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segunda-feira, abril 16, 2012
quarta-feira, novembro 02, 2011
“MANHÃ SUBMERSA” NO BARBICAN, EM LONDRES E GLASGOW
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“MANHÃ SUBMERSA”
NO CENTRO DE ARTES BARBICAN,
EM LONDRES
"Os Lobos", de Rino Lupo, de 1923, será projectado no próximo dia 13 de Novembro, a abrir o II Festival de Cinema Português, no Reino Unido, que decorrerá de 10 a 30 de Novembro. Baseada numa peça de Francisco Lage e João Correia de Oliveira, a película foi recentemente restaurada após a descoberta de uma cópia em França e terá o acompanhamento musical original, composto por Luís Soldado, e executada pelo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, dirigido por Jorge Peixinho.
Este ano, o festival, que decorre em três salas de Londres, tem por tema a relação entre o cinema e a literatura portuguesa. Nele está prevista a ante-estreia britânica de "Mistérios de Lisboa", de Raul Ruiz, adaptação do romance de Camilo Castelo Branco.
Do cartaz fazem parte as longas-metragens "Manhã Submersa", adaptação por Lauro António do romance de Vergílio Ferreira, "O Crime do Padre Amaro", do mexicano Carlos Carrera segundo livro de Eça de Queirós, "Filme do Desassossego", realizado por João Botelho e inspirado nos escritos do heterónimo pessoano Bernardo Soares, “Uma Abelha na Chuva", dirigido por Fernando Lopes e adaptado do romance homónimo de Carlos de Oliveira, "Ensaio sobre a Cegueira", adaptação do livro de José Saramago e dirigido por Fernando Meirelles, e "A Costa dos Murmúrios", filme de Margarida Cardoso baseado no romance de Lídia Jorge.
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Manhã Submersa Lauro António
quinta-feira, janeiro 27, 2011
quarta-feira, novembro 03, 2010
"MANHÃ SUBMERSA" EM PONTA DELGADA
Tarde cultural em Ponta Delgada
A iniciativa pretende comemorar o 30º aniversário da realização do filme "Manhã Submersa", de Lauro António.
A Livraria Solmar Artes e Letras conjuntamente com o 9500 Cineclube vão promover a a comemoração do trigésimo aniversário da realização do filme “Manhã Submersa”. A Tarde Cultural, que vai decorrer a seis de Novembro próximo, insere-se nas comemorações dos 20 anos da Livraria Solmar, vai evocar ainda os 20 anos da morte do dramaturgo e poeta Carlos Wallenstein que participa no referido filme. Pelas 17h00 terá lugar uma intervenção de Rosa Goulart, docente na Universidade dos Açores, que se irá focar na vida e obra de Vergílio Ferreira, bem como uma intervenção do actor José Wallenstein centrada na obra do seu pai. Pelas 18h00 será exibida, no Cine Solmar, a película Manhã Submersa, de Lauro António. Esta iniciativa tem o apoio da Cinemateca Portuguesa - Museus do Cinema e de Lauro António.
In "JornalDiario"
E retrospectiva e exposição prosseguem no Teatro da Trindade, em Lisboa:
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Manhã Submersa Lauro António
domingo, janeiro 17, 2010
"A NEVE" NA COVILHÃ
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EM BUSCA DE "A NEVE" PELOS CAMINHOS DA COVILHÃ Partida de e regresso a Lisboa no Inter-Cidades, com dois dias e meio de paragem e permanência na Covilhã. Pouco vi da cidade, que tem uma parte antiga com vestígios abandonados dos tempos áureos dos lanifícios e amargas recordações humanas de misérias e prepotências, pouco vi da cidade que ostenta marcas bem conservadas da arquitectura do Estado Novo (a praça do município é um sóbrio e elegante recanto, infelizmente desfigurada pela intromissão de modernidades mal encaixadas), apenas percorri de carro as avenidas novas que estendem a cidade até fora de (antigas) portas, demonstrando certamente algum rejuvenescimento e novas actividades, onde a universidade tem um destacado papel. Dificilmente se andava na rua, o passeio turístico era quase impossível. Não pela neve, que só vi no teatro, mas pela chuva e o frio. E um nevoeiro denso. Ainda deu tempo para passar por um agradável museu, na companhia da Eduarda e do José Carretas, percorrendo cinco andares de arte sacra com algumas revelações curiosas. De resto, a agenda apertada em redor de Vergílio Ferreira não deixava igualmente tempo para outras delongas. Uma paragem no café Montiel, rápidos almoços e jantares para recordar algumas fortes tipicidades da região (e as papas de carolo), e o resto foi passado na companhia do Grupo de Teatro das Beiras, 30 anos de persistência na Serra, e no interior de Portugal, a representar textos como este “A Neve” segundo cinco contos de Vergílio Ferreira (“O Encontro”, “A Palavra Mágica”, “A Fonte”, “A Galinha” e “A Estrela”). 
Durante a entrevista à Beira TV e durante o debate,
entre o professor Luis Nogueira, da UBI, e Sónia Botelho, do GTB
Dada a minha proximidade com o escritor e os filmes que sobre ele e com ele realizei, fui convidado a “abrilhantar” os festejos em redor de tão grato amigo e tão admirado escritor. A 14 de Janeiro passaram quatro filmes meus num dos auditórios da Universidade da Beira Interior, que assim se juntou igualmente às comemorações. A UBI tem um curso de cinema que funciona já há algum tempo, com resultados satisfatórios, e muitos alunos (cerca de 200 dispersos por cinco anos, segundo nos contaram). Em duas sessões por ali passaram “Vergílio Ferreira numa “Manhã Submersa” (50 ‘) e “Prefácio a Vergílio Ferreira” (15’), ambos documentários, e “Mãe Genoveva” (50’) e “Manhã Submersa” (127’), duas ficções sobre textos do escritor de Melo. O público não foi muito, mas a recepção parece ter sido muito simpática da parte de alunos, professores e actores. No dia seguinte, uma longa entrevista para uma televisão local e um demorado debate na sala do Café Concerto do Teatro das Beiras ocuparam a tarde toda a recordar Vergílio Ferreira, a sua obra, os filmes dela retirados, as grandezas e as misérias do cinema português. Enfim, o normal, mas com boa adesão de público e de questões.
À noite, na sala do Teatro das Beiras, vi “A Neve”.
Impressões? Globalmente boas mas, antes de lá chegar, reforçar a heróica resistência do que é ser uma companhia de teatro residente no interior do país. Fazer teatro na Covilhã, há trinta anos, é obra. Uma média de quatro espectáculos por ano: dois em sala, um ao ar livre e um infantil. Um sala com 90 lugares, desviada do centro da cidade, para lá se chegar descem-se rampas, ruas e azinhagas, depois escadas e mais escadas. Numa noite chuvosa e fria como aquela em que lá estive, havia aquecimentos aqui e ali para cortar o agreste do ambiente. Cerca de 50 espectadores bem agasalhados, dispersos pelas cadeiras vermelhas. É heróico encenar e representar assim, mas também é heróico ser-se espectador. Entretanto, na praça principal da Covilhã, quase ao lado do palácio do Município, jaz (quase) morto e arrefece um Cine-Teatro que deverá ter tido os seus dias áureos nos anos 50 do século passado (quando os cine-teatros eram populares e se disseminavam pela província em réplicas do lisboeta Monumental). Olha-se e percebe-se que está “encerrado para obras” há anos. Portanto nada de muito urgente, certamente. “É a cultura!”, como diz o outro.
À noite, na sala do Teatro das Beiras, vi “A Neve”.
Impressões? Globalmente boas mas, antes de lá chegar, reforçar a heróica resistência do que é ser uma companhia de teatro residente no interior do país. Fazer teatro na Covilhã, há trinta anos, é obra. Uma média de quatro espectáculos por ano: dois em sala, um ao ar livre e um infantil. Um sala com 90 lugares, desviada do centro da cidade, para lá se chegar descem-se rampas, ruas e azinhagas, depois escadas e mais escadas. Numa noite chuvosa e fria como aquela em que lá estive, havia aquecimentos aqui e ali para cortar o agreste do ambiente. Cerca de 50 espectadores bem agasalhados, dispersos pelas cadeiras vermelhas. É heróico encenar e representar assim, mas também é heróico ser-se espectador. Entretanto, na praça principal da Covilhã, quase ao lado do palácio do Município, jaz (quase) morto e arrefece um Cine-Teatro que deverá ter tido os seus dias áureos nos anos 50 do século passado (quando os cine-teatros eram populares e se disseminavam pela província em réplicas do lisboeta Monumental). Olha-se e percebe-se que está “encerrado para obras” há anos. Portanto nada de muito urgente, certamente. “É a cultura!”, como diz o outro.
Agora a peça: dois reparos iniciais em relação à adaptação e que têm a ver seguramente com uma opinião pessoal, que se rege por gosto e estilo próprios. Acho que globalmente o tom do espectáculo está um pouco distante do universo agreste e trágico de Vergílio Ferreira, mesmo quando este se serve do humor e da ironia. Talvez esta sensação derive do facto de existirem, como ponto de partida, cinco contos, cinco unidades distintas, cinco pequenas histórias entrelaçadas. Este aspecto talvez impeça uma progressão dramática que imponha uma outra densidade de clima que me parece essencial. Cada episódio esboça uma situação, recria um ambiente, mas na totalidade sinto que não consegue impor um clima denso. Questão de fundo, é certo, mas apesar disso uma observação que não invalida o resultado final do esforço da companhia. O despojamento e a simplicidade funcionam bem, a poesia dura e fria paira no palco, a desesperança e o rigor da noite beirã estão lá, o ressuscitar de um tempo de angústia e solidão maior pressentem-se. Este é um cenário sem amor, com rara solidariedade, com temor e “neve”. Neve que é branca, mas fere como uma faca afiada.
Aceitando esta premissa, a encenação é bastante boa, inteligente, cheia de pequenos apontamentos (o início com a apresentação do escritor, a cena das galinhas, o episódio da “estrela”) que denotam o talento e a experiencia de José Carretas. O elenco é jovem, mas eficaz e homogéneo (Fernando Landeira, Pedro Damião, Pedro da Silva, Rui Raposo Costa, Sónia Botelho e Teresa Baguinho), cenários, adereços e figurinos funcionam muito bem (Nuno Lucena, José Carretas e Margarida Wellenkamp), o desenho de luz cria a ambiência requerida, a música original mostra-se inspirada (Telmo Marques).
Vergílio Ferreira continua vivo, com fervorosos admiradores, que passam de geração em geração esta “neve” serrana que esteve na génese de tanta da sua criação literária.
Com Sónia Botelho, actriz, entusiasta maior de Vergilio Ferreira,
Fernando Sena, director da Companhia do Teatro das Beiras, e Rui Raposo Costa, actor.
(fotos gentilmente cedidas por MEC)
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sexta-feira, março 28, 2008
SÂO MIGUEL DE SEIDE: MANHÃ SUBMERSA

Hoje, sexta-feira, 28 de Março de 2008, às 21, 30 horas, no auditório da Casa de Camilo Castelo Branco, em São Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão, "Um livro, um Filme", com "Manhã Submersa". Lá vos espero, para uma conversa sobre o livro e o filme.
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quarta-feira, janeiro 09, 2008
MANHÃ SUBMERSA NO YOU TUBE
Andava eu de blogue em blogue quando fui cair a um com uma bem documentada homenagem a Vergílio Ferreira. O blogue chama-se "Jaguar - Ao Ritmo de Cada Um", e, no post dedicado a "O Intimismo na Literatura - VERGÍLIO FERREIRA", encontrei uma cena da "Manhâ Submersa", onde o Amilcar dá uma lição de "boa literatura". Apeteceu-me registar:
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segunda-feira, maio 14, 2007
MANHÃ SUBMERSA NO QUARTETO
manhã submersa
Li Manhã Submersa há uns poucos anos, mas o meu Vergílio Ferreira já era (e continua a ser) outro, aquele onde aparece a magnífica Sofia. Foi portanto com uma memória difusa que entrei no Quarteto para ver a adaptação que Lauro António fez para cinema em 1980, e que se encontra em reposição.
Filmado na Serra da Estrela, “Manhã Submersa” segue os trilhos de António, um menino de uma família muito pobre que é encaminhado por uma senhora devota e abastada da região para um seminário. No seminário, mostrado com um espaço de extrema disciplina e autoritarismo asfixiante, António toma consciência de si enquanto homem, constatando a evidência da sua falta de vocação e ganhando finalmente coragem para o acto brutal que o conduz à libertação.
O filme consegue captar bem o ambiente de prisão do seminário (embora nunca caia na crítica sensacionalista à Igreja), pontuando-o com visões evasivas de António, que recorda a beleza imensa das paisagens e das gentes da sua terra. E apesar de estarmos perante um protagonista de pouca idade, nem por isso deixamos de o ver – também – como alguém que se está a tornar pleno, conhecendo, percebendo, superando-se.
Com uma banda sonora a cargo de trechos de Verdi, que confere ao filme um tom trágico, “Manhã Submersa” é um filme muito interessante sobre a infância, o crescimento e a forma como somos condicionados e como ousamos procurar uma forma de romper com as limitações que nos são impostas.
(e foi também uma forma de recordar a Serra, na boa companhia da Rita e do Miguel)
escrito por H. pelas 12:00 AM
Comentário escrito por H. no Blogue "As Imagens Primeiro."
(e foi também uma forma de recordar a Serra, na boa companhia da Rita e do Miguel)
escrito por H. pelas 12:00 AM
Comentário escrito por H. no Blogue "As Imagens Primeiro."
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terça-feira, maio 01, 2007
MANHÃ SUBMERSA NO QUARTETO
"MANHÃ SUBMERSA"
REGRESSA AO QUARTETO
durante alguns dias o filme "Manhã Submersa",
retirado do romance de Vergílio Ferreiro,
vai estar no cinema Quarteto, em Lisboa.
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