Os blogues no processo de produção de televisão e rádio
4) Elisabete Barbosa (Un. Minho), As agências de comunicação portuguesas na blogosfera: temáticas e propósitos
5) Pedro Lains (ICS), Blogues e cultura económica

Mais informações disponíveis nos sites



terça-feira, novembro 04, 2008

ENCONTRO DE BLOGUES


IV Encontro de blogues

Decorre nos próximos dias 14 e 15 de Novembro de 2008, na Universidade Católica, em Lisboa, o IV Encontro de Blogues, sob o lema “Blogues e Cultura”, com o seguinte programa:

Dia 14
9:00 – Recepção
9:30 – Sessão de abertura
9:35 – Comunicação de José Luis Orihuela (Universidade de Navarra)
11:00 – 1º painel – Blogues e a actual segmentação da blogosfera
14:30 – 2º painel – Blogues culturais e educação
17:00 – 3º painel – Blogues, cultura e negócio
18:30 – Encerramento dos trabalhos do primeiro dia

Dia 15
9:30 – Ateliê de Photoshop – monitor: Dr. Mário Barros
Ateliê de Ferramentas de Web 2:0 – monitor: Dr. Gonçalo Silva

Os painéis de debate previstos para dia 14 compreendem as seguintes participações / intervenções:

1º Painel – Blogues e segmentação da blogosfera
11:00-13:00 - Moderador: Prof. Fernando Ilharco
1) Portal Sapo
2) Mariana Pinto e Sara Bica (UCP), A Interacção entre os Adolescentes e a Blogosfera – Estudo comparativo entre Oeiras e Caldas da Rainha
3) Pedro Andrade (CECL, UNL), O discurso da wikipedia sobre a blogosfera
4) Carla Cerqueira e Luísa Teresa Ribeiro (Un. Minho), Os bloggers têm sexo? Contributo para o mapeamento da participação feminina na blogosfera
5) Ana Paula Lemos (Associação Europa Viva), O blogue como instrumento de comunicação cultural e associativo
6) Catarina Rodrigues (UBI), A informação fragmentada: questões e desafios

2º Painel – Blogues culturais e educação
14:30-16:30 - Moderadora: Mestre Carla Ganito
1) Nuno Galopim ou João Lopes (Sound+Vision)
2) Mário Pires (Retorta), Para uma cultura da colaboração em rede
3) Lauro António
4) Dora Santos Silva (UNL), A “e-Biblioteca de babel”. Contributos dos blogues culturais para uma ampliação da definição e política do jornalismo cultural
5) Rogério Santos (UCP)

3º Painel – Blogues, cultura e negócio
17:00/18:30 - Moderador: Prof. Rogério Santos
1) Paulo Querido
2) Booktailors, Blogues profissionais: a blogosfera como plataforma de comunicação (caso Blogtailors)
3) Ricardo Tomé (RTP), Os blogues no processo de produção de televisão e rádio
4) Elisabete Barbosa (Un. Minho), As agências de comunicação portuguesas na blogosfera: temáticas e propósitos
5) Pedro Lains (ICS), Blogues e cultura económica
6) José Gabriel Andrade (CECC, UCP), Blogues como ferramentas da comunicação organizacional

Pode consultar informações adicionais no blogue especificamente criado a propósito deste evento.

quinta-feira, outubro 02, 2008

ENCONTRO DE BLOGUES

Nos últimos dias, chegaram-me três mensagens sobre o próximo Encontro de Blogues, sobre o tema “Blogues e Cultura”, a realizar na Universidade Católica. Um deles, incluía um convite para participar, por parte da organização, de que faz parte o meu amigo José Carlos Abrantes, que desde há muito se interessa pelo tema, tendo mesmo dinamizado alguns debates na Livraria Almedina de Lisboa.
Porque julgo o tema de particular interesse neste momento (pensando obviamente lá esar com uma comunicação, sobretudo no painel “blogues culturais e educação”, aqui ficam as informações enviadas pela organização:

CALL FOR PAPERS

Nos próximos dias 14 e 15 de Novembro de 2008, realizar-se-á o IV Encontro de Blogues, em instalações da Universidade Católica Portuguesa, sob o título Blogues e cultura.
Os temas em discussão em três painéis sucessivos serão: blogues e segmentação da blogosfera, blogues culturais e educação, e blogues e negócio.
Convidamos todos os interessados a apresentar comunicações para o email encontrodeblogues@fch.lisboa.ucp.pt, até 15 de Outubro, dentro dos temas acima referidos. Os candidatos serão notificados até 25 de Outubro da sua aceitação ou não.
O tipo de letra a utilizar na comunicação é Times New Roman, corpo 12, com espaço e meio de intervalo entre linhas e título das secções em bold. O texto da comunicação proposta deve incluir título, nome do autor e instituição a que o autor pertence, não ultrapassando 10 páginas A4.

terça-feira, março 27, 2007

ENCONTRO DE BLOGUES - NOMEAÇÕES


NOMEAÇÕES DE BLOGUES
No blogue "Kontrastes 20", surgiu um post que transcrevemos com a devida vénia:

336] Cineblogger
Março 14th, 2007

Na próxima sexta-feira, em Famalicão, arranca uma nova fase da vida da blogosfera portuguesa. Mais um salto qualitativo para a afirmação da importância dos blogues no contexto das novas tecnologias de informação e comunicação — NTIC’s –, e neste preciso caso, dos blogues temáticos. Os blogues cinéfilos começam a ganhar o seu espaço na blogosfera e são uma mais valia para os conteúdos do ciberespaço.

O Famafest, organizado por Lauro António, servirá também para escolher os melhores blogues de cinema e cultura. Entre os nomeados estão:

Melhores Blogues de Cinema: O Acossado; Ainda não começámos a pensar; Amarcord; As Aranhas; Brain-mixer; Cineásia; Cineblog; De que raio é que ele está a falar?:; Estado Civil; Fila do meio; Filmes de Culto; Grindhouse; Hollywood; Imagens Perdidas; Last Picture Show; Mise en Abyme; Mulholand Drive; Obscuridades da 7ª Arte; Pasmos Filtrados; Plano 9; Play It Againt; Royale With Cheese; Viver contra o tempo; Wasted Blues e Zona Negra. [os blogues que não possuem link deve-se ao facto de não ter encontrado os mesmos].

Melhores Blogues de Cultura: A a Z; Um Amor atrevido; Amor e ócio; Arrastão; A Arte da fuga; Aspirina b; Bandida; Big Blog is watching You; Blasfémias; Cidadesurpreendente; Contraculturalmente; Da literatura; Divas e Contrabaixos; Erotismo na cidade; Espaço de Crítica Artística; Fadista Valéria Mendez; Foram-se os anéis; Grande Loja do Queijo Limiano; Guilhermina suggia; Hoje há conquilhas; Indústrias Culturais; O Insurgente; Indústrias Culturais; O Intruso; Kontratempos; Lápis Exilis; Luminescências; O Melhor Anjo; Mouco; Miniscente; Miss Pearls; A Origem das Espécies; Passado/Presente; Passengers; Piano; Portugal dos Pequeninos; Raim; Republica e Laicidade; Saudades do futuro; Sem Pénis nem Inveja; A Senhora Sócrates; O Sentido das Palavras e Volto Num Segundo. [os blogues que não possuem link deve-se ao facto de não ter encontrado os mesmos].

Depois deste tempo perdido a procurar na imensa blogosfera os links dos ditos blogues, sinto-me no direito de opinar sobre as nomeações. No que concerne aos cineblogues ressalta logo que alguns dos nomeados não são, na realidade, blogues sobre muitas coisas menos cinema. No que concerne aos blogues culturais o que me apraz dizer é que, tentando atrair bloggers famosos, deu-se uso ao sentido lato do conceito “cultura”, albergando toda a produção humana. Neste sentido, tudo o que se produz num blogue é cultura. É por isso que muitos dos nomeados verdadeiramente ali estão. Porque se entendeu que a publicação de fotos de actores e locais de interesse turístico é postagem cultural. Para mim, tratou-se pois, de uma estratégia de marketing, chamando a atenção da blogosfera erudita para o evento, englobando-os assim nos elegíveis. A salientar fica a ideia muito mais do que o rigor.


Lido o "post", há a referir o seguinte: os blogues nomeados foram-no por votação de autores de blogues que os escolheram. A organização limitou-se a convidar todos os blogues a votarem. Quem achou por bem associar-se a esta iniciativa, votou em quem escolheu. A lista dos nomeados reflecte apenas essa votação. Não houve estratégia de marketing, nem sequer estratégia. Se a blogosfera dita erudita foi citada, foi-o por vontade de quem voto (yum voto por blogue, em cada categoria). Os conceitos de blogues de cinema e de cultura também foram de escolha dos eleitores. Até porque nos pareceu, a nós, abusivo e de mau gosto dizer quem é ou não autor de blogue de cultura ou de cinema. Se blogues houve que não foram nomeados, a quem não os nomeou caberá a "culpa".

Aproveito para agradecer as palavras iniciais de João Ferreira Dias, esperando que sobre as restantes fique esclarecido o equívoco. Também eu acho que houve muitos blogues esquecidos e outros sobrevalorizados, mas a votação não era só minha. Eu só tinha que respeitar a votação. O que fiz.

segunda-feira, março 26, 2007

ENCONTRO DE BLOGUES DE CINEMA - PRÉMIOS

1º ENCONTRO NACIONAL DE BLOGUES DE CINEMA E DE CULTURA


BLOGUES PORTUGUESES DE CINEMA
Os Melhores de 2006

Os blogues votados:

O Acossado
Ainda não começámos a pensar
Amarcord
As Aranhas
Brain-mixer
Cineásia
Cineblog
De que raio é que ele está a falar?
Estado Civil
Fila do meio
Filmes de Culto
Grindhouse
Hollywood
Imagens Perdidas
Last Picture Show
Mise en Abyme
Mulholand Drive
Obscuridades da 7ª Arte
Pasmos Filtrados
Plano 9
Play It Againt
Royale With Cheese
Viver contra o tempo
Wasted Blues
Zona Negra

Os blogues premiados:

Primeiro Prémio:
Amarcord
Zona Negra

Menções Honrosas:
Cineblog
Play It Againt
Royale With Cheese
Wasted Blues


BLOGUES PORTUGUESES DE CULTURA
Os Melhores de 2006

Os blogues votados:

A a Z
Amor atrevido, Um
Amor e ócio
Arrastão
A Arte da fuga
Aspirina b
Bandida
Big Blog is watching You (Merdinhas)
Blasfémias
Cidadesurpreendente
Contraculturalmente
Da literatura
Divas e Contrabaixos
Erotismo na cidade
Espaço de Crítica Artística
Fadista Valéria Mendez
Foram-se os anéis
Grande Loja do Queijo Limiano
Guilhermina suggia
Hoje há conquilhas
Indústrias Culturais
O Insurgente
Indústrias Culturais
O Intruso
Kontratempos
Lápis Exilis
Luminescências
O Melhor Anjo
Mouco
Miniscente
Miss Pearls
A Origem das Espécies
Passado/Presente
Passengers
Piano
Portugal dos Pequeninos
Raim
Republica e Laicidade
Saudades do futuro
Sem Pénis nem Inveja
A Senhora Sócrates
O Sentido das Palavras
Volto Num Segundo

Primeiro Prémio:
O Intruso
Piano

Menções Honrosas:
A a Z
Bandida
Erotismo na cidade
Hoje há conquilhas
Indústrias Culturais


OS MELHORES FILMES
ESTREADOS EM PORTUGAL EM 2006

Os filmes votados foram:

007 - Casino Royale
Les Amants Réguliers
Babel
A Bittersweet Life
Black Dahlia, The
Breakfast On Pluto
Brokeback Mountain
Caché
Capote
Cars
Children of Men
El Cielo Gira
Clerks
Coisa Ruim
Colour Me Kubrick
The Da Vinci Code
Dans Paris
Departed, The: Entre Inimigos
Descent, The
The Devil's Rejects
L’ Enfant
The Fast and the Furious: Tokyo Drift
Good Night, and Good Luck.
The Hills Have Eyes
A History of Violence
Na Inconvenient Truth
Inside Man
Irresistíble
Jarhead
Juventude em Marcha
Kiss Kiss Bang Bang
Lady in the Water
Lisboetas
Little Miss Sunshine
Marie Antoinette
Mary
The Matador
Match Point
Miami Vice
Munich
The New World
Nobody knows
Paradise Now
A Prairie Home Companion
The Prestige
Profissão: Repórter
The Proposition
Rapace
La Science des Rêves
Superman Returns
Syriana
A Tale Of Two Sisters
Le Temps Qui Reste
That Thing You Do
Two for the Money
United 93
V for Vendetta
Volver
Walk the Line
Water
World Trade Center

Os premiados foram:

Os Melhores
(ex-aequo, igual número de votos)
The Departed: Entre Inimigos
Match Point

Menções Honrosas
(restantes oito mais votados):
Babel
A History of Violence
Lady in the Water
Little Miss Sunshine
Marie Antoinette
Munich
The New World
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