terça-feira, fevereiro 27, 2007

TEATRO MODERNO DE LISBOA








TEATRO MODERNO DE LISBOA

EM EXPOSIÇÃO E EM VÍDEO

Quem tem menos de 50 anos terá muitas vantagens na vida (oh, se não têm!), mas algumas desvantagens também. Nunca viu, por exemplo, nada da Companhia do Teatro Moderno de Lisboa, que, entre 1961 e 1965, actuou no Cinema Império, em sessões às 18 horas, com salas a transbordar (mais de 800 lugares, sabem o que é, em teatro?), e provocando um entusiasmo enorme na malta nova, no público universitário, mas igualmente em todo o espectador ávido de cultura, de novidades, de algo que lhe recordasse a liberdade e a resistência ao sistema. Desde “O Tinteiro” até ao “Render dos Heróis” foi uma actividade magnífica, desenvolvida por uma sociedade de actores que pretendia acima de tudo rumar contra o marasmo, abrir horizontes, rasgar janelas. Foi o que fez. Todos nós lhe devemos muito. Sobretudo a descoberta do amor pelo teatro, que então ali ia nascendo (ao lado de outras companhias que é justo igualmente não esquecer).
Cármen Dolores, Rogério Paulo, Ruy de Carvalho, Armando Caldas, Fernando Gusmão, Clara Joana, Fernanda Alves, Rui Mendes, Armando Cortez, Morais e Castro, entre tantos outros, povoaram de sonhos as nossas vidas por essa altura.
São agora recordados no Museu do Teatro (Estrada do Lumiar, 10, Lisboa), numa Exposição evocativa do Teatro Moderno de Lisboa, que será acompanhada de um vídeo (realizado pelo cá da casa Frederico Corado), e de um livro, a ser lançado brevemente, da autoria de Tito Lívio. A exposição e o vídeo são abertos ao público hoje ás 18,00 horas. Não percam, que vale a pena. O Teatro Moderno de Lisboa merece isto e muito mais.

3 comentários:

Patrícia disse...

Pois eu acho que as gerações mais novas perderam muito. Eu pessoalmente, entre outras coisas, gostava de ter assistido a essas peças de teatro. Não tenho dúvidas em como teria gostado. Acho, LA, que a sua geração foi privilegiada! Conseguiu viver o antes e o depois, e desfrutar o agora!
E...achei que a sua foto na NS estava muito bonita! Beijo

Lauro António disse...

Obrigado Patricia. um beijo.

Geraldes Lino disse...

Caro Lauro António (que conheço de vista, como se costuma dizer, mas com quem nunca contactei pessoalmente)
Por mero acaso (na Net também se poderá usar o termo "zapping"?) vim ter ao seu blogue.
Li o seu lamento acerca do programa dos 50 anos da RTP (de que só vi uns lampejos). Não sabia que não tinha sido convidado, o que considero uma lacuna incompreensível. Vi-o muitas vezes a falar de Cinema, e noutras intervenções, e, sem o considerar o supra-sumo dos apresentadores (julgo que "free lancer") sempre achei que fazia o seu trabalho com dignidade e conhecimento.
Aliás, apesar do meu rápido e escasso visionamento desse programa, deu para ver por lá quase toda a gente que aparece, ou apareceu, nos ecrãs. Não faz sentido terem-no excluído. Sinceramente.
Outro assunto: também só agora me dei conta de que houve um Encontro de Bloguistas (ou "bloggers"). Lamento não ter tido conhecimento atempadamente, embora eu lá não tivesse cabimento, visto que o meu tema é a Banda Desenhada
divulgandobd.blogspot.com e os Fanzines
fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com
Para terminar: já me apercebi que organiza, em Portel, um ciclo de filmes dedicado ao tema "Os Castelos no Cinema". No meu blogue Divulgando Banda Desenhada (endereço acima), por ser um apaixonado dessas construções, mantenho a rubrica "Castelos na Banda Desenhada", e pergunto-lhe se não seria viável uma pequena exposição de BD com vinhetas onde aparecem castelos (reais e fictícios)?
Se me quiser responder, aqui fica o meu e-mail:
geraldes.lino@iol.pt