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domingo, janeiro 21, 2007

o silvar das enxadas

Cumpriu-se o ritual: da terra à terra.
Na tarde cálida, a terra castanha, de um castanho sangue, de uma castanho magoado, dorido.
Terra desentranhada, esventrada, cortada pelos golpes das enxadas, que abriram a vala.
Para se cumprir de novo o ritual, as enxadas subiam ao céu, e em rasgões certeiros, rigorosos, hipnóticos, desciam rápido à terra, enterravam-se nela, golpeavam, e num movimento súbito, ritmado, ritualizado, ganhavam força, suspendiam a terra-sangue no alto e faziam-na tombar nesse vão assombrado que medeia entre a memória e o esquecimento.
“Doutor, afaste-se”, ouvi dizer. Não me afastei, aguentei firme o golpear da terra, inebriado, a enxada a subir e a descer silvando, a enterrar-se na terra, a salpicar de dor o fato, a chicotear o sobretudo cinzento escuro, alguma bate-me de raspão na face, outra fulmina os presentes, e a enxada continua a carregar pelo ar blocos de terra castanha, sangrenta, sequiosa de vida e de morte para nova vida.
O rasgão aberto nessa terra-mãe está finalmente repleto, saciado de uma terra de um castanho pesado, duro, sangrento. São blocos soltos, de terra livre que respira, antes de, mais tarde, no silêncio dos actos que se escondem, ser rebatida, martirizada, espalmada, comprimida. Agora, ali fica à aragem da tarde, repleta de flores circunstanciais.
Comigo trago nos ouvidos o silvar das enxadas subindo ao céu com veemência, descendo depois à terra num bailado de uma violência ritualizada, vital. São quatro enxadas que sobem e descem, compassadas. Fulminantes. Da terra à terra. Cada gesto, o rasgar da memória. De golpe certeiro.


(imagem roubada, sem licença, mas com ternura, da "Bandida")

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Estão a tornar-se demasiado familiares estes corredores

Estão a tornar-se demasiado familiares estes corredores. A entrada para as urgências, o silvo da ambulância pelas ruas, o táxi atrás, a tentar não perder contacto, o registo e a falta de memória que a ansiedade provoca, nome, morada, número não sei de quê, o quê?, quem?, não interessa, preciso de auxílio, socorra-me, salve-o, salve-a, que importa o nome e o número, mas importa, e ali se fica até chegar à triagem, quais as doenças?, que aconteceu?, por que está assim?, quais os medicamentos que toma?, não sei, não me lembro, sei que está assim, mal, salve-a, salve-o, mede-se a tensão e a diabetes, o pulso, e a seguir vêm os corredores, as macas de colchões azuis e lençóis com a marca do hospital. Os serviços. As esperas. Hoje neurologia. Noutro dia medicina, cardiovasculares, ortopedia. As esperas. Os exames. O rádio X. A ecografia. As análises. A espera num banco, rodeado de tantos que esperam como eu, com macas atravessadas, cadeiras de rodas, gritos de dor, gemidos e silêncios de quem já não pode gemer ou gritar. Os que protestam pela demora, “estou aqui há quatro horas e ainda não me trataram, não vejo médicos, por onde andam?, É para isto que pagamos impostos?”, e os que esperam brandamente que sejam atendidos, os que juntam à dor a timidez de estarem vivos, desculpem o incómodo, fui atropelada, desculpem estar aqui a ocupar vez. Continue AQUI

o filho, a mãe, o neto.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Mãe, terceiro dia



Eu e a minha mãe, praias de Aveiro, anos felizes.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Mãe, segundo dia

Mãe

como te quero recordar

para sempre

pintada com muito amor e desejo

pelo meu pai

Exposição Lauro Corado - Aveiro Dezembro 2003

quinta-feira, dezembro 28, 2006

CINEMA - O Amor não tira Férias


O AMOR NÃO TIRA FÉRIAS

Há filmes que sabe ver, mesmo tendo a certeza de que não são obras-primas nem andam lá perto. “The Holiday”, uma realização e argumento de Nancy Meyers, é um deles. Estamos obviamente no domínio dos contos das fadas, das princesas e dos príncipes mais ou menos encantados. Não há castelos como havia antigamente, há os castelos de hoje em dia. Os reis e as rainhas detêm outros poderes, todos eles ligados ao campo do cinema e do jornalismo ou da escrita criativa, ou seja, dos media, são bonitos, ricos, simpáticos e merecem toda a felicidade que alcançam depois de terem passado por desilusões graves. Como o filme se passa na quadra do Natal e é verdadeiramente um daqueles “filmes de Natal” que os ingleses produzem com bom acabamento e alguma sensibilidade, o produto final é de produção acima da média, servido por um elenco muito bom que irradia sedução e sensualidade.
Cameron Diaz é Amanda, que dirige em Hollywood um empresa que cria “trailers” de cinema e acaba de ter um desgosto de amor: descobre que o namorado andava com outra. Kate Winslet é Íris, vive nos arredores de Londres, escreve sobre casamentos numa revista inglesa, e acaba de ter um desgosto de amor: descobre que o homem que ama não só não a ama, como vai casar com outra da mesma empresa. Para tudo ser mais doloroso ainda, o patrão incumbe-a publicamente de escrever a notícia durante uma festa de Natal da publicação. Íris e Amanda têm muito em comum, e algo que as separa, para lá dos quilómetros: uma chora que se desunha, a outra não consegue chorar, por mais que faça.
Depois, bem depois vocês sabem que na Internet há sites para troca de casas: tu que vives em Londres deixas-me as chaves, eu que vivo em Los Angeles vou para lá e tu vens para a minha mansão em Hollywood. Foi assim que fizeram Amanda e Íris. Trocaram as casas e continuaram muito aborrecidas até que Amanda descobre Graham (Jude Law), o irmão de Íris, que resolveu vir pernoitar e curar uma bebedeira em casa da irmã, e encontra a bela norte-americana que lhe cai nos braços. Por seu turno, Íris também depara com algo interessante em casa de Amanda, Miles (Jack Black), o compositor de partituras musicais para filmes, para lá de dar de caras com um famoso argumentista, Arthur Abbott (Eli Wallach), agora na casa dos oitenta anos, que tem dificuldade em atravessar a rua de andarilho, mas não esquece de aconselhar os bons filmes de outrora nem o gosto muito especial de encantar os que com ele se cruzam.
A coisa é esta, sem tirar nem pôr, o clima é o que se vive nas abastadas casas de afamados profissionais da comunicação, o filme desenrola-se docemente por entre lágrimas e sorrisos de Cameron Diaz e Kate Winslet (esta verdadeiramente surpreendente), com a colaboração segura de Jude Law e Jack Black, a presença brilhante de Eli Wallach, com uma montagem escorreita, onde aqui e ali surge uma ligação mais arrojada de belo efeito (socorrendo-me por vezes dos “trailers” que Amanda monta com perícia) e o conjunto é de agrado garantido, tanto mais que, como já o referimos, os actores são muito bons e criam um clima de discreta, mas intensa sensualidade, que vai desembocar num ambiente de pura sedução e gozo (mais à portuguesa, que à brasileira).
E agora? Como se pode gostar de um tal filme? Pois sem nenhum problema de consciência particular. É um bom divertimento que não engana ninguém, realizado com alguma sensibilidade, procurando tornar mais agradáveis os dias e as noites dos seus espectadores. Um conto de fadas? Pois, sim senhor. Todos sabemos que, se calhar, não há amores assim, que não se vive em paraísos artificiais, que ninguém conserva paixões abrasadoras com milhares de quilómetros e oceanos de permeio, que tudo isto é “a fingir” para “a malta gostar”. Mas olha: finge para mim que eu gosto! Às vezes sabe bem acreditar no impossível e esperar que, uma vez por outra, o improvável seja verdade, mesmo numa tela de cinema.

O AMOR NÃO TIRA FÉRIAS (The Holiday), de Nancy Meyers (EUA, 2006); com Cameron Diaz, Kate Winslet, Jude Law; Jack Black, Eli Wallach, Edward Burns, etc. 138 min; M/ 12 anos.

CINEMA - Eragon



ERAGON
Há dias, andava pelo Monumental, apeteceu-me ir ao cinema e o filme que começa nessa altura era “Eragon”, sobre que tinha lido várias coisas, não muito abonatórias. Jeremy Irons, no dia da ante-estreia em Inglaterra, deu uma entrevista a dizer que os cães dele tinham gostado, o que me deixava de pé atrás. A publicidade dizia que era uma aventura na linha de “O Senhor dos Anéis”, o que para mim também não era nenhuma recomendação fantástica. Ainda para mais “na linha de”. Depois diziam que o filme era retirado de um romance que um rapaz de 15 anos, sobredotado, tinha escrito. Como tenho um cartão daqueles que não se paga para ver os filmes que se quiser, resolvi entrar para espreitar.
Em má hora o fiz. A história fala de um tempo em que o mundo vivia em paz, protegido por guerreiros cavalgando poderosos dragões. Mas cavaleiros e dragões passaram à História (não, não é piada ao FCP!), até que um dia um dragão volta a nascer e um jovem volta a cavalga-lo para conduzir o povo à liberdade. O cavaleiro é um jovem camponês, “Eragon, cujo destino é revelado com a ajuda de um dragão voador chamado Saphira. Para defender as suas terras e o seu povo do cruel Rei Galbatorix, Eragon torna-se um Cavaleiro Dragão e reúne um exército para o combater. Arrastado para um mundo de magia e poder, acaba por descobrir que poderá salvar – ou destruir – um Império.” (isto tendo em conta o resumo lido no site 7ª arte)
Ok. Um argumento tão bom como milhares de outros. O filme é bizarramente mau. Vi meia hora e adormeci. Acordei, vi mais dez minutos e saí da sala, coisa que só muito raramente faço. A senhora da bilheteira tentou ainda reconfortar-me: “É uma aventura mais para miúdos, não é?” Não, não é uma aventura para miúdos nem graúdos. É uma chatice. Que ameaça prolongar-se. Anuncia-se uma trilogia!
Stefen Fangmeier, o realizador, vem dos efeitos visuais e por lá devia ter ficado. A sua realização, do que vi, não desperta um mínimo de interesse, e só pergunto o que Jeremy Irons e John Malkovich andam por ali a fazer. Não me digam, eu sei: andam a ganhar a vida. Mas, que diabo!, acho que nem os cães do Irons devem ter gostado.


ERAGON, de Stefen Fangmeier (EUA, Inglaterra, 2006), Com Edward Speleers (Eragon), Jeremy Irons (Brom), Sienna Guillory (Arya), Robert Carlyle (Durza), John Malkovich (Rei Galbatorix), Rachel Weisz (voz de Saphira), etc. 104 min; M/ 12 anos.

sábado, dezembro 23, 2006

50 FILMES ESQUECIDOS

"Fat City" - uma obra-prima
"OBSERVER" ELEGE

O Frederico, do "Não há nada como o ... realmente" lançou mais um post. Chama-lhe: "é altura das listas", e diz que descobriu no blog do Pedro Mexia "que o "Observer" publicou uma lista com "50 clássicos esquecidos", muitos deles indisponíveis em DVD. A escolha colectiva foi capitaneada por Philip French. conheço alguns e isso faz-me logo dizer que a escolha é muito suspeita (o "Tin Cup" um clássico esquecido????). No entanto há filmes extraordinários, incluindo o recente "Bamboozled" de Spike Lee." Porque também eu achei curiosa esta lista, aqui ficam os cinquenta, por ordem cronológica:

The Front Page, Lewis Milestone, 1931

Ace In The Hole, Billy Wilder, 1951
The Narrow Margin, Richard Fleischer, 1952
Salt Of The Earth, Herbert Biberman, 1953
Ride Lonesome, Budd Boetticher, 1959

The Damned, Joseph Losey, 1961
The Day The Earth Caught Fire, Val Guest, 1961
Petulia, Richard Lester, 1968
The Swimmer, Frank Perry, 1968
Queimada!, Gillo Pontecorvo, 1969

The Hired Hand, Peter Fonda, 1971
Let's Scare Jessica To Death, John D Hancock, 1971
A New Leaf, Elanie May, 1971
Two-Lane Blacktop, Monte Hellman, 1971
Fat City, John Huston, 1972
49 Jeremy, Arthur Barron, 1973
Robin Hood, Wolfgang Reitherman, 1973
Cockfighter, Monte Hellman, 1974
The Parallax View, Alan J Pakula, 1974
3 Women, Robert Altman, 1977
Bill Douglas Trilogy, Bill Douglas, 1972-78
I Wanna Hold Your Hand, Robert Zemeckis, 1978
Newsfront, Phillip Noyce, 1978
Le Petomane, Ian MacNaughton, 1979
Wise Blood, John Huston, 1979

Babylon, Franco Rosso, 1980
The Ninth Configuration, William Peter Blatty, 1980
Cutter's Way, Ivan Passer, 1981
Lianna, John Sayles, 1982
The State Of Things, Wim Wenders, 1982
Breathless, Jim McBride, 1983
Terence Davies Trilogy, Terence Davies, 1984
Top Secret!, Jim Abrahams, David and Jerry Zucker, 1984
Dreamchild, Gavin Millar, 1985
Round Midnight, Bertrand Tavernier, 1986
Housekeeping, Bill Forsyth, 1987
Less Than Zero, Marek Kanievska, 1987
The Mad Monkey, Fernando Trueba, 1989

Twin Peaks: Fire Walk With Me, David Lynch, 1992
Safe, Todd Haynes, 1995
Beautiful Girls, Ted Demme, 1996
Grace Of My Heart, Allison Anders, 1996
Tin Cup, Ron Shelton, 1996
Under The Skin, Carine Adler, 1997

Bamboozled, Spike Lee, 2000
The Low Down, Jamie Thraves, 2000
The Beaver Trilogy, Trent Harris, 2001
Save The Last Dance, Thomas Carter, 2001
Millions, Danny Boyle, 2004
Day Night Day Night, Julia Loktev, 2006

Dos 50, vi 31, e dos que vi, meia uma dúzia serão para mim, clássicos esquecidos. É um lista subjectiva como todas as listas, sobretudo se reunindo várias subjectividades. Mas aqui fica como curiosidade.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

CINEMA E HISTÓRIA



MARIE ANTOINETTE,
“LOST IN VERSALHES”

“Marie Antoinette”, de Sofia Coppola, é, para mim, um filme extremamente interessante e uma obra de arte particularmente curiosa como reflexo do seu (nosso) tempo. Acredito que há muitos puristas da “verdade histórica” a quem vá chocar esta visão histórica de uma Marie Antoinette aparentemente muito pouco ortodoxa. O filme de Sofia Coppola desarma logo pelo “loook” que não se assemelha em nada ao dos filmes “históricos” que normalmente são soturnos e “pesados”, com uma iluminação ténue, privilegiando as zonas de sombras intensas, o que deve ser sintoma de dois aspectos que se reúnem para o efeito: um filme “histórico” penetra numa zona de penumbra da História, “portanto” deve ser mal iluminado; por outro lado, a escuridão facilita a reconstituição, vêem-se menos coisas, logo podem ficar na escuridão adereços indesejáveis. O filme de Sofia Coppola rompe com esse esquema e irrompe com uma luz que quase chega a encadear o espectador. Ou não estivéssemos em Versalhes, na corte que foi de um rei, Luís XIV, que se auto proclamou “Rei Sol”. O seu descendente Luís XVI, e a sua mulher Marie Antoinette, também quiseram gozar um pouco dessa luz e desse fausto, mas acabaram de forma bastante desagradável, como é do conhecimento de todos.
(este é o início de um longo texto meu a aparecer na revista "História" de Janeiro de 2007. Completam o texto, uma filmografia sobre "Maria Antonieta no Cinema e na Televisão", e uma curta bibliografia. À semelhança dos últimos quatro anos, onde todos os meses tem surgido um texto dobre "Cinema e História".)

Maria Antonieta em livro
Sobre a figura de Maria Antonieta parecem existirem algumas obras essenciais de um ponto de vista histórico. Digo parecem porque algumas delas não as li, apenas delas tenho um conhecimento por terceiros. Mas tudo aponta para que “Maria Antonietta, The Journey”, de Antónia Fraser (2001), seja um título indispensável, como o foi para Sofia Coppola (ler um interessante e informadíssimo artigo de Antona Fraser, “Sofia’s Choise”, no “Vanity Fair”, de Novembro de 2006, pags. 142 a 146, será uma óptima aproximação do livro e do filme e da forma com um terá influenciado o outro).
Os trabalhos de André Castelot, “Marie Antoinette” (1962), Walter Gérard, “Procès de Marie Antoinette” (1999), Gustave Leonotre, “La Captivité et la Mort de Marie Antoniette” (1897), os de Pierre de Nolhac, “Autour de la Reine” (1896), “La Reine Marie Antoinette” (1951), “Les Jardins de Versailles” (1906) e “Le Trinon de Marie Antoinette” (1914) e ainda o célebre “Marie Antoinette”, de Stefan Zweig (1933) devem merecer toda a atenção, mesmo que muitas vezes as interpretações possam parecer diversas, quase opostas.
Recentemente saíram em Portugal duas obras que tive oportunidade de ler e que, não sendo absolutamente indispensáveis, são interessantes.
“Maria Antonieta”, de Catalina de Habsburgo (Ed. A Esfera dos Livros, 2006), é uma reflexão em torno da figura da Rainha (e também de Luís XVI), com o seu quê de discreta parcialidade. Discreta a tender para indiscreta. Catalina é arquiduquesa de Áustria, descendente directa de Carlos V, neta do último imperador da Áustria, e ainda ligada por afinidades familiares a Maria Antonieta. O seu retrato da “Delfina” denota investigação histórica (ela é licenciada em Ciências Politicas e autora de outras obras sobre personagens históricas, como Napoleão, Bismark e Margaret Thatcher, que escolha!), mas um óbvio “interesse” numa tese determinada. A sua origem aristocrática e “imperial” não a deixam não defender a realeza e branquear a figura dos reis, particularmente o da jovem rainha.
“O Diário Secreto de Maria Antonieta”, de Carolly Erickson (Ed. Aletheia, 2006) é o que se chama um “romance histórico”, uma ficção baseada em factos históricos, mas que parte logo de uma hipótese: e se o padre Kunibert tivesse sugerido à jovem princesa a escrita de um “Diário” onde arquivasse todas as considerações sobre a sua vida e o seu tempo? Pois, admitindo que assim seria, o resultado poderia ter sido este, se a princesa tivesse cultura e formação para o fazer. Um romance que se lê com agrado, vivo, emocionante, com descrições interessantes dos principais percursos da vida de Maria Antonieta e do seu tempo histórico. Carolly Erickson é historiadora e biografa, com outras obras sobre “Alexandra, a Última Czarina”, e “Catarina, a Grande”.

domingo, dezembro 17, 2006

LAURO ANTÓNIO APRESENTA... O ORIGINAL

Lauro António Apresenta...

(o original)

na TVI

"Ter ou não Ter", de Howard Hawks (1944)


(bons tempos, em que se viam clássicos na TV portuguesa)

NÂO PIRILAMPARÁS A MULHER DO PRÓXIMO

Lauro António Apresenta...

Lauro Dérmio Apresenta...

um dos momentos de antologia do humor português

Herman ao seu melhor nível

(um abraço ao Herman: bons tempos!)