sábado, maio 02, 2009

1 DE MAIO OU 1 DE ABRIL?

:

A “VERGONHA” DESTE 1º DE MAIO

Não me refiro só às agressões verbais e físicas ao Vital Moreira. Uma vergonha, sem qualificação, que alguns idiotas tentam “explicar”. “Explicar” o quê? Isso demonstra só o que a “unicidade sindical” pretendia (e pretende) para este País: a liberdade só para alguns. Uma forma de democracia muito praticada (e com que resultados!) no Leste Europeu.
Mas vergonha é ainda ver a mentira em todo o lado, este regabofe de injúrias, de intolerâncias, este fazer “política” sem olhar a meios, esta monstruosa união de direita e extrema esquerda a copiarem-se uns aos outros, a dizerem a mesma coisa, a esbaterem quaisquer diferenças, a camarada Manuela Ferreira Leite e o camarada Jerónimo de Sousa a alinharem pela mesma fraseologia, tudo contra o mesmo.
Estou a ler um livro brilhante de um especialista, John Kenneth Galbraith, “Crash 1929”, diz ele: “…não foi porque os homens sensatos tivessem percebido que se avizinhava uma depressão. Ninguém, sensato ou não, sabia ou sabe actualmente quando é que se aproximam ou não as depressões.” Mas aqui em Portugal todos tentam deitar a baixo José Sócrates porque não soube prever a tempo a crise internacional. O governo de José Sócrates poderá ter muitos defeitos (alguns terá certamente e não serei eu a ocultá-los ou defendê-los) mas esse não tem certamente. Insistir nisso, numa vertigem eleitoralista sem paralelo, é absolutamente injusto e contraproducente.
O que estes senhores todos demonstram é que o País não tem neste momento nenhum dirigente partidário com credibilidade e com fôlego para se opor a Sócrates. Nunca estivemos tão pobres de massa cinzenta na política visível deste País. Os políticos com alguma estatura afastaram-se, em todos os partidos, da “causa pública”. O que resta é este lamaçal comatoso que causa inquietação profunda. Basta recordar o que aconteceu à Europa depois da crise dos anos 30. Hitler, Mussolini, Franco, e outros tantos. Alguém estudou um pouco da I República portuguesa e da bandalheira que sentou Salazar em São Bento?
Alguém tem a sensatez de acabar com a manipulação fácil e a demagogia barata e chamar à razão o cidadão comum? Perdido no desemprego, na falta de qualquer segurança imediata ou a médio prazo, encurralado na visão deste discurso de um populismo imediatista, a que aspira o cidadão comum? A alguém que ponha os charlatães em sentido e imponha a ordem no sistema. É isso que pretendem?
Meus senhores, tenham juízo na cabeça e comecem a falar verdade ao País. Pelo menos deixem de nos mentir a todos. E nem todos somos tolos. Só alguns. Mas esses alguns podem colocar-nos a todos numa casa de loucos. ~
(na foto: um 1º de Maio para recordar, o de hoje é para esquecer.)

9 comentários:

V. disse...

Acho todo o episódio lamentável. É infame não respeitarem os que morreram e lutaram para que este dia seja lembrado como o dia do trabalhador.
- Primeiro, lamento a falta de civismo dos que provocam a desordem e confundem a democracia toutcourt com o vale tudo.
- Segundo, lamento a iliteracia de grande parte do povo português. A iliteracia limita o acesso ao mercado de trabalho e a capacidade de adaptação a uma sociedade e a uma economia em transformação ou de mercado, se quisermos utilizar conceitos liberais. Não se perceber o que se está a ler é ignorância ou pouca vontade de saber, o que ainda é pior: desinteresse. No fundo, vem tudo daí. O desinteresse total pelas letras, pelos livros. É uma sociedade de consumo rápido, a nossa. Um livro é chato, demora tempo a 'consumir', é preciso fazer um esforço de imaginação...é muito mais fácil e rápido agarrar no comando da televisão. Para ver..merda. Porque o canal História é pouco chamativo ou a CNN ou a Odisseia. E estamos assim: estagnados.
- Terceiro, como poderá evoluir um país sem espaço crítico de cidadania? Quanto a mim, não interessa a cor política quando os argumentos são sempre esgrimidos com o mesmo modus operandi. Não interessa que que o Carvalho da Silva peça desculpas pelo ataque a Vital Moreira (porque afinal de contas só demonstra uma falta de ética profunda - Moreira saíu do PCP e daí?) ao afirmar que tal gesto foi consequência do desespero dos trabalhadores. E eu pergunto: os trabalhadores lutam contra a crise ou lutam contra as pessoas?

Já saberás certamente a minha opinião quanto ao Sócrates, mas posso tecê-la aqui publicamente. Não gosto dele. Não gosto da sua soberba pretensão. Não gosto da vitimização constante com que se auto-flagela. Pura e simplesmente não gosto dele. Mas, não gosto de muita gente. Não é uma questão de prever a crise. É uma questão de saber gerir, com mestria, a crise. E Sócrates não a tem sabido gerir. Reconheço, no entanto, o papel de algumas reformas por ele feitas (e pouco mais)
E concordo contigo quanto à ausência de líderes. Manuela Ferreira Leite, por exemplo, é amorfa, presa numa modorra de degenerescência quase silenciosa. Mas, o povo não precisa de mais. Ou precisa?
Ainda bem que falas da 1ª República (aliás, mais correctamente, deviamos apelidá-la de República Parlamentar pelos moldes onde se reveste). Vale a pena "perder" algum tempo com António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques e na sua obra, enquanto historiador, que incidiu exactamente neste tema. Acho que podíamos sintetizar toda a I República entre o Liberalismo e o Autoritarismo.
É curioso perceber como tudo se passou. E curioso, igualmente, compreender como tudo hoje se passa.
Como certamente saberás, a Assembleia Nacional Constituinte foi eleita num sufrágio em que só houve eleições em cerca de metade dos círculos eleitorais. Não havendo mais candidatos do que lugares a preencher em determinada circunscrição eleitoral, aqueles eram proclamados "eleitos" sem votação. O sufrágio universal foi afastado, tendo votado apenas os cidadãos alfabetizados e os chefes de família, maiores de 21 anos. Tratou-se de um sufrágio onde, pela primeira vez, se utilizou o método da representação proporcional de Hondt na conversão dos votos em mandatos, embora apenas nas cidades de Lisboa e Porto.
Foi extremamente instável devido a divergências internas entre os mesmos republicanos que originaram a revolução de 5 de Outubro de 1910 (de notar que neste período de 16 anos houve sete Parlamentos, oito Presidentes da República e 46 governos - o que é giro comparar com a actualidade: vide Durão Barroso, Santana..etc.).
Mas, adiante. Da I República passámos à ditadura. Em traços muito gerais
- Portugal participou na Primeira Guerra Mundial, apesar da oposição de parte dos políticos e sindicatos, onde encontraram a morte muitos soldados do exército português;
- verificaram-se as célebres aparições de Fátima e o major Sidónio Pais, apoiado por militares e populares, tomou o poder e passou a presidir a uma Junta Revolucionária, instalando uma ditadura militar, sendo eleito presidente da república em 1918, mas foi assassinado no final desse ano, em Lisboa;
- Entre 1919 e 1926 sucedem-se as greves, os atentados políticos e os actos bombistas, verificando-se uma instabilidade governativa com sucessivos governos, constituídos por elementos civis e militares.
E o fim da história toda a gente a conhece.
O caricato é que actualmente o sufrágio é universal e as escolhas não deixam de ser...duvidosas ou, pelo menos, questionáveis. Mas, o povo português não aprende com os erros. Não aprende. Que podemos fazer?

Falas da crise de 1929 e de Galbraith e eu não concordo. Não concordo que as premissas sejam as mesmas ou a conjuntura. Reconheço, porventura, que as consequências nefastas sejam as mesmas (ou mais graves). Se repararmos no curso da História é fácil esmiuçar o que, eventualmente, irá acontecer.
A crise económica mundial que começou em 1929 levou Adolf Hitler ao poder (e a actual pode apresentar riscos políticos tão graves quanto aquela, disso não tenho dúvidas). A diferença entre os anos 30 e o séc XXI está no apuro das técnicas fascistas e ditatoriais. Hitler queria controlar o mundo. Então, mas isso faz-me pensar: e o FED e o FMI? A maior crise foi a de 1929. Aí, sim, houve reduções do PIB da ordem dos 30 a 40%, no espaço de uma década. Nada disso ainda aconteceu com a crise de agora e ainda estamos muito longe. Aquela gigantesca crise diz-nos o quê? Que afinal as crises não são só "capitalistas"? Ou diz ainda mais coisas?
E a crise depois de 1989? Quanto a mim, a "crise" pós muro de Berlim teve uma natureza muito peculiar na medida em que resultou fundamentalmente da desadequação da estrutura da economia. A inexistência de um quadro institucional adaptado ao novo sistema propiciou toda uma série de abusos e disfuncionalidades com efeitos extremamente perversos.
Portanto, 2009?
Por amor de Deus!
Alguns economistas, além de errarem na avaliação e na duração da crise que começou nos EUA, cometeram equívocos de meia noite. Comparem tudo. Já agora Roosevelt com Obama e sejam felizes.
A crise de 1929 teve a agravá-la a incompetência do presidente Herbert Hoover, eleito em 1928 e que só deixaria o Poder no início de 1933. E quase só ele explica o descalabro. O que chamam de “crash” da Bolsa de 1929 ficou a moer a economia durante 4 anos, sem nenhuma intervenção oficial. Esta crise foi no plano financeiro. A crise actual é, além de económica, uma crise ideológica ou de ausência de valores.
Roosevelt assumiu em 1933, mesmo ano em que Hitler era escolhido primeiro-ministro da Alemanha e começava a Segunda Guerra Mundial.
A única coisa onde podemos comparar ambas as crises: é no irrealismo com que as enfrentamos.
O presidente Herbert Hoover nunca entendeu a natureza real da crise, que considerava expressão das flutuações normais do ciclo de negócios. Os seus programas de obras pública foram extremamente modestos. Recusou-se a desenvolver programas de ajuda direta aos desempregados e aos pobres, pois considerava que isso os corromperia. E o nosso Sócrates o que raio tem efeito? Dizer que há crise não ajuda em nada! Pura demagogia!

Ou seja,

Infelizmente, a crise atual parece querer mimetizar 1929 em suas consequências. A generalização da recessão, abrangendo, em maior ou menor grau, todas as economias desenvolvidas e as principais economias emergentes, vem provocando forte aumento do desemprego. Uma onda de instabilidade social começa a alastrar-se na Europa e já provocou a queda de dois governos (Islândia e Bélgica) e uma escalada de protestos na França, Grécia e Inglaterra. Paralelamente, começam a aparecer em diversos países sinais de ressurgimento do nacionalismo econômico, mais evidentes nos EUA e na França, e manifestações explícitas de xenofobia, principalmente na Itália e na Inglaterra. Mas, o mal não é haver crise é cometerem-se exactamente os mesmos erros!
Após uma tentativa de tímida coordenação mundial, os esforços voltam-se agora para o nacionalismo proteccionista. No pacote de Barack Obama inseriu-se a protecção ao aço norte-americano. No Mercosul, em vez de investir na integração, a Argentina pede proteção tarifária para a sua indústria. Esquecemo-nos que isolacionismo e o proteccionismo, além de não serem instrumentos de construção de um processo de integração, constituem, na actual conjuntura, receitas certas para o desastre.
Mas, quem sou eu..

Feliz 1º de Maio.

Lauro António disse...

Cara V.
Não esperava uma tal resposta tão rápida e tão acalorada. Vejo-te bem documentada, o que é de saudar. Já deste razão de ser ao meu texto.
Mas tenho algumas opiniões diferentes, como já sabes. Uma dela é a hipótese da "História se repetir". Eu encontro muitas semelhanças entre 1929 e 2009 e hei-de escrever sobre isso. Não será agora. Claro que há diferenças, e espero que sejam essas diferenças a darem uma melhor resposta do que as que foram encontradas em 29.
Ando a documentra-me, literária e cinematograficamente para escrever algo (e organizar um ciclo).
Mas agradeço, e muito, a tua intervenção.

Anónimo disse...

O comentarista V. refere que Sócrates se auto flagela e se vitimiza....... Mas o que poderia fazer o homem ou outro politico no se lugar, com alguns jornalistas de sarjeta, televisões de entulho e jornalecos anti-democráticos a fazerem-lhe guerra permanente ? Viva o 1º de Maio Livre e de todos. Em Portugal há gente que se acha dono dos outros e do 1º de Maio. Passaram 35 anos meus senhores. Boa tarde. Filipe

Anónimo disse...

Do que mais gostei neste 1º de Maio foi aquela declaração do Jerónimo de Sousa qual freira em clausura, dizendo que não poderia comentar o sucedido porque não presenciou. O que vale é que a a Coreia fica muito longe e por aqui ninguém dá por nada do que lá se passa. Saudações democráticas neste 3º dia de Maio. Anyta

Anónimo disse...

Em relação a toda esta movimentação
que estragou o 1º de Maio 09 deixo aqui este texto a propósito do facto, extraído do Blog " O Jumento":Jerónimo de Sousa decidiu trocar com Carvalho da Silva no papel de idiota, ontem foi o líder da CGTP a fazer figura triste enquanto o secretário-geral do PCP recusou-se a comentar factos que desconhecia. Hoje foi Carvalho da Silva que pediu desculpa enquanto a Jerónimo de Sousa chegou à brilhante conclusão de que deveria Vital Moreira a pedir desculpa.

É evidente o PCP é um partido tão infalível como o papa, se o PCP nunca pediu desculpa pelo apoio a à invasão das Checoslováquia e nem sequer denunciou os crimes de Estaline muito menos iria pedir desculpa por uns tabefes a Vital Moreira, um ex-militante que há muito teria sido promovido a jardineiro das Ilhas Desertas."

Fernando - Loulé

Anónimo disse...

Queria aqui deixar expresso que achei um bom trabalho o efectuado tanto no 25 de Abril como no 1º de Maio pela RTP. E até o José Mário Branco que há muitos anos não aparecia num espectáculo gravado para a televisão, lá esteve. Enquanto isso o Canal da D. Manuela Guedes que segundo ela é o canal do Povo, não teve na sua grelha nestes dias, nem sequer um programa de cinco minutos alusivos a estas datas.
Por aqui se vê a força... da maledicência e da notícia de feira
desse canal que felizmente grande parte do público já colocou de parte. Rui V.V.Santos

Anónimo disse...

Concordo com a senhora V. nalguns pontos discordando dela totalmente quanto à questão dos livros. Todos sabemos porque observamos todos os dias, que nunca houve tanto livro a saír para as livrarias e até para os Supermercados.Não se venderão como todos gostaríamos, mas na realidade serao precisos mais uns anos.... para que haja mais portugueses a ler.
De qualquer modo nao é uma situação desastrosa como a descrita. As Fnacs por exemplo estão sempre cheias. Isso é um sinal positivo porque as pessoas não estão lá só a espreitar para os livros. Compram-nos. E até eu, confesso, que desde que as visito tenho comprado muito mais do que o fazia há anos atrás. Emília

Anónimo disse...

O Sousa Tavares qualquer dia não está em risco de ser despedido ?
"Há um tipo – que tem o mesmo apelido que eu e escreve semanalmente no “DN”, onde se especializou na ofensa fácil – que escreveu que Sócrates falar de moral é o mesmo que Cicciolina falar de virtude, ou coisa que o valha. O cidadão José Sócrates, sentindo-se ofendido ( como qualquer um de nós se sentiria), põe um processo ao ofensor. Tem esse direito? Não: é o primeiro-ministro a intimidar um “jornalista”. E o “jornalista” vira mártir da liberdade de imprens na praç pública. Fala-se em “ameaças intoleráveis”, da liberdade em risco, da heróica e antiquíssima luta da imprensa contra o poder, do “jornalismo de investigação” contra pressões políticas.
Liberdade? De imprensa? Ora, vão pastar caracóis para o Sara! Eles sabem lá o que é a liberdade!Sabem lá o que isso custa a ganhar!"
Miguel Sousa Tavares no Expresso
---- Ora toma ! Tudo isto ainda a propósito do inteligente post de hoje do Lauro António apresenta..." Boa semana - Zeca

António Luís Lopes disse...

Eu admito que uma pessoa possa dar um murro a alguém e depois querer fazer crer que não o deu, para se eximir de qualquer julgamento ou condenação. Pode dizer-se que será a atitude do sonso ou do canalha. Mas admito que tal atitude exista, tal como existe chuva, balões coloridos e tigres da Malásia. São factos. O que já começo a achar esquisito (no mínimo) é que o tipo que deu o murro faça um ar compungido e venha dizer que o fez porque anda chateado com a vidinha, afinal o esmurrado só teve azar em passar por perto, é a Vida, anda por aí uma crise e a malta perde a cabeça e começa a esmurrar quem passa. Ainda por cima o tipo que levou o murro simpatiza com o partido no Governo e como sabemos isso faz perder a cabeça a qualquer um, há uns anos atrás na Alemanha também havia quem perdesse a cabeça quando via judeus lá na sua vidinha e ficava com uma grande vontade de os esmurrar e partir lojas e coisa tal. É a vida...


Até aqui...ainda vá que não vá, podemos não gostar mas as coisas encaixam, sonsos e cobardes sempre existirão e teremos que continuar a ter paciência perante os seus rostos de canalhas a fingir que estão arrependidos de coisa nenhuma. Porque dar-lhes o mesmo tratamento seria descermos ao chão lamacento onde se passeiam e aí devemos traçar a fronteira entre gente e bestas de carga.


Mas quando aquele que esmurrou, que insultou, que perseguiu, começa a exigir que o esmurrado, o ofendido, o perseguido, lhe peça desculpa, porque se queixou do murro e devia tê-lo engolido em silêncio, alto lá e pára o baile (ou, neste caso, a manifestação)! Sabemos que há pessoas para quem a Democracia é apenas uma fachada à qual se adaptam temporariamente, pela força das circunstâncias, embora o seu coração vibre secretamente pela Revolução que imporá o seu credo a todos sem excepção. Sabemos, ainda, que há quem ache que dar murros em quem não concorda com ele é um gesto proletário e tem até os seus Santos protectores, São Estaline e São Lénine. Mas esta de esmurrar um homem e depois, quando o homem se queixa e protesta, vir exigir que ele se desculpe das acusações ao agressor, creio que não lembraria nem a São Pol Pot, outro miraculado dos amanhãs que cantam!...


Fora isto, ontem foi 1º de Maio, Dia do Trabalhador, em Lisboa esteve sol, a CGTP manifestou-se para um lado e a UGT para o outro e, pelo meio, houve esta história de murros, insultos e muita raiva mal contida contra um homem chamado Vital Moreira que teve o azar de achar que, apesar de tudo, apesar do passado, apesar da História, aqueles que tanto enchem a boca com a palavra Liberdade a saberiam respeitar. Mas afinal a História repetiu-se...