quinta-feira, julho 20, 2006


HOMENAGEM A MAN RAY

(work in progress)

FOTÓGRAFO
(admi_rável)
REALIZADOR
(poeta_das_imagens)
DADAISTA
SURREALISTA
(representante máximo
do dadaismo
norte-americano)
Em 1910 começa a frequentar
a galeria nova-iorquina “291”,
dirigida pelo fotógrafo Alfred Stieglitz.
Principia o seu interesse pela fotografia
e pelos movimentos vanguardistas.
“Le Violon d Ingres”
NORTE-AMERICANO
POR NASCIMENTO
(Emmanuel Radnitsky nasceu em Filadélfa,
a 27 de Agosto de 1890).

1921
parte para Paris e junta-se ao grupo
SURREALISTA
SURREALISTA EM PARIS
FOTO EM GRUPO (1930)
(Da esquerda para a direita:
Tristan Tzara, Paul Eluard, Andre Breton, Hans Arp,
Salvador Dali, Yves Tanguy, Max Ernst, Rene Crevel, Man Ray)
SURREALISTAS EM GRUPO
(fotografados por Man Ray)
"La Centrale Surréaliste", Foto de Man Ray, 1924,
à frente (da esquerda para a direita): Pierre Naville,
Simone Collinet-Breton, Max Morise, Marie-Louise Soupault;
atrás (da esquerda para a direita): Jacques Baron,
Raymond Queneau, André Breton, Jacques Boiffard,
Giorgio de Chirico, Roger Vitrac, Paul Eluard,
Philippe Soupault, Robert Desnos e Louis Aragon.
AUTO (MAN RAY) RETRATO
V


Em Paris
retrata alguns dos mais célebres artistas da época,
como Breton, Matisse, Hemingway, Brancusi,
Joyce, Ernst ou Gertrude Stein.
com Marcel Duchamps
com Max Ernest
Frida Khalo, por Man Ray
Salvador Dali, por Man Ray
Pablo Picasso, por Man Ray
Antonin Artaud, por Man Ray
André Breton, por Man Ray
Com a expansão do nazismo na Europa,
emigar para Hollywood.
Finda a II Guerra Mundial, volta a Paris,
onde vive até à sua morte
em 18 de Novembro de 1976.
James Joyce, por Man Ray
Virginia Woolf, por Man Ray
Luis Buñuel, por Man Ray
"Fui pintor durante muitos anos antes de me tornar fotógrafo. Um dia comprei uma câmara só porque não gostava das reproduções que os fotógrafos profissionais faziam de minhas obras. Nessa época, apareceram as primeiras placas pancromáticas que possibilitaram fotografar-se a branco e preto, conservando os valores das cores. Estudei com muita aplicação e depois de alguns meses, tornei-me um expert. O meu maior interesse era com as pessoas, especialmente com os rostos. Em lugar de pintar pessoas, comecei fotografá-las, e desisti de pintar retratos. Ou melhor, se pintava um retrato, não me interessava em ficar parecido. Finalmente conclui que não havia comparação entre as duas coisas, fotografia e pintura. Pinto o que não pode ser fotografado, algo surgido da imaginação, ou um sonho, ou um impulso do subconciente. Fotografo as coisas que não quero pintar, coisas que já existem."
Man Ray, em entrevista a Paul Hill e Thomas Cooper (1974)
A MULHER
(tema por eleição de Man Ray)
O CORPO DA MULHER
A MÁSCARA
OS FILMES SURREALISTAS
DE MAN RAY
ManRay aproxima-se do cinema nos “loucos anos 20”, anos de todas as vanguardas e de todo o experimentalismo. A sua grande experiência no campo da fotografia teve um importante papel na forma como olhou o cinema, o criou e o manipulou, muitas vezes sem câmara, agindo directamente sobre a película.
O primeiro filme de Man Ray data de 1923 e chama-se “Retour à la Raison". Realizado praticamente durante uma noite, reunindo trechos impressionados na película, pregos, riscos, formas abstractas, foi apresentado durante uma célebre sessão tumultuosa dadaista, "Coeur à Barbe", que terminaria em confrontos físicos. Na melhor tradição das “colagens”, a que a montagem cinematográfica tão bem se prestava, rodado de improviso e montado como uma sequência de sonho (ou pesadelo), “Retour à la Raison" é uma provocação, um delírio do inconsciente, que dura 3 minutos. Com este pequeno filme se destruía toda a narrativa tradicional, toda a “gramática” audiovisual, como a tendência dramática do cinema.
Os próximos três filmes de Man Ray foram obras mais importantes, de um outro fôlego, admiráveis exercícios poéticos: "Emak Bakia" (1926), "L' Etoile de Mer" (1929) e "Le Mistyère de Chateau de Dès"(1929). "L' Etoile de Mer" é a “visão” de Man Ray de um poema de Robert Desnos, com imagens fabulosas de uma história de “amor louco”, tão do agrado dos surrealistas, conseguidas por processos pouco ortodoxos, como a utilização das lentes embaciadas. "Le Mistyère de Chateau de Dès", por seu turno, reúne várias personagens num castelo, situado no alto de uma montanha, transformado em pousada/ palacete/ mansão decorada em “art deco”, com um design absolutamente invulgar. Uma viagem pelo inconsciente mais profundo, uma deriva fantasmática, um divertimento lúdico, mas sempre provocador.
"ESTRELA DO MAR"
(segundo poema de Robert Desnos)
"Retour à la Raison"
"A natureza não cria obras de arte. Somos nós, com a peculiar capacidade de interpretação do cérebro humano, que vemos arte".
- Man Ray
sites sobre Man Ray:
stevemonastra/Photogs/manray/manray.html
"I'm not interested in the exterior aspect.
I'm interested in a building's inside.
Give me space, light and warmth,
I'll take care of the rest." - Man Ray (1908)
"The Red Badge of Courage", de Man Ray
(a remeter já para um novo post) »

5 comentários:

Matilda Penna disse...

Não conhecia totalmente Man Ray, olha a minha ignorância, mas gostei muito do que aprendi aqui, vou pesquisar mais sobre, já que esse post despertou meu interesse sobre o olhar dele ao mundo.
Gostei muito, viu?
Beijos, :).

Hugo Alves disse...

Eis um dos realizadores que não conheço muito bem... :(

Obrigado por mais esta lição.

abraço

PS-falando em surrealistas, gosto muito de uns romances policiais chamados da série "fantômas", cujas adaptações mais célebres são protagonizadas por Louis de Funès que, pese embora o brilhantismo da representação, fizeram perder muito do original...hélas!

nikonman disse...

Excelente destaque.

Anónimo disse...

Para Arquivo, retirado do Ante et Post:
Excelente homenagem...
...a Man Ray!
Colocado por Lilly Rose a julho 21, 2006 02:00 PM

Comentários
É, sem duvida, Lilly.
"I'm not interested in the exterior aspect.
I'm interested in a building's inside.
Give me space, light and warmth,
I'll take care of the rest." - Man Ray (1908)
Fabuloso.
Colocado por: mad | julho 21, 2006 02:21 PM

Lilly,
o que eu aprendo contigo e com o Lauro António. É realmente excepcional o trabalho do homem. Obrigado por no-lo trazeres. :-)
Colocado por: Jorge | julho 21, 2006 03:45 PM

Obrigado, Lilly. Tens um nome muito cinematográfico. O Man Ray devia gostar de te fotografar. Beijos. LA
Não era anónimo que eu queria colocar. Nâo gosto de anonimatos!)
Colocado por: LA | julho 21, 2006 08:10 PM

merdinhas disse...

Em 1929 apareu um album de fotografias porno de Man Ray, na Bélgica, penso que em resposta à censura do filme "L'Age D'Or" do Bunuel.
As fotografias acompanhavam ou eram acompanhadas por poemas blasfemos do Paul Éluard e do Benjamin Péret.

Deixo aqui um link de um artigo da Tate Magazine sem resistir a transcrever uma parte:

"...Had Ray seen, would he have cared? Probably not. What makes him stand truly apart from the Surrealists is the sense, unique in that po-faced group, that the movement, and he himself, signified nothing. An autobiographical poem says it all:

‘I’m ugly.
I have an inexpressive face.
I am small. I’m like all of you!
I wanted to give myself
a little publicity.’