segunda-feira, fevereiro 19, 2007

O silêncio dos inocentes

“Eles” sabem tudo da minha vida e não perdoam. Devem ter-me perseguido ontem durante a noite. Souberam do jantar fora e da ida ao Casino. Souberam da calma com que eu saboreei uma sopa de legumes, um bocadinho espessa demais, e quentíssima, mas com um pouco de água gelada ficou óptima, souberam da carne assada de cebolada, da bica, e devem visto também a discreta colherada no pudim da Leonor, souberam depois do meu confronto com a Cleópatra do primeiro andar, ela a sorver as notas, eu a arriscar, o doce prazer masoquista de estar a perder até quase às 3 da madrugada, para recuperar tudo, até ao último cêntimo e voltar para casa feliz e divertido por não ter perdido nada e o chinês ainda ter “pago” o táxi (uma vez não são vezes, mas sabe bem!). Vieram atrás de mim até casa, viram-me através dos vidros das janelas, primeiro a escrever até quase às 5 da matina, depois viram-me tomar o cházinho quentinho e o c-gripe, viram-me deitar a ler o James Ellroy, viram que adormeci às 6, viram de certeza, não tenho dúvidas, e hoje às 9 (menos uns pozinhos, hein, faz toda a diferença!) atacaram. Como é segunda-feira de Carnaval, um dia que não é carne nem peixe, não é feriado, mas está no meio de dois dias livres, atacaram a sério.

2 comentários:

Ana Paula disse...

Minha nossa! Está a tornar-se uma história de tensão insuportável! Estou em verdadeiro suspense! Mas espero que não opte por nenhuma dessas radicais soluções! De facto,parece estar a tornar-se um universo alucinante, com berbequins vivos que qualquer dia começam a perfurar sem trabalhadores nem nada!
Um toque à Stephen King!
:) A.P.

isabel victor disse...

" O olho mecânico contra-ataca !"

Please, don't disturb LA!

Please ...