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quinta-feira, julho 08, 2010

CHARLOTTE RAMPLING EM PORTUGAL

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CHARLOTTE RAMPLING EM ALMADA


Charlotte Rampling, como actriz, deu corpo a algumas das representações mais secretas, intimistas e perturbantes da figura da mulher, durante a segunda metade do século XX e a primeira década do seguinte. “Dar corpo” é uma boa síntese para o seu trabalho de actriz, pois Charlotte Rampling, para lá da expressividade da voz, da originalidade do seu talento e de uns olhos verdes misteriosos e sensuais, é uma intérprete para quem o corpo é um instrumento de ofício não negligenciável, não por maus motivos, não pelo oportunismo do seu aproveitamento, mas por muito boas razões: Charlotte Rampling faz do seu corpo matéria interpretativa, que acompanha a subtileza da voz e a voluptuosidade da emoção.

Nasceu a 5 de Fevereiro de 1946, em Sturmer, Inglaterra, filha de um coronel que chegou a comandante da NATO e era igualmente artista plástico de certos recursos, além de atleta olímpico, vencedor da medalha de ouro, em Berlim 1936, integrando a estafeta 4x400 metros. Em virtude da vida profissional do pai, Charlotte permaneceu longas temporadas em França, onde estudou na Academia “Jeanne d'Arc pour Jeunes Filles”, em Versalhes. De regresso a Inglaterra, passou pela escola de St. Hilda's, em Bushey. Iniciou a carreira como modelo antes de se estrear, num papel insignificante, num filme de Richard Lester “The Knack...and How to Get It” (1965). Foi, todavia, no ano seguinte que, ao lado de Lynn Redgrave, se tornou notada como protagonista de “Georgy Girl” (1966), de Sílvio Narizzano, integrando-se de certa forma no movimento de um cinema que se queria retrato da realidade social inglesa e que ficou conhecido por “free cinema”. Em 1969, pela mão de Luchino Visconti, enfrenta o seu primeiro grande desafio, no papel de Elisabeth Thallman, em “Os Malditos” (La Caduta Degli Dei).
A sua carreira ganha fôlego internacional, intercalando trabalhos em Inglaterra, EUA, França e Itália. Em “Vanishing Point”, de Richard Sarafian (1971), é uma inesquecível rapariga que pede boleia na estrada. Assume-se como incestuosa em “Addio, Fratelo Crudelle”, de Guiseppe Patron Griffi, segundo peça teatral de John Ford (1971), e é Ana Bolena, em “Henry VIII and His Six Wives”, de Waris Hussein (1972). Roda, ao lado de Sean Connery, a ficção científica “Zardoz”, de John Boorman (1973), e, em 1974, é Lúcia Atherton, em “O Porteiro da Noite” (Il Portiere di Notte), de Liliana Cavani, talvez o seu papel mais marcante. Interpreta de forma particularmente inquietante e brilhante a figura de uma sobrevivente de um campo de concentração nazi que reencontra o guarda que a torturou (Dirk Bogarde), com quem mantém uma relação sadomasoquista que causou enorme polémica em todos os sectores. Era a primeira vez que surgia no cinema uma relação assumida de “bondage”, ainda por cima entre um nazi e uma judia. As cenas de amor, de desejo e dor, de atracção e repulsa, mostravam uma mulher no perfeito domínio das suas emoções e da vibração do seu corpo. Charlotte Rampling torna-se uma actriz inabitual, expondo sem falsos pudores a nudez do seu corpo, mas sempre ao serviço de uma história que o justifica, tornando-se igualmente a actriz certa para papéis de inconfessáveis paixões. Ela era, de certa maneira, a imagem de uma perversão controlada, por vezes fria e dominadora, outras impulsiva e arrebatadora.
Segue-se, em 1975, a “remake” de “Farewell, My Lovely”, contracenando com Robert Mitchum num policial assinado por Dick Richard, partindo de um romance de Raymond Chandler. A nova versão não é tão boa quanto o original, de 1944, assinado por Edward Dmytryk, mas o trabalho dos actores compensa. “La Chair de l'Orchidée”, de Patrice Chéreau, do mesmo ano, oferece-nos outro magnífico retrato de mulher, uma rica herdeira, mantida encerrada pelo marido numa instituição psiquiátrica para assim poder manejar livremente a sua fortuna. É outro grande romance “negro”, desta feita assinado por James Hadley Chase, que ganha no grande ecrã um novo fôlego. Ainda por esta altura, no ponto mais alto da sua carreira de vedeta internacional, roda, sob as ordens do mexicano Arturo Ripstein, “Foxtrot”, contracenando com Max von Sydow e Peter O’Toole, e do norte-americano Woody Allen, “Recordações” (Stardust Memories).
Outro momento importante da sua carreira passa-o sob a direcção de Sidney Lumet, em “The Verdict” (1982), ao lado de Paul Newman, um drama passado entre advogados e barras de tribunais. Depois suporta com brio nova provocação no filme do japonês Nagisa Oshima, “Max, My Love” (1986), onde “aceita” apaixonar-se por um chimpanzé, e em França aparece num “thriller” de mistério e violência, “On Ne Meurt Que Deux Fois”, de Jacques Deary, voltando de novo aos EUA para trabalhar sob a orientação de Alan Parker, em “Angel Heart” (1987), onde se misturam práticas de “voodoo” e ambientes de crime. No final dos anos 80, e durante toda a década de 90, continua no clima do filme policial, por exemplo, em “Paris by Night”, de David Hare (1989) e “Invasion of Privacy”, de Anthony Hickox (1996), e na comédia, casos de “Time is Money”, de Paolo Barzman (1994) ou “Asphalt Tango”, de Nae Caranfil (1997). Mas são os papéis mais conturbados que melhor se encaixam na sua personalidade, como é o caso da inquietante tia Maude, em “The Wings of the Dove”, de Iain Softley, segundo obra de Henry James, onde aparece ao lado de Helena Bonham Carter (1997).
Volta a Anton Tchekov com “The Cherry Orchard”, de Mihalis Kakogiannis (1999), e inicia o novo século com um dos seus melhores trabalhos, “Sous le Sable”, de François Ozon (2000), com quem volta a trabalhar anos depois, em ”Swimming Pool”, num papel que a fará ganhar o prémio de melhor actriz do cinema europeu, atribuído pela European Film Academy, em 2003.
Na última década tem alternado pequenos e grandes papéis onde tem gravado sempre algo da sua personalidade, muito embora a sua carreira tenha oscilado entre obras essênciais e películas de puro entretenimento e vulgar comércio. Destaquem-se “The Statement”, de Norman Jewison (2003), “Immortel Ad Vitam”, de Enki Bilal (2004), “Le Chiavi di Casa”, de Gianni Amelio (2004), “Lemming”, de Dominik Moll (2005) “Vers le Sud”, de Laurent Cantet (2005), “Basic Instinct 2”, de Michael Caton-Jones (2006), “Angel”, de François Ozon (2007), ou, mais recentemente, “Desaccord Parfait”, de Antoine de Caunes, “Caotica Ana”, de Julio Medem, “Babylon A.D.”, de Mathieu Kassovitz, “The Duchess”, de Saul Dibb (todos de 2008).
Encontra-se actualmente a rodar, ou a ultimar, vários projectos, entre os quais “The Eye of the Storm”, de Fred Schepisi, “Melancholia”, de Lars von Trier. Outros títulos onde está prevista a sua colaboração: “Kill Drug”, “Angel Makers”, “Cleanskin”, “Never Let Me Go”, “Rio Sex Comedy” ou “The Mill and the Cross”. Uma actividade transbordante. Apesar desta carreira ininterrupta no cinema, Charlotte Rampling ainda encontra tempo para outras aparições, nomeadamente no teatro e na canção, um velho sonho que lhe vem da adolescência, quando ela e a irmã Sarah cantavam em dueto em cabarets, até ao dia em que o velho coronel, seu pai, as proibiu de actuarem. Mas, muitas décadas depois, em 2002, Charlotte cumpre o sonho e lança um CD, "Comme Une Femme", com Michel Rivgauche e Jean-Pierre Stora, disco que teve grande sucesso.
No teatro estreia-se tarde, só em Setembro de 2003, com “Petits Crimes Conjugaux”, de Eric-Emmanuel Schmitt, no “Theatre Eduoard VII”, em Paris. Ao lado de Bernard Giraudeau, numa encenação de Bernard Murat. Em 26 de Maio de 2004, no mesmo teatro, lê "A Queda da Casa Usher” e “A Máscara da Morte Vermelha”, duas novelas de Edgar Allan Poe. É “Notes de Lecture”, acompanhada pela “Musique Obliqúe”, com música de Jean-Sébastien Bach e André Caplet.
Ainda nesse ano, aparece entre Junho e Setembro, no “National Theatre”, em Londres, integrando o elenco de “The False Servant” de Pierre Marivaux, numa nova versão de Martin Crimp, com encenação de Jonathan Kent. Interpreta ainda, em 2007, em França, uma encenação de “A Dança da Morte”, de August Strindberg, no “Theatre Madelaine”, em Paris, ao lado de Bernard Verley.
No Festival de Teatro de Almada, Charlotte Rampling apresenta "Yourcenar/Cavafy", um recital de textos e poemas, respectivamente de Marguerite Yourcenar e Konstantin Kavafy. O espectáculo, concebido por Jean-Claude Feugnet, a partir de uma cenografia de Lambert Wilson, será apresentado no Teatro Nacional de S. João, no Porto (16 de Julho), e na sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II (dias 17 e 18).


(texto de abertura da brochura dedicada a Charotte Rampling, a sair durante o Festival de Teatro de Almada, resultante do protocolo de colaboração assinado entre este Festival e o Famafest)

quinta-feira, junho 10, 2010

"FAMAFEST" EM GOIANIA, BRASIL

Cinema e literatura portugueses no Brasil
(clicar para ver melhor)

sábado, novembro 15, 2008

EDGAR ALLAN POE NO CINEMA

Regressa à actividade o blogue "Meia Noite Fantástica" com temas dedicados à literatura e ao cinema fantásticos. Preparando um ciclo cinematográfico que o Famafest 2009 irá dedicar ao extraordinário escritor, neste meu outro blogue se irão reunindo textos consagrados a Poe e às adaptações que conheceu ao longo de toda a história do Cinema. Aqui fica o inicio do texto agora publicado no aludido blogue.



NOTAS SOBRE EDGAR ALLAN POE
NO CINEMA
Ao analisar de forma muito rápida e sucinta a filmografia extraída de obras de Edgar Allan Poe, cumpre desde logo fazer ressaltar algumas ideias chaves. A primeira é a de que, apesar deste escritor ser um dos expoentes máximos da literatura fantástica e um dos mestres da literatura mundial, mais ainda um dos iniciadores da literatura moderna, um poeta admirável, um contista exemplar, um precursor do romance policial, poucos foram os grandes mestres da História do Cinema que dele se aproximaram buscando inspiração para obras suas. Há casos, certamente, Griffith e Fellini são dois exemplos possíveis, mas nem os filmes daí resultantes foram dos mais conseguidos, nem dois ou três títulos em mais de duas centenas de filmes são marca significativa.
Vejamos então quem se tem interessado pela obra de Edgar Allan Poe no campo do cinema. Não erraremos muito se os juntarmos em três grupos: alguns, não muitos, vanguardistas europeus e norte-americanos, ligados a escolas surrealistas ou expressionistas (Jean Epstein, Robert Florey, Edgar G. Ulmer, etc.), alguns mestres de série B, que representam o que de melhor a inspiração de Poe nos legou no cinema (nomeadamente Roger Corman, Gordon Hessler, ) e um grupo vasto de artesãos de série Z, mais interessados no negócio do que em arte, mas que não deixa de ser significativo preferirem Poe em tantas ocasiões, umas por oportunismo, servindo-se do nome e do prestígio do escritor, outras por sincero interesse literário, nem sempre devidamente vertido em imagens, é certo!.
Outro aspecto curioso a sublinhar: as obras de Edgar Allan Poe raras vezes são adaptadas de forma muito fiel à intriga e ao esquema dramático das mesmas, preferindo-se-lhes uma adaptação ao espírito, à atmosfera, às obsessões do escritor. Nem por isso, no entanto, muitas das adaptações não serão conseguidas, sobretudo na forma como continuam ou prolongam o clima gótico de uma indisfarçável estranheza e mistério.
O texto segue em "Meia Noite Fantástica". Para aceder basta clicar na ligação, ou no link colocado na coluna esquerda deste blogue.

domingo, março 16, 2008

FAMAFEST 2008: PRÉMIOS

Festival de Famalicão atribuiu
Grande Prémio ao filme
"Encontro com Milton Santos"

Encontro com Milton Santos- Grande Prémio

Famalicão, 15 Mar (Lusa) - O Júri Internacional do Famafest 2008, Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Vila Nova de Famalicão, atribuiu o Grande Prémio ao filme "Encontro com Milton Santos", de Sílvio Tendler, do Brasil, disse hoje à Lusa o responsável pela iniciativa.
O cineasta Lauro António adiantou ainda que "o filme, que versa a vida e obra de um dos mais importantes sociólogos brasileiros, aborda o tema da globalização e do seu impacto em países como o Brasil".
"Sílvio Tender já tinha feito parte do júri do Famafest e disse-me hoje que o prémio lhe abre portas para o documentarismo noutros países, nomeadamente na Europa", referiu.
Na opinião de Lauro António, "o Festival demonstrou que o documentarismo português, nomeadamente o ligado à literatura, atingiu um patamar de grande qualidade, que surpreendeu toda a gente, nomeadamente o presidente do júri o realizador português, Fernando Lopes".
Terra Sonâmbula - Grande Prémio da Lusofonia "Manoel de Oliveira"
O júri do Festival - que tem como tema o de "Cinema e Literatura" - entregou o Grande Prémio da Lusofonia, - que ostenta o nome de Manoel de Oliveira - ao filme "Terra Sonâmbula", de Teresa Pratas (Portugal), o Prémio "Ficção", a "Monsieur Max", de Gabriel Aghion (França), o de "Documentarismo" - ao conjunto das obras de António José de Almeida (Portugal), e o de "Ficção Jovem", a "Deus Não Quis", de António Ferreira (Portugal).
O júri é constituído por Fernando Lopes, realizador (presidente), Uxia Blanco, actriz (Espanha), Maria das Graças, actriz (Brasil), Anxo Santomil (director Cinemas Dixitais, Espanha), Otelo Saraiva de Carvalho, militar na reforma, Valter Hugo Mãe, escritor, e Filipa Macedo Baptista, antropóloga.
Monsieur Max -Grande Prémio do Juri da Juventude
Por seu lado - acrescentou -, o Júri da Juventude, constituído por Ana Bilbao, Andreia Saraiva, Carla Carvalho, Cátia Oliveira, Helder Magalhães, Helder Silva, Isabel Dias, Isabel Coelho, José Cardoso, Maria Marlene Campos e Sara Sampaio, alunos de escolas e universidades portuguesas no domínio do cinema e da comunicação social, atribuiu o Grande Prémio da Júri da Juventude, à película "Monsieur Max", de Gabriel Aghion (França), o de "Ficção", a "O Mistério da Estrada de Sintra", de Jorge Paixão da Costa (Portugal) o de "Documentarismo", ao filme "Encontro com Milton Santos", de Silvio Tendler (Brasil), e o de "Curta-metragem", à obra "Deus Não Quis", de António Ferreira (Portugal).
O Prémio Especial do Júri da Juventude distinguiu o conjunto das obras apresentadas pela produtora Panavídeo (Portugal).
Dos 35 filmes apresentados a concurso, dezanove eram de produção nacional, vindo as restantes películas da França, Brasil, Noruega, Estados Unidos, Egipto, Israel, Inglaterra, Índia, Bélgica, Moçambique e Canadá.
"Ao todo, durante os nove dias do Festival foram projectados mais de uma centena de filmes, em diversas salas de cinema, nomeadamente na Casa das Artes, Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, e Centro de Estudos Camilianos, em Seide S. Miguel", adiantou o realizador.
O Festival, que decorreu entre 8 e 16 de Março, com entrada livre em todas as sessões, teve uma assistência de 17 mil pessoas.
Para 2009, e além de novos filmes e realizadores, está já a ser programada a realização de uma grande gala do cinema e do documentário.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. / 2008-03-15 20:40:01

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

FAMAFEST 2008

PROGRAMAÇÃO, SALA A SALA
CASA DAS ARTES – GRANDE AUDITÓRIO


SÀBADO, 8 DE MARÇO DE 2008
10,00 RATATIU (Ratatouille), de Brad Bird e Jan Pinkava (EUA, 2007); com (vozes): Patton Oswalt, Ian Holm, Lou Romano, Peter O'Toole, etc. 110 minutos; M/6 anos.
15,00 GANGSTER AMERICANO (American Gangster), de Ridley Scott (EUA, 2007); com Denzel Washington, Russell Crowe, Ruby Dee, etc. 157 minutos; M/ 16 anos.
21,30 CERIMÓNIA DE ABERTURA OFICIAL DO X FAMAFEST
MARIZA EM CONCERTO
24,00 GANGSTER AMERICANO (American Gangster), de Ridley Scott (EUA, 2007); com Denzel Washington, Russell Crowe, Ruby Dee, etc. 157 minutos; M/ 16 anos.
DOMINGO, 9 DE MARÇO DE 2008
10,00 A TEIA DE CARLOTA (Charlotte's Web), de Gary Winick (EUA, Alemanha, 2006); com (vozes): Julia Roberts, Steve Buscemi, John Cleese, Oprah Winfrey, etc. 97 minutos; M/6 anos.
15,00 O VÉU PINTADO (The Painted Veil), de John Curran (EUA, China, 2006); com Naomi Watts, Edward Norton, Liev Schreiber, Toby Jones, etc. 125 minutos; M/ 12 anos.
18,00 A CONCURSO: CORRUPÇÃO (Portugal, 20007); Produção: Alexandre Valente, Utopia Filmes; com Nicolau Breyner, Margarida Vila-Nova, António Cerdeira, Alexandra Lencastre, etc. 93 minutos; M/16 anos.
21,30 JOGOS DE PODER (Charlie Wilson's War), de Mike Nichols (EUA, 2007); com Tom Hanks, Julia Roberts, Philip Seymour Hoffman, etc. 97 minutos; M/ 12 anos.
24,00 CORRUPÇÃO (Portugal, 20007); Produção: Alexandre Valente, Utopia Filmes; com Nicolau Breyner, Margarida Vila-Nova, António Cerdeira, Alexandra Lencastre, etc. 93 minutos; M/16 anos.
SEGUNDA-FEIRA, 10 DE MARÇO DE 2008
10,00 A TEIA DE CARLOTA (Charlotte's Web), de Gary Winick (EUA, Alemanha, 2006); com (vozes): Julia Roberts, Steve Buscemi, John Cleese, Oprah Winfrey, etc. 97 minutos; M/6 anos.
15,00 HARRY POTTER E A ORDEM DA FENIX (Harry Potter and the Order of the Phoenix), de David Yates (Inglaterra, EUA, 2007); com Daniel Radcliffe, Richard Griffiths, Ralph Fiennes, Gary Oldman, Maggie Smith, Emma Thompson, Helena Bonham Carter, etc. 138 minutos; M/12 anos.
18,00 BELLE TOUJOURS, de Manoel de Oliveira (França, Portugal, 2007); com Michel Piccoli, Bulle Ogier, Ricardo Trepa, Leonor Baldaque, etc. 68 minutos; M/12 anos.
21,30 O VÉU PINTADO (The Painted Veil), de John Curran (EUA, China, 2006); com Naomi Watts, Edward Norton, Liev Schreiber, Toby Jones, etc. 125 minutos; M/ 12 anos.
TERÇA-FEIRA, 11 DE MARÇO DE 2008
10,00 RATATIU (Ratatouille), de Brad Bird e Jan Pinkava (EUA, 2007); com (vozes): Patton Oswalt, Ian Holm, Lou Romano, Peter O'Toole, etc. 110 minutos; M/6 anos.
15,00 FADOS, de Carlos Saura (Portugal, Espanha, 2007); com Mariza, Camané, Carlos do Carmo, Lila Downs, Cesária Évora, Lura, Alfredo Marceneiro, Argentina Santos, Ana Sofia Varela, Caetano Veloso, Chico Buarque de Hollanda, etc. 90 minutos; M/6 anos.
18,00 LADY CHARTTELEY (Lady Chatterley), de Pascale Ferran (França, Bélgica, Inglaterra, 2006); com Marina Hands, Jean-Louis Coullo'ch, Hippolyte Girardot, etc.
168 minutos M/16 anos.
21,30 FADOS, de Carlos Saura (Portugal, Espanha, 2007); com Mariza, Camané, Carlos do Carmo, Lila Downs, Cesária Évora, Lura, Alfredo Marceneiro, Argentina Santos, Ana Sofia Varela, Caetano Veloso, Chico Buarque de Hollanda, etc. 90 minutos; M/6 anos.
24,00 PROMESSAS PERIGOSAS (Eastern Promises), de David Cronenberg (Inglaterra, Canadá, EUA, 2007); com Naomi Watts, Viggo Mortensen, Vincent Cassel, Jerzy Skolimowski, Armin Mueller-Stahl, etc. 100 minutos; M/16 anos.
QUARTA-FEIRA, 12 DE MARÇO DE 2008
10,00 A HISTÓRIA DE UMA ABELHA (Bee Movie) de Steve Hickner, Simon J. Smith (EUA, 2007); com (vozes): Jerry Seinfeld, Renée Zellweger, Kathy Bates etc. 90 minutos; M/6 anos.
15,00 PEÕES EM JOGO (Lions for Lambs), de Robert Redford (EUA, 2007); com Robert Redford, Meryl Streep, Tom Cruise, etc. 88 minutos, M/ 12 anos.
18,00 CRISTÓVÃO COLOMBO - O ENIGMA, de Manoel de Oliveira (Portugal, França, 2007); com Ricardo Trêpa, Manoel de Oliveira, Leonor Baldaque), Maria Isabel de Oliveira, Luís Miguel Cintra, Leonor, etc. 75 minutos; M/ 12 anos.
21,30 PEÕES EM JOGO (Lions for Lambs), de Robert Redford (EUA, 2007); com Robert Redford, Meryl Streep, Tom Cruise, etc. 88 minutos, M/ 12 anos.
24,00 EU SOU A LENDA (I Am Legend), de Francis Lawrence (EUA, 2007); com Will Smith), Alice Braga, Charlie Tahan, etc. 101 minutos; M/12 anos.
QUINTA-FEIRA, 13 DE MARÇO DE 2008
10,00 A HISTÓRIA DE UMA ABELHA (Bee Movie) de Steve Hickner, Simon J. Smith (EUA, 2007); com (vozes): Jerry Seinfeld, Renée Zellweger, Kathy Bates etc. 90 minutos; M/6 anos.
15,00 EU SOU A LENDA (I Am Legend), de Francis Lawrence (EUA, 2007); com Will Smith), Alice Braga, Charlie Tahan, etc. 101 minutos; M/12 anos.
18,00 CALL GIRL, de António-Pedro Vasconcelos (Portugal, Brasil, 2007); com Soraia Chaves, Ivo Canelas, Nicolau Breyner, Joaquim de Almeida, José Raposo, José Eduardo, Maria João Abreu, Ana Padrão, Virgílio Castelo, Raúl Solnado, etc. 145 minutos; M/ 16 anos.
21,30 SWEENEY TODD: O TERRÍVEL BARBEIRO DE FLEET STREET (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street), de Tim Burton (Inglaterra, EUA, 2007); com Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Timothy Spall, Sacha Baron Cohen etc.116 minutos; M/ 16 anos.
24,00 A MALDIÇÃO DA FLOR AMARELA (Man cheng jin dai huang jin jia), de Yimou Zhang (China, 2006); com Yun-Fat Chow, Li Gong, Jay Chou, etc. 114 minutos; M/ 12 anos.
SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2008
10,00 OS SIMPSONS: O FILME (The Simpsons Movie), de David Silverman (EUA, 2007); com (vozes): Dan Castellaneta, Julie Kavner, Nancy Cartwright, etc. 87 minutos; M/6 anos.
15,00 O ASSASSÍNIO DE JESSE JAMES PELO COBARDE ROBERT FORD (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford), de Andrew Dominik (EUA, 2007); com Brad Pitt, Mary-Louise Parker, Casey Affleck, Sam Shepard, etc. 160 minutos; M/ 12 anos.
18,00 O ESCAFANDRO E A BORBOLETA (Le Scaphandre et le Papillon), de Julian Schnabel (França, EUA, 2007); com Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, etc. 112 minutos; M/ 12 anos.
21,30 EXPIAÇÃO (Atonement), de Joe Wright (Inglaterra, França, 2007); com Keira Knightley, James McAvoy, Vanessa Redgrave, etc. 130 minutos; M/12 anos.
24,00 O ASSASSÍNIO DE JESSE JAMES PELO COBARDE ROBERT FORD (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford), de Andrew Dominik (EUA, 2007); com Brad Pitt, Mary-Louise Parker, Casey Affleck, Sam Shepard, etc. 160 minutos; M/ 12 anos.
SÀBADO, 15 DE MARÇO DE 2008
10,00 OS SIMPSONS: O FILME (The Simpsons Movie), de David Silverman (EUA, 2007); com (vozes): Dan Castellaneta, Julie Kavner, Nancy Cartwright, etc. 87 minutos; M/6 anos.
15,00 SWEENEY TODD: O TERRÍVEL BARBEIRO DE FLEET STREET (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street), de Tim Burton (Inglaterra, EUA, 2007); com Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Timothy Spall, Sacha Baron Cohen etc.116 minutos; M/ 16 anos.
21,30 CERIMÓNIA DE ENCERRAMENTO: ENTREGA DE PRÉMIOS DO FESTIVAL
HOMENAGENS A CAMILO DE OLIVEIRA, ADELAIDE JOÃO E FERNANDO LOPES
CONCERTO COM HENRIQUE FEIST E NUNO FEIST
24,00 OS INIMIGOS DO IMPÉRIO (Ye Yan ou Banquet), de Feng Xiaogang (China, 2006); com Ziyi Zhang, Daniel Wu, Xun Zhou, You Ge, etc. 131 minutos; M/ 12 anos.

FAMAFEST’ 2008
CASA DAS ARTES – PEQUENO AUDITÓRIO


SÀBADO, 8 DE MARÇO DE 2008
24,00 CICLO JASON BOURNE / ROBERT LUDLUM: A IDENTIDADE BOURNE (The Bourne Identity), de Doug Liman (EUA, Alemanha, República Checa, 2002); com Matt Damon (Bourne), Franka Potente, Chris Cooper, Clive Owen, etc. 119 minutos; M/12 anos.
DOMINGO, 9 DE MARÇO DE 2008
10,00 O MELHOR DE TOM E JERRY (M/4 anos)
15,00 OBRAS A CONCURSO: DEUS NÃO QUIS, de António Ferreira (Portugal) 15’; O MISTÉRIO DA SERRA DE SINTRA, de Jorge Paixão da Costa (Portugal) 105’
17,30 ABERTURA DO CICLO CINEMA DA GALIZA:
A LÍNGUA DAS BOLBORETAS, de de José Luis Cuerda (1999); com Uxia Blanco Iglesias, Manuel Lozano Obispo, Fernando Fernán Gómez, etc. 95 min.
Na presença de Uxia Blanco (actriz) e Anxo Santomil (director Cinemas Dixitais, Galiza)
22,00 OBRAS A CONCURSO: MABOU MINES DOLLHOUSE, de Lee Breuer (França, EUA) 125’
SEGUNDA-FEIRA, 10 DE MARÇO DE 2008
10,00 O MELHOR DE TOM E JERRY (M/4 anos)
15,00 OBRAS A CONCURSO: AGUSTINA BESSA LUIS – NASCI ADULTA, MORREREI CRIANÇA, de António José Almeida (Portugal), 58’; A BICICLETA E O ESCURO, de Cladia Nunes (Brasil), 64’
18,00 OBRAS A CONCURSO: OBRAS A CONCURSO: LES CHANTIERS DU PÉRE CASTOR, de Cazals Patrick (França) 52’ ; ARTHUR RIMBAUD, CHYPRE POSTE RESTANTE, de Cazals Patrick (França) 52’
22,00 OBRAS A CONCURSO: MONSIEUR MAX, de Gabriel Aghion (França) 37’ ; MURMURES; MURS, MÛR…, de Leopold Soris (Bélgica) 6’ ; L’EXPERIENCE DE NIETZSCHE, de Yann Kassile (França) 60’
TERÇA-FEIRA, 11 DE MARÇO DE 2008
10,00 O MELHOR DE TOM E JERRY (M/4 anos)
15,00 OBRAS A CONCURSO: CARAVELAS E NAUS, Panavisão (Portugal) 47’;
BRAVA DANÇA, de Filmes do Tejo (Portugal) 81’
18,00 OBRAS A CONCURSO: FERNANDA BOTELHO - 108º, de António José Almeida (Portugal) 52´; HERBERTO HELDER – MEU DEUS FAZ COM QUE EU SEJA SEMPRE UM POETA OBSCURO, de António José Almeida (Portugal) 48’; HUMANOS – A VIDA EM VARIAÇÔES, de António Ferreira (Portugal) 33’
22,00 OBRAS A CONCURSO: CARGO, de Marcelino Martin Valiente (Noruega) 5’; TOUCHET, de Marcelino Martin Valiente (Noruega) 9’;
TIED HANDS, de Dan Wolman (Israel) 90’
QUARTA-FEIRA, 12 DE MARÇO DE 2008
10,00 O MELHOR DE TOM E JERRY (M/4 anos)
15,00 OBRAS A CONCURSO: AGOSTINHO DA SILVA – UM PENSAMENTO VIVO, de João Rodrigo Mattos (Portugal) 80’
18,00 OBRAS A CONCURSO:
VITORINO NEMÉSIO – NEM TODA A NOITE A VIDA,
de Pedro Clérigo (Portugal) 59’; SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDERSEN –
O NOME DAS COISAS, de Pedro Clérigo (Portugal) 59’
22,00 OBRAS A CONCURSO: THE BEAR AND I, de Laurie Morali (Canadá), 30’;
ITHAKI, de Ibrahim El Batou (Egipto) 70’
QUINTA-FEIRA, 13 DE MARÇO DE 2008
10,00 O MELHOR DE TOM E JERRY (M/4 anos)
15,00 OBRAS A CONCURSO: TERRA SONÂMBULA, de Teresa Pratas (Portugal, Moçambique) 103’
18,00 OBRAS A CONCURSO: DAVID MOURÃO FERREIRA – DUVIDÀVIDA, de António José Almeida (Portugal) 58’; THE END, de Victor Candeias (Portugal) 12,30’;
ERA PRECISO FAZER AS COISAS,
de Margarida Cardoso (Portugal) 52’
22,00 OBRAS A CONCURSO: MYTHS ABOUT YOU, de Nandita Jain (Inglaterra, India) 9’; RENÉ CHAR, NOM DE GUERRE ALEXANDRE, de Jerôme Prieur (França) 61’;
TALMUD, de Pierre-Henry Salfatti
(França) 57’
SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2008
10,00 O MELHOR DE TOM E JERRY (M/4 anos)
15,00 OBRAS A CONCURSO: ENCONTRO COM MILTON SANTOS, de Sílvio Tendler (Brasil) 80’; POETICAMENTE EXAUSTO, VERTICALMENTE SÓ, de Luísa Marinho (Portugal) 54’
18,00 OBRAS A CONCURSO: ILHA PORTUGAL, de Anabela Saint-Maurice (Portugal) 55’; LUÍS PACHECO – MAIS UM DIA DE NOITE, de António José Almeida (Portugal) 59’
(EM HOMENAGEM A LUÍS PACHECO)
22,00 CICLO JASON BOURNE / ROBERT LUDLUM: SUPREMACIA (The Bourne Supremacy), de Paul Greengrass (EUA, Alemanha, 2004); com Matt Damon (Bourne), Franka Potente, Brian Cox, etc. 108 minutos; M/12 anos;
24,00 CICLO JASON BOURNE / ROBERT LUDLUM: ULTIMATO (The Bourne Ultimatum), de Paul Greengrass (EUA, Alemanha, 2007); com Matt Damon (Bourne), Julia Stiles, David Strathairn, Scott Glenn, Albert Finney etc. 115 minutos; M/12 anos.
SÀBADO, 15 DE MARÇO DE 2008
10,00 O MELHOR DE TOM E JERRY (M/4 anos)
15,00 LADY CHATTERLEY (Lady Chatterley), de Ken Russell (Inglaterra, 1993);
com Joely Richardson,
Sean Bean, James Wilby, etc. 205 minutos M/ 16 anos.
18,00 PRIEST OF LOVE, de Christopher Miles (Inglaterra, 1981);
com Ian McKellen, Janet Suzman, Ava
Gardner, etc. Versão Original Inglesa /Sem legendas em português.
O AMANTE DE LADY CHATTERLEY (Lady Chatterley's Lover), de Just Jaeckin
(Inglaterra, França, RFA, 1981);
com Sylvia Kristel, Shane Briant, Nicholas Clay, etc. 104 minutos; M/ 18 anos.
24,00 CICLO JASON BOURNE / ROBERT LUDLUM: CONSPIRAÇÃO FINAL (The Apocalypse Watch), de Kevin Connor (EUA, 1997); com Patrick Bergin, John Shea, Virginia Madsen, Benedick Blythe etc. 240 minutos; M/ 12 anos.
DOMINGO, 16 DE MARÇO DE 2008
15,00 FILMES PREMIADOS NO FAMAFEST 2008 (a anunciar)
18,00 FILMES PREMIADOS NO FAMAFEST 2008 (a anunciar)
21,30 FILMES PREMIADOS NO FAMAFEST 2008 (a anunciar)

FAMAFEST’ 2008
BIBLIOTECA MUNICIPAL - AUDITÓRIO


SÀBADO, 8 DE MARÇO DE 2008
18,00 INAUGURAÇÂO DA SALA/BIBLIOTECA EDUARDO PRADO COELHO
18,30 CICLO W. SOMERSET MAUGHAM: ESCRAVOS DO DESEJO (Of Human Bondage),
de John Cromwell (EUA, 1934); com Leslie Howard, Bette Davis, Frances Dee, Kay Johnson, etc. 83 min.
DOMINGO, 9 DE MARÇO DE 2008
10,00 CINEMA DA GALIZA: O SOÑO DUNHA NOITE DE SAN XOAN, de Manolo Gómez Santos (2005); animação; 82 min; A FLOR MAIS GRANDE DO MUNDO, de Juan Pablo Etcheberry (2006) 10 min.
15,00 CINEMA DA GALIZA: O SOÑO DUNHA NOITE DE SAN XOAN, de Manolo Gómez Santos (2005); animação; 82 min; A FLOR MAIS GRANDE DO MUNDO, de Juan Pablo Etcheberry (2006) 10 min.
18,30 CICLO W. SOMERSET MAUGHAM: CHUVA (Miss Sadie Thompson), de Curtis Bernhardt (EUA, 1953); com Rita Hayworth, José Ferrer, Aldo Ray, etc. 91 minutos.
SEGUNDA-FEIRA, 10 DE MARÇO DE 2008
10,00 CINEMA DA GALIZA: O SOÑO DUNHA NOITE DE SAN XOAN, de Manolo Gómez Santos (2005); animação; 82 min; A FLOR MAIS GRANDE DO MUNDO, de Juan Pablo Etcheberry (2006) 10 min.
15,00 CINEMA DA GALIZA: O LÁPIS DO CARPINTEIRO, de Antón Rodriguez Reixa (2002), com Luis Tosar, Tristán Ulloa, María Adánez, Luis Zahera, Nancho Novo, etc. 106 min; A MEIGA CHUCHONA, de Pablo Millán (2006) 7 min; MINOTAUROMAQUIA, de Juan Pablo Etcheberry (2004) 11 min.
18,30 CICLO W. SOMERSET MAUGHAM: O FIO DA NAVALHA (The Razor's Edge), de Edmund Goulding (EUA, 1946); com Tyrone Power, Gene Tierney, John Payne, Anne Baxter, Clifton Webb, Herbert Marshall, etc. 145 minutos.
(Versão original inglesa, sem legendas).
TERÇA-FEIRA, 11 DE MARÇO DE 2008
18,30 CICLO W. SOMERSET MAUGHAM: A SEDUÇÃO DO PECADO (Sadie Thompson), de Raoul Walsh, William Cameron Menzies (EUA, 1928); com Gloria Swanson, Lionel Barrymore, Blanche Friderici, etc. 91 minutos.
(Filme mudo. Versão original inglesa, sem legendas).
QUARTA-FEIRA, 12 DE MARÇO DE 2008
18,30 CICLO W. SOMERSET MAUGHAM: MESMO ASSIM ELAS AMAVAM-NO (The Moon and
Sixpence), de Albert Lewin (EUA, 1942); com George Sanders, Herbert Marshall, Doris Dudley, etc. 89 minutos. (Versão original inglesa, sem legendas).
QUINTA-FEIRA, 13 DE MARÇO DE 2008
10,00 CINEMA DA GALIZA: O BOSQUE ANIMADO, de Manolo Gómez Santos (2001); animação; 90 min.
15,00 CINEMA DA GALIZA: ROMASANTA, A CAZA DA BESTA, de Francisco Plaza Trinidad (2004), com Elsa Pataky, John Sharian, Julián Sand, etc. 98 min; COUSAS DO KULECHOV, de Susana Rei Crespo (2006) 21 min.
18,30 CICLO W. SOMERSET MAUGHAM: O FIO DA NAVALHA (The Razor's Edge), de John Byrum (EUA, 1984); com Bill Murray, Theresa Russell, Catherine Hicks, Denholm Elliott, etc. 128 minutos; M/12 anos.
SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2008
10,00 CINEMA DA GALIZA: O BOSQUE ANIMADO, de Manolo Gómez Santos (2001); animação; 90 min.
15,00 CINEMA DA GALIZA: TRECE BADALADAS, de F. Xavier Fernández Villaverde (2002), com Luis Tosar, Marta Etura, Juan Diego Botto, etc. 106 min;
CARNE DE CAÑÓN, de Darío Fernández Ignacio (2006) 8 min; MENIÑA, de Daniel Domínguez García (2006) 15 min.
SABADO, 15 DE MARÇO DE 2008
10,00 CINEMA DA GALIZA: O BOSQUE ANIMADO, de Manolo Gómez Santos (2001); animação; 90 min.
15,00 CINEMA DA GALIZA: BELAS DURMINTES, de Eloy Lozano Coello (2001), com Clive Arrindell, Teresa Gimpera, Jane Bautista, etc. 120 min; AMIGOS INVISÍBEIS, de Pedro González Alonso (2006) 20 min.
18,30 CICLO W. SOMERSET MAUGHAM: AS PAIXÕES DE JÚLIA (Being Júlia), de István Szabó (Canadá, EUA, Hungria, Inglaterra, 2004); com Michael Gambon, Annette Bening, Jeremy Irons, etc. 104 minutos; M/12 anos.

FAMAFEST’ 2008
AUDITÓRIO CASA DE CAMILO - CEIDE


SÀBADO, 8 DE MARÇO DE 2008
10,00 ANIMAÇÃO (M/ 6 anos)
15,00 OS 100 ANOS DE MANOEL DE OLIVEIRA:
ANIKI-BÓBÓ (1942) Manoel de Oliveira; 71'
18,30 HOMENAGEM A NORMAN MAILER:
DOMINGO, 9 DE MARÇO DE 2008
10,00 ANIMAÇÃO (M/ 6 anos)
15,00 OS 100 ANOS DE MANOEL DE OLIVEIRA:
O DIA DO DESESPERO (1992) Manoel de Oliveira; 75'
FAMALICÃO (1940) Manoel de Oliveira; 24'
18,30 HOMENAGEM A NORMAN MAILER:
SEGUNDA-FEIRA, 10 DE MARÇO DE 2008
10,00 OS SIMPSONS: O FILME (The Simpsons Movie), de David Silverman (EUA, 2007); com (vozes): Dan Castellaneta, Julie Kavner, Nancy Cartwright, etc. 87 minutos; M/6 anos;
15,00 OS 100 ANOS DE MANOEL DE OLIVEIRA:
NON OU A VÃ GLÓRIA DE MANDAR (1990) 112'
18,30 HOMENAGEM A NORMAN MAILER:
TERÇA-FEIRA, 11 DE MARÇO DE 2008
10,00 ANIMAÇÃO (M/ 6 anos)
15,00 OS 100 ANOS DE MANOEL DE OLIVEIRA:
VALE ABRAÃO (1993) Manoel de Oliveira 187'
18,30 HOMENAGEM A NORMAN MAILER:
QUARTA-FEIRA, 12 DE MARÇO DE 2008
10,00 OS SIMPSONS: O FILME (The Simpsons Movie), de David Silverman (EUA, 2007); com (vozes): Dan Castellaneta, Julie Kavner, Nancy Cartwright, etc. 87 minutos; M/6 anos;
15,00 OS 100 ANOS DE MANOEL DE OLIVEIRA:
A CARTA (1999) Manoel de Oliveira 107'
18,30 HOMENAGEM A NORMAN MAILER:
QUINTA-FEIRA, 13 DE MARÇO DE 2008
10,00 ANIMAÇÃO (M/ 6 anos)
15,00 OS 100 ANOS DE MANOEL DE OLIVEIRA:
PALAVRA E UTOPIA (2000) Manoel de Oliveira 130'
(EM HOMENAGEM AO PADRE ANTÓNIO VIEIRA)
18,30 HOMENAGEM A NORMAN MAILER:
SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2008
10,00 OS SIMPSONS: O FILME (The Simpsons Movie), de David Silverman (EUA, 2007); com (vozes): Dan Castellaneta, Julie Kavner, Nancy Cartwright, etc. 87 minutos; M/6 anos;
15,00 OS 100 ANOS DE MANOEL DE OLIVEIRA:
VOU PARA CASA (2001) Manoel de Oliveira 90'
18,30 HOMENAGEM A NORMAN MAILER:
SABADO, 15 DE MARÇO DE 2008
10,00 ANIMAÇÃO (M/ 6 anos)
15,00 OS 100 ANOS DE MANOEL DE OLIVEIRA:
O PRINCÍPIO DA INCERTEZA (2002) Manoel de Oliveira 132'
18,30 HOMENAGEM A NORMAN MAILER:
DOMINGO, 16 DE MARÇO DE 2008
10,00 OS SIMPSONS: O FILME (The Simpsons Movie), de David Silverman (EUA, 2007); com (vozes): Dan Castellaneta, Julie Kavner, Nancy Cartwright, etc. 87 minutos; M/6 anos;
15,00 OS 100 ANOS DE MANOEL DE OLIVEIRA:
UM FILME FALADO (2003) Manoel de Oliveira 96'

domingo, fevereiro 10, 2008

FAMAFEST 2008

JÚRI INTERNACIONAL
DO FAMAFEST 20008
Excelentes presenças no Júri Internacional do Famafest 2008. Primeiras confirmações:


Uxia Blanco (Actriz, Galiza, Espanha)
Anxo Santomil (Director de "Cinemas digitais", cineclubista, realizador, desenhador, Galiza, Espanha)
Maria das Graças (Actriz, Brasil) Joaquim Rosa (Actor, Portugal)
Walter Hugo Mãe (Escritor, editor, Portugal)

Otelo Saraiva de Carvalho (Oficial do Exército, escritor, Portugal)

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

MARIZA ABRE FAMAFEST

MARISA ABRE "FAMAFEST"
A 8 DE MARÇO DE 2008
EM VILA NOVA DE FAMALICÃO

Começa a 8 de Março (e prolonga-se até 16 de Março), o X Famafest, Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Vila Nova de Famalicão (Cinema e Literatura). Na noite de abertura, a voz mais desejada: Marisa. Não percam.

Não se trata de paixão de hoje. Há dois anos escrevi:
"(...) Sou fanático de Mariza. Acho que depois de Amália, poucas terão ido tão longe, ou chegado tão perto da perfeição. Ela tem tudo para ser o que é: uma voz impar, uma elegância de pássaro em voo rasante, o porte franzino que enche o palco mal o pisa, a modernidade do estilo, mais o classicismo da expressão, o olhar doce e gaiato de quem sabe que o fado é “tudo isto”, amargo e triste, amores infelizes e angústias latentes, mas também muito daquilo, alegria de viver e de amar, o olhar sobre as cidades e as pessoas, o quinhão de simpatia humana que nos toca a todos, esse beijo, esse sorriso, essa pele, essa cor, essa sensualidade boa e quente.
Mariza é um regalo de ouvir, e sabe bem ser português, quando se descobrem poemas de Fernando Pessoa, Zeca Afonso, David Mourão-Ferreira, Reynaldo Ferreira, O´Neil, Florbela, Amália, e tantos e tantos outros, acompanhados por inspiradas melodias, tocadas por virtuosos nacionais, cantados por intérpretes como Mariza. Que querem mais, portugueses ingratos, filhos de um tão pequeno País, que tais glórias viu nascer? Mariza é um dos nossos orgulhos nacionais (mas reparem em Lisboa, seus filhos da mãe da desgraça coitadinha e da maledicência mediocre, vejam tão só Amadeu de Sousa Cardoso, Graça Morais, Cesariny, Noronha da Costa em Exposição, só para falar em pintura!, e isto é pouco?, é pouco?). Ouvi-la é um prazer total. O DVD não está mal captado, a direcção é correcta, o som só teve uma falha, é Mariza em Belém para a eternidade. Ouvir e voltar a ouvir, ver e rever.

Moçambicana por nascimento, mas lisboeta da Mouraria desde os três anos, Mariza tem atravessado no sangue esse Portugal que foi fado em África e morna na capital do Império. Em 2001, ainda menina e moça, lança o álbum “Fado em mim” que vende até ser platina e atira com Mariza para o estrelato. Amo-a desde aí. Sim, porque nestas coisas ou se ama ou não se ama. Parte para o estrangeiro e soma sucesso sobre sucesso. Diz que o palco é a sua “sala de estar onde recebo os amigos” e eu sinto-me isso, um amigo, que, ao fim de cada concerto, corre para ela e a beija. Afinal acaba de nos dar momentos de felicidade e, não raro, as lágrimas correm-me, a mim, quando a ouço cantar. Quebeque, Nova Iorque, Hollywood, Londres, Paris, Frankfurt, Lisboa, Moscovo, Madrid, Barcelona, Los Angeles, Cairo, São Francisco, Chicago, as principais casas de espectáculo do mundo esgotam para a ouvir cantar. Uma nova Amália? Possivelmente, mas sobretudo uma nova grande cantora de fado, que consegue o que Amália sempre conseguiu: uma voz inigualável e uma personalidade impar. Ou seja, para se ser uma nova Amália, tem que se ser sobretudo diferente, não uma cópia, porque Amália nunca copiou ninguém. Mariza é também assim. Por ela passou todo o fado, mas ela só reteve o “seu” fado. “Melhor Artista Europeia na área de World Music”, pela BBC, diz que não escolheu o fado, que foi o fado que a escolheu. Não a conheço pessoalmente (mas quero conhecer, sim quero muito conhecer!), mas não fico indiferente aquela humildade que só os muito grandes conseguem ter, porque não precisam de se por em bicos de pés para sobressaírem. Eles já voam por cima dos demais, naturalmente. "O fado é um sentimento e não propriamente uma música". Em 2003, aparece o segundo álbum, “Fado Curvo”, mais prémios, por todo o lado. Os jornalistas estrangeiros residentes em Portugal reconhecem-lhe “a excelência na divulgação da cultura portuguesa, na sua manifestação mais característica: o fado” e consideram-na “Personalidade do Ano 2003”. Em 2004, edita o DVD que encerra o concerto realizado na Union Chapel, em Londres, e logo a seguir surge o novo álbum, “Transparente”. Agora um DVD, precioso, “Mariza, concerto em Lisboa”. Não percam. "