segunda-feira, novembro 19, 2007

LIVROS. A MULHER CERTA, de Sándor Márai

O que ando a ler: “A Mulher Certa”, de Sándor Márai
Um dia destes vou-vos falar de “A Mulher Certa”, de Sándor Márai. Hoje é apenas para vos dizer que o ando a ler e que é uma leitura magnífica. Depois de dele ter lido (e gostado) “As Velas Ardem até ao fim” e “A Herança de Eszter”, “A Mulher Certa” impõe Sándor Márai como um dos grandes escritores do século passado. Um crime o silêncio a que foi votado durante todos estes anos. Deixo-vos com notas de imprensa de Publicações Dom Quixote. E recomendo-o vivamente, apesar de ir apenas no primeiro terço da sua leitura. Ainda bem: este é daqueles livros que não apetece deixar de ler, de que se saboreia cada palavra,

O que diz a editora:
Uma tarde, numa elegante cafetaria de Budapeste, uma mulher relata a uma amiga como certo dia, por causa de um vulgar acidente, descobriu que o seu marido estava entregue de corpo e alma a uma paixão secreta que o consumia e como desde esse momento tentara, em vão, reconquistá-lo. Na mesma cidade, uma noite, o homem que foi seu marido confessa a um amigo como deixou a sua esposa pela mulher que desejava há anos, para, depois de se casar com ela, a perder para sempre. De madrugada, numa pequena pensão romana, uma mulher conta ao seu amante como ela, de origem humilde, casou com um homem rico, e como o casamento sucumbiu ao ressentimento e à vingança.
Como marionetas sem direito a exercerem a sua vontade, Marika, Péter e Judit narram a falência das suas relações com o realismo cruel de quem considera a felicidade uma ilusão inalcansável.Neste romance encontramos as páginas mais íntimas e arrojadas, as mais sábias, de Márai. A sua descrição do amor, da amizade, do ciúme, da solidão, do desejo e da morte apontam directamente ao centro da alma humana.
Em 1941 Márai publicou Az Igazi [A Mulher Certa], um romance composto por dois longos monólogos; para a edição alemã de 1949 (Wandlungen der Ehe), o autor adicionou uma terceira parte, escrita durante o seu exílio em Itália; em 1980 rescreveu esta terceira parte, à qual adicionou um epílogo, dando-a à estampa com o título Judit... és az utóhang [Judit... e um epílogo]. A presente edição reúne as quatro partes que constituem o romance.
Sobre Sándor Márai
Sándor Márai nasceu em 1900, em Kassa, uma pequena cidade húngara que hoje pertence à Eslováquia. Passou um período de exílio voluntário na Alemanha e na França durante o regime de Horthy nos anos 20, até que abandonou definitivamente o seu país em 1948 com a chegada do regime comunista, tendo emigrado para os Estados Unidos.
A subsequente proibição da sua obra na Hungria fez cair no esquecimento quem nesse momento era considerado um dos escritores mais importantes da literatura centro-europeia. Foi preciso esperar várias décadas, até à queda do regime comunista, para que este extraordinário escritor fosse redescoberto no seu país e no mundo inteiro.
Sándor Márai suicidou-se em 1989, em San Diego, na C

Dom Quixote, colecção Ficção Universal, páginas: 424
ISBN: 978-972-20-3104-2

2 comentários:

Ana Paula disse...

Este livro promete! Confesso que ainda não li nada deste escritor. Mais uma falha a colmatar... :)
De pequenos excertos que conheço, diria que se trata de uma fina e apuradíssima sensibilidade.
É uma óptima referência que vou ter em conta!
Beijinhos :)

experimental disse...

Acabei de ler o livro de Sándor Márai, «AS VELAS ARDEM ATÉ AO FIM», cuja profundidade sobre a amizade me provocou muita reflexão. Não conhecia este escritor e foi uma descoberta emocionante. Andei no Google a procurar mais informações sobre Márai e encontro o seu blogue. O próximo livro a comprar será «A MULHER CERTA», embora o Lauro António, não chegásse a escrever a sua opinião final sobre o mesmo.
Saudações literárias.