quinta-feira, julho 05, 2007

O PORTO E OS SONHOS COM SABOR A BAUNILHA


No blogue da Ida Rebelo, querida amiga do Rio, "Sulburbio", há um belo texto sobre o Porto, sobre a cidade e as memórias, que podem ser de dor ou de sonho e de baunilha.
Lá deixei este comentário que me apeteceu transformar em post o meu blogue. Aqui fica:

"Bonito texto, magoado e sombrio, mas doce como baunilha. Quanto ao Porto, é a minha segunda cidade em Portugal. Adoro o lado cinzento, de Europa do Norte, desta cidade que se sabe deixar amar como poucas. Durante muitos anos fui lá dar aulas, ia quase sempre de véspera, para melhor gozar o Porto, as suas ruas e as suas gentes, ia sempre com um prazer indiscutível, porque adoro dar aulas e gostava imenso dos meus alunos do Porto.Como em todas as cidades que habitamos, como em todos os locais que vivemos, como em todas as pessoas que possuimos e por elas somos possuídos, há a hipótese da dor. E quanto maior for o prazer anterior, maior será a dor futura. Há quem fuja do prazer, antevendo a dor. Há quem se atire de cabeça e morda a vida e o prazer de viver, mesmo que saiba que depois pode sempre vir a desilusão e a perca da inocêcia. Mas depois de "beijos que sabem a sonho", há sempre outros "beijos que sabem a sonho" (a um novo sonho). "

Agora releiam o texto que lhe deu origem, e descubram se o Porto é ou nâo terra de feitiço. Como diria o Malato, que nestas coisas dita lei, "Já fui muito feliz no Porto."
foto de Ida Rebelo

5 comentários:

Ana Paula disse...

Sem ter nada contra o Porto (magnífica cidade), eu sempre fui muito feliz em Lisboa!
:)

M disse...

eu fui muito feliz no Porto, com a ribeira em fundo, com as pontes a galgarem o velho casario, com o Magestic e os cafés nobres e dignos. Fui muito feliz em Lisboa, sempre minha cidade onde se passou tudo o que conta na minha vida (e também muito do que não conta, mas enfim). Fui muito feliz em Viana do Castelo, em Seia, em Portel, em Famalicão, onde grandes amizades se fizeram e fazem, onde experiências únicas acontecem. Fui muito feliz na Madeira e nos Açores. E isto sem atravessar fronteiras, porque isso seria uma outra (longa) história.
Um país pequenino mas com muita arrumação!

Lauro António disse...

Minha querida M. As cidades em que se foi feliz (e às vezes infeliz, também!)! A vida é isso mesmo, essa montanha russa de felicidades e infelicidades, que se sucedem. O importante é que as primeiras ultrapassem em muito as segundas, que a felicidade seja muito intensa, e a infelicidade seja somente daquelas irremediáveis, que surjam no tempo e no local próprios. Não nos podermos furtar a algumas infelicidades que fazem parte da vida. Mas podemos lutar por uma felicidade que nos encha a vida e a faça valer a pena. Nas ruas e nos locais mais variados de muitas cidades.
Mas também sou daqueles que comprerende até onde pode chegar uma infelicidade intempestiva e brutal que torne impossíveis todas as futuras felicidades.
Um beijo, M.

Ida disse...

Meu querido cineasta, tens uma paixão nada secreta pelo Porto, sendo lisboeta a caminho de Aveiro ou vice-versa, isso é uma traição imperdoável para alguns q conheço.

Nem imaginas o que aconteceu dois dias depois de escrever o post, o partner dos beijos com sabor a sonho e a baunilha, apareceu-me (não em sonho, mas virtualmente) em mail, diretamente da Alemanha, a dizer q tinha achado, inicialmente, petulância demais da parte dele pensar que aquela parte do post se referia aos nossos beijos. Ai, querido amigo, só tu mesmo para me fazeres acreditar que there's magic everywhere nesta blogosfera (e na vida, why not).

E agora me encontro nos teus escritos, mas olha, diz à M que não, que as cidades não são todas iguais, e que nós as transformamos e que as há para todos os gostos. Mas há umas mais especiais que outras. Assim como há blogs mais especiais que outros. Como o teu.

Beijo diretamente d' "une place d'orchestre", filme de amor e de gente banal, e cheio de doçura.

Claudia disse...

Um beijo do Porto, como tu gostas...