quarta-feira, janeiro 03, 2007

CINE ECO 2006

No blogue de Luís Silva, "Oceano das Palavras"
referência para o Cine Eco 2006.
Agradecido, em nome do festival.
O melhor e o pior de 2006 em Seia
O MELHOR DO ANO 2006

A parceria entre a Câmara Municipal de Seia e a Fundação Aga Khan que tem vindo a contribuir para minorar os efeitos nefastos provocados pelos incêndios de 2005. Além de ajuda alimentar a pessoas que foram directamente prejudicadas, esta parceria tem-se vindo a afirmar em ajudas ao nível de colmeias, reflorestação da área ardida, e outros apoios a pessoas carenciadas. Outra das minhas eleições vai para o CINEECO que se tem vindo a afirmar ano após ano como o melhor festival ambiental realizado em Portugal e um dos melhores a nível europeu. Este ano com a nomeação como melhor filme lusófono, o júri do festival votou no documentário "Ainda há pastores?" o que se tem vindo a revelar uma aposta ganha não só para o filme como também para o Festival.

Aproveito a oportunidade para voltar a felicitar "Ainda Há Pastores" pelo justissimo triunfo de público e crítica que está a conquistar um pouco por toda a parte.
Quando recebi a cópia para pré-selecção no Cine-Eco 2006 percebi logo que se tratava de um bom filme, e de um cineasta com imensas possibilidades (por isso lhe dei a honra de abrir oficialmente o festival, mesmo sabendo que, dias antes, o "Doc Lisboa" o havia recusado, sabe-se lá porquê).
O facto de o filme estar a merecer os maiores louvores, não me leva a alterar uma virgula ao que aqui escrevi sobre ele, e o que pessoalmente disse ao seu autor. Continuo a encontrar um ou outro aspecto que poderia ter sido melhorado, mas, globalmente, é uma surpresa magnífica, e sinto-me orgulhoso por, no silêncio da minha solidão, ter "descoberto" um grande filme e lhe ter dado, na medidas das minhas parcas possibilidades e das potencialidades do Cine Eco, um empurrão para o sucesso.
Sempre pensei e agi assim: pela minha cabeça, procurando nunca prejudicar ninguém, e procurando ajudar quem julgo que o merece. Longe de "panelinhas", de grupos de pressão e de amizades promiscuas, de snobeiras estupidas, de "modernismos" descabidos.
Cada filme é um filme, e o mais importante é o "temperamento" (como dizia Souza Cardoso). Os críticos, os directores de festivais, os directores de cinematecas, o público em geral, devia saber que o importante não é impor directrizes de gosto pessoal (sempre duvidoso), mas abrirem-se ao que cada obra procura oferecer, com honestidade e sinceridade. Os extremistas radicais que procuram impor o seu gosto a todos e obrigar a uma rigidez estética predominante não terão muito sucesso a longo prazo.
Estes sujeitos confundem tudo: um artista, um criador, pode e deve ser radical no que faz, nunca abdicando do seu projecto pessoal. Pode todo o mundo criticá-lo, denegri-lo, insultá-lo, mas ele deve manter-se integro e rigoroso no que quer fazer. Falo de um artista, de um criador. Um crítico, um director de festival ou de cinemateca nunca pode ser assim, em risco de se tornar um castrador que não passa de uma idiota convencido de que tem a verdade na mão. Ora ninguém tem a verdade do seu lado, todos o sabem, exceptos os "convencidos" do contrário.

2 comentários:

isabel victor disse...

(... )e o mais importante é o "temperamento" ...

____________ GOSTEI !


Abraço

Patrícia disse...

Gostei muito!