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segunda-feira, maio 16, 2011

VIOLAÇÃO OU ARMADILHA?


A POLÍTICA E A ALTA FINANÇA INTERNACIONAIS 
ANDAM EM BOAS MÃOS!

Dominique Strauss-Khan, de 62 anos, o homem forte do FMI, socialista francês em boa posição para disputar o cargo a Sarkosy, foi preso quando saia de avião de Nova Iorque, rumo a Paris. Acusação? Tentativa de violação e rapto de uma empregada de limpeza do hotel onde se encontrava em NY. Tinha 32 anos.
DSK alega inocência, mas tem historial de sedutor. Toda esta história, que já teve uma consequência irrefutável – o afastamento do FMI e da corrida ao Eliseu –, deixa algumas dúvidas e uma certeza.
As dúvidas:
- Será que DSK agiu como o acusam? Seria muito mau para o prestígio de quem nos governa a vários níveis. Uma coisa é alguém ser sedutor e exercer o possível fascínio de acordo com as parceiras, outra muito diferente tentar violar e raptar. Quanto à primeira hipótese, estou-me nas tintas. Quanto à segunda, se for verdade, preocupa-me a moralidade de quem avalisa ajudas deste montante e prega moral a terceiros.
- Será que tudo isto não passa de uma conspiração bem montada (não, não é piada brejeira) para arrumar de vez com alguém considerado incómodo? Em vista do seu passado de conquistador, era fácil arquitectar uma aventura destas. O que não deixa de ser gravíssimo e cá por mim me parece o mais provável. Mas posso estar enganado.
- A certeza é que, quer seja verdade a denúncia ou a macabra conspiração, quem nos governa (não, não me refiro a Sócrates!) não merece confiança nenhuma. A política e a alta finança internacionais andam em boas mãos, sim senhor! 

Adenda: Há quem diga que onde há fumo, há fogo. Nem sempre é verdade. Uma das técnicas mais utilizadas hoje em dia para desprestigiar alguém é atirar para o ar com uma atoarda, mais ou menos bem engendrada, e esperar que muitos pensem precisamente isso - que onde há fumo há fogo. Depois, ninguém mais conseguirá apagar o fogo. Quer seja verdade ou mentira
Depois há outra questão que me incomoda cada vez mais na justiça e na comunicação social - sem o julgamento ser efectuado, e o juiz declarar culpado o réu, ninguém deve ser apontado como culpado. Mas, presentemente,nada disso conta. Numa democracia autentica este é um atentado gravíssimo. Mas parece que ninguém se importa. 
Há uns anos, o cinema americano preocupava-se com este facto. E deu-nos obras como "Doze Homens em Fúria" ou "A Calúnia", para só citar dois, que dão bem a medida da gravidade da questã