quarta-feira, outubro 31, 2007

QUEM FICARÁ COM O MILAGRE HOJE À NOITE?

Um amigo (benfiquista, claro! será que se fica a rir?),
enviou-me este cartoon magnífico.
Espero que desta feita o milagre seja verde
(mas espero também que os jogadores do SCP façam por isso!)

MANUEL MACHADO DA LUZ

Evocação de
Manuel Machado da Luz

Numa meritória organização do ABC Cine Clube de Lisboa, foi levada a cabo uma “Evocação de Manuel Machado da Luz”, durante este mês de Outubro, com sessões na Cinemateca Portuguesa, onde foram apresentados algumas das obras que Machado da Luz mais apreciava, como “A Parada dos Monstros” (Freaks), de Tod Browning, “América -Terra de Esperança” (An American Romance), de King Vidor, “Humberto D” (Umberto D), de Vittorio De Sica ou “A Passageira” (Pasazerka), de Andrzej Munk (concluído por Witod Lesiewicz), ao lado de “A Santa Aliança” e “Saudades para D. Genciana”, ambos de Eduardo Geada, onde o antigo cine-clubista e arquitecto de formação colaborou na escrita do argumento. A selecção é muito restrita e fica-se com uma ideia dos gostos de Manuel Machado da Luz muito deficiente. Faltam as grandes paixões, de Visconti a Orson Welles, de Eisenstein a alguns americanos, mas fica a ideia que é de louvar.
A homenagem encerrou, ontem, com um colóquio na Sociedade Nacional de Belas Artes, onde um painel composto por David Mendes Lopes, Eduardo Geada, Maria Teresa Horta e Manuel Neves abordou as diferentes facetas da vida e da obra deste cinéfilo precocemente desaparecido (1943-1997).

Lá estive. Ambos éramos filhos de pintores que tinham sido amigos e companheiros (Machado da Luz e Lauro Corado), ambos fizemos percursos muito próximos, com algumas divergências ideológicas pelo meio (ele sempre fiel à ortodoxia do PC, eu sempre fiel à liberdade e à procura da justiça social no seu interior). Ambos estivemos no cine-clubismo de alma e coração, sobretudo durante longos anos no ABC Cine Clube de Lisboa (ambos fomos vogais de presidências diversas, ambos fomos vogais, ou coisa semelhante, de presidências de um e de outro). Ambos tínhamos paixões muito semelhantes, o cinema, os livros, a escrita, a discussão apaixonada, as questões sociais, a política, a luta contra a ditadura, a procura de tempos melhores.

Fomos amigos, apesar dessas divergências de fundo, mas Manuel Machado da Luz era um convicto puro nos seus ideais, e por isso sempre o respeitei. Por isso lhe fui ontem dar um grande abraço e recordá-lo, a ele e aos amigos cine-clubistas que tanto ajudaram na minha formação, apesar de não terem conseguido catequizar-me por completo. Até nisso foram importantes - ajudaram-me a escolher o meu caminho. Mas, com visões do mundo diferentes, o nosso convívio foi essencial e nunca me fez mal ler Lukacs ou Aristarco. Nem Marx e Lenine. Muito pelo contrário.
Um abraço a todos, e já agora: por que não uma urgente (cada vez mais urgente!) história do cine-clubismo em Portugal? Foi um movimento importantissimo e os testemunhos directos começam a rarear.

Sobre o ABC Cine- Clube de Lisboa
Rua do Conde de Redondo, 20, 3.º Dt.
1150-106, Lisboa
e-mail: abccineclube@hotmail.com
http://abc-cineclube.blogspot.com

COMEÇOU NO DIA 15 DE OUTUBRO


AR.CO.

Cinema/Imagem em Movimento

Curso regular de 3 anos com opção de desenvolvimento posterior com candidatura a Projecto Individual, Curso Avançado de Artes Plásticas ou outra.
Frequência opcional de workshops ou ateliês em módulos autónomos.

Localização: Rua de Santiago 18, Lisboa.
Responsável do departamento: Marcelo Costa
Professores: Amândio Coroado, Cláudia Tomaz, Gustavo Sumpta, Hugo Brito, José António Leitão, Lauro António, Manuel Castro Caldas, Manuela Correia Braga, Marcelo Costa, Maria João Branco, Maria Jorge Martins, Maria Mire, Ricardo Matos Cabo.

Nível 1
15 Out 2007 a 27 Jun 2008
256 horas
Programa anual. Inscrição anual.
Condições de admissão: Sem requisitos. Por ordem de inscrição.

· AULAS PRÀTICAS:
Laboratórios I
· WORKSHOPS:
“Vídeo e formas breves cinematográficas”
“Faça você mesmo”
“Inter-Act”
“Movimento Fixo
· AULAS TEÓRICAS:
“A História do Cinema”
“Realismos”
“Transversalidades – Cinema e outras disciplinas”
“Imagem em Movimento”
· Outros Workshops a selecionar pelo aluno (20 horas).

Nível 2
15 Out 2007 a 27 Jun 2008
256 horas
Programa anual. Inscrição anual.
Condições de admissão: Nível 1 ou formação equivalente. Apresentação de portfolio. Entrevista.

· AULAS PRÁTICAS:
Laboratórios II
· WORKSHOPS:
“Vídeo e formas breves cinematográficas”
“Faça você mesmo”
“Inter-Act”
“Movimento Fixo"
· AULAS TEÓRICAS:
“A História do Cinema”
“Realismos”
“Transversalidades – Cinema e outras disciplinas”
“Imagem em Movimento”
· Outros Workshops a selecionar pelo aluno (20 horas).

Nível 3
15 Out 2007 a 27 Jun 2008
186 horas
Programa anual. Inscrição anual.
Condições de admissão: Nível 2 ou formação equivalente. Apresentação de portfolio. Entrevista.


· WORKSHOPS:
“Vídeo e formas breves cinematográficas”
“Faça você mesmo”
“Inter-Act”
“Movimento Fixo
· AULAS TEÓRICAS:
“A História do Cinema”
“Realismos”
“Transversalidades – Cinema e outras disciplinas”
“Imagem em Movimento”
· Outros Workshops a selecionar pelo aluno (40 horas)

(Nota: com a conclusão do Nível 3 é conferido o Certificado do Plano de Estudos Básico em Cinema/Imagem em Movimento).

HISTÓRIA DO CINEMA I

o cinema mudo

Plano das aulas e visionamentos:

15 de Outubro apresentação e 1º filme
O LIRIO QUEBRADO, de Griffith

18 de Outubro 1ª aula (excepcionalmente o início desta aula é às 17h00)
O nascimento do cinema
Filmes dos Lumiére e Méliès

22 de Outubro 2º filme
FANTOMAS, de Louis Feuillade

25 de Outubro 3º filme
CABÍRIA, de G. Patrone

29 de Outubro 2ª aula
O nascimento da narrativa clássica
Filme “O Nascimento de uma Nação”, de David Griffith.

5 de Novembro 3ª aula
O Expressionismo
Filmes “O Gabinete do Dr. Galigari”, de Robert Wiene, e “Nosferatu”, de F.W. Murnau

8 de Novembro 4º filme
O TESOURO DE ARNE, de Mauritz Stiller

12 de Novembro 4ª aula
O Expressionismo
Filmes “O Gabinete do Dr. Galigari”, de Robert Wiene, e “Nosferatu”, de F.W. Murnau

15 de Novembro 5º filme
OUTUBRO, de Serghei Eisenstein.

19 de Novembro 5ª aula
Surrealismo e Vanguardas
Filmes “Le Chien Andalous” e “L’ Age d’Or”, ambos de Luís Buñuel, e “Berlim, Sinfonia de uma Cidade” de Walther Ruttmann.

22 de Novembro 6º filme
A MÃE, de Pudovkin

26 de Novembro 6ª aula
Surrealismo e Vanguardas
Filmes “Le Chien Andalous” e “L’ Age d’Or”, ambos de Luís Buñuel, e “Berlim, Sinfonia de uma Cidade” de Walther Ruttmann.

29 de Novembro 7º filme
METROPOLIS, de Fritz Lang.

3 de Dezembro 7ª aula
O Construtivismo soviético
Filme “O Couraçado Potenkine”, de Serghei Eisenstein, e “O Homem da Máquina de Filmar”, de Dziga Vertov

6 de Dezembro 8º filme
AURORA, de F. W. Murnau

10 de Dezembro 8ª aula
O Construtivismo soviético
Filme “O Couraçado Potenkine”, de Serghei Eisenstein,
e “O Homem da Máquina de Filmar”, de Dziga Vertov

13 de Dezembro 9º filme
CHAPLIN DESCONHECIDO (série, 3 H)

17 de Dezembro 9ª aula
O burlesco americano
“A Quimera de Ouro”, de Charles Chaplin, e “Pamplinas, Maquinista”

18 de Dezembro 10º filme
O ANJO AZUL, de Sternberg

19 de Dezembro 10ª aula
O burlesco americano
“A Quimera de Ouro”, de Charles Chaplin, e “Pamplinas, Maquinista”

20 de Dezembro 11º filme
MATOU, de Fritz Lang

Nota:

para os meus alunos criei o blogue

A MEMÓRIA DAS SOMBRAS

terça-feira, outubro 30, 2007

CINE ECO 2007: RETRATOS


CINE ECO 2007: MAIS NOTAS EM BLOGUES

No blogue "Divas e Contrabaixo"´,
da autoria de Maria do Rosário Fardilha
(elemento do Júri "Cine Eco em Movimento"),
também se fala e se mostra o Cine Eco 2007.

Um excerto do filme "Encontro com Milton Santos", realizado pelo brasileiro Sílvio Tendler, e que foi o grande vencedor desta edição do Cine Eco.

HOMENAGEM AOS JÚRIS DO CINE ECO




Luís Silva, do blogue "Oceano de Palavras", acrescenta mais umas notas:


em vídeo e em fotos.

segunda-feira, outubro 29, 2007

CINE ECO: MAIS SOBRE OS PRÉMIOS

Entre dezenas e dezenas de jornais, bloges e sites que destacaram a Cine Eco, alguns exemplos:
Última Hora
28-10-2007 10:41 “Encontro com Milton Santos” vence CineEco’2007O filme “Encontro com Milton Santos”, do realizador brasileiro Sílvio Tendler, é o grande vencedor do CineEco’2007 – Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela que terminou este Sábado, dia 27 de Outubro, em Seia.O documentário tem como ponto de partida e referência uma entrevista com o geógrafo Milton Santos, que expõe um pensamento sobre a globalização, necessária e desejada. Discute as distorções impostas aos países pobres que pagam injustamente pelo crescimento da economia dos países ricos e as consequências provenientes dessa lógica do capital, que amplia as diferenças ao invés de redistribuir as riquezas. Por outro lado, tenta mostrar um novo mundo, também sinalizado pelo professor Milton Santos, onde a união entre as “novas técnicas” e “os de baixo” podem fazer um futuro mais distinto para a humanidade.“Encontro com Milton Santos” arrecada assim o Grande Prémio do Ambiente, patrocinado pela Câmara Municipal de Seia, no valor de 3.500 euros e a campânula de ouro. O documentário recebeu também o “Prémio de Intervenção” do júri da juventude.Outro grande vencedor do CineEco foi o filme “Grande Hotel”, da realizadora da RTP, Anabela de Saint-Maurice, que recebeu o Prémio da Lusofonia, a que corresponde um montante de 2.500 euros e a campânula de ouro. O filme fala da inauguração de um hotel de luxo, em 1955, em Moçambique, que aspirava ser o maior de África. O documentário evoca a história trágica do espantoso edifício, emblema do passado e do presente na cidade da Beira.
in "Porta da Estrela"

Documentário brasileiro vence CINEECO 2007
"Encontro com Milton Santos" aborda a globalização
O filme "Encontro com Milton Santos", realizado pelo brasileiro Sílvio Tendler, foi o vencedor do CINEECO 2007, festival de cinema ecológico de Seia. O filme ganhou o Grande Prémio do Ambiente, patrocinado pela Câmara Municipal de Seia, no valor de 3.500 euros e a campânula de ouro. Tendo uma entrevista com o geógrafo Miltons Santos como ponto de partida e referência, o documentário expõe um pensamento sobre a globalização, discutindo as distorções impostas aos países pobres que pagam injustamente pelo crescimento da economia dos países ricos e as consequências provenientes dessa lógica do capital, que amplia as diferenças, ao invés de redistribuir as riquezas.
O prémio foi atribuído pelo Júri Internacional do CINEECO, numa cerimónia que decorreu sábado à noite no Cine-Teatro da Casa da Cultura de Seia.
Outro dos vencedores, foi o filme da realizadora da RTP Anabela De Saint-Maurice "Grande Hotel", que recebeu o prémio da Lusofonia, a que corresponde um montante de 2.500 Euros e a campânula de ouro.
O Júri Internacional atribuíu ainda o Prémio Educação Ambiental ao filme "Os Campos de Deméter", do realizador Knut Krzywinski, o Prémio Água ao filme "Yandabad", do realizador espanhol Mariano Agudo, e o Prémio Valorização de Resíduos ao filme "Da Terra das Lágrimas Amargas", do realizador Japonês Tomoko Kana.
O Prémio Vida Natural foi atribuído ao filme "Mongólia Selvagem", do realizador australiano Sleina Leger, enquanto o Prémio Polis coube ao filme "Portugal - Retrato Social 1", de Joana Pontes, e o Prémio Antropologia Ambiental ao filme "O Tigre e o Monge", do realizador Austríaco Harald Pokieser.
O Prémio Vídeo Não Profissional foi entregue ao filme "Os Detectives da Água", do realizador do Canadá David Springbett, e o Prémio Camacho Costa ao filme "No Crepúsculo do Silêncio", do realizador Checo Josef Císarovsk.
Foram atribuídas menções Honrosas aos filmes "Esta Água que vos deixo", de João Tilly, de Seia, e "Outros Mundos", do realizador Eslovaco Marko Skop.
O Júri da Juventude atribuiu o Grande Prémio da Juventude a "Na Pele Deles" (Dans Leurs Peau), de Malherbe Arnaud Prémio, o Prémio Filme de Animação a "A Minha Vida Aos 40" (My Life At 40", de Laurie Hill, e o Prémio Intervenção a "Encontro com Milton Santos".
O Júri Especial "Cine’Eco em Movimento" atribuiu ainda um Prémio Especial ao filme "Os Campos de Deméter", de Knut Krzwinski, assim como menções honrosas a "Fronteiras do Campo", de Cláudia Rodrigues, Pedro Gancho e Francisca Veiga, e "Carpa Diem", de Sérgio Cannella.
28-10-2007 (em Kaminhos, de direcção do João Morgado)

CINE ECO: OS PRÉMIOS

"Encontro com Milton Santos"
vence Cine’Eco

Festival de cinema ecológico de Seia entrega prémiosO brasileiro Sílvio Tendler é o realizador do trabalho que convenceu o júri do Cine’Eco
O filme "Encontro com Milton Santos", realizado pelo brasileiro Sílvio Tendler, foi o vencedor do Cine’Eco 2007, festival de cinema ecológico de Seia. O filme ganhou o Grande Prémio do Ambiente, patrocinado pela Câmara de Seia, no valor de 3.500 euros e a campânula de ouro. O prémio foi atribuído pelo Júri Internacional do CINEECO, numa cerimónia que decorreu sábado à noite no Cine-Teatro da Casa da Cultura de Seia.Tendo uma entrevista com o geógrafo Miltons Santos como ponto de partida e referência, o documentário expõe um pensamento sobre a globalização, discutindo as distorções impostas aos países pobres que pagam injustamente pelo crescimento da economia dos países ricos e as consequências provenientes dessa lógica do capital, que amplia as diferenças, ao invés de redistribuir as riquezas.

Outro dos vencedores, foi o filme da realizadora da RTP Anabela De Saint-Maurice "Grande Hotel", que recebeu o prémio da Lusofonia, a que corresponde um montante de 2.500 euros e a campânula de ouro.

O Júri Internacional atribuíu ainda o Prémio Educação Ambiental ao filme "Os Campos de Deméter", do realizador Knut Krzywinski, o Prémio Água ao filme "Yandabad", do realizador espanhol Mariano Agudo, e o Prémio Valorização de Resíduos ao filme "Da Terra das Lágrimas Amargas", do realizador japonês Tomoko Kana.

AUSTRALIANO CONQUISTA PRÉMIO VIDA NATURAL

O Prémio Vida Natural foi atribuído ao filme "Mongólia Selvagem", do realizador australiano Sleina Leger, enquanto o Prémio Polis coube ao filme "Portugal - Retrato Social 1", de Joana Pontes, e o Prémio Antropologia Ambiental ao filme "O Tigre e o Monge", do realizador Austríaco Harald Pokieser. O Prémio Vídeo Não Profissional foi entregue ao filme "Os Detectives da Água", do realizador do Canadá David Springbett, e o Prémio Camacho Costa ao filme "No Crepúsculo do Silêncio", do realizador Checo Josef Císarovsk.

Foram atribuídas menções Honrosas aos filmes "Esta Água que vos deixo", de João Tilly, de Seia, e "Outros Mundos", do realizador eslovaco Marko Skop. ~

O Júri da Juventude atribuiu o Grande Prémio da Juventude a "Na Pele Deles" (Dans Leurs Peau), de Malherbe Arnaud Prémio, o Prémio Filme de Animação a "A Minha Vida Aos 40" (My Life At 40", de Laurie Hill, e o Prémio Intervenção a "Encontro com Milton Santos".

O Júri Especial "Cine'Eco em Movimento" atribuiu ainda um Prémio Especial ao filme "Os Campos de Deméter", de Knut Krzwinski, assim como menções honrosas a "Fronteiras do Campo", de Cláudia Rodrigues, Pedro Gancho e Francisca Veiga, e "Carpa Diem", de Sérgio Cannella.

In "Diário XXI"

Grande prémio do Ambiente: "Encontro com Milton Santos"do Realizador Brasileiro Silvio Tendler;Prémio da Lusofonia: "Grande Hotel" da realizadora da RTP, Anabela de Saint-Maurice;Prémio Educação Ambiental: "Os campos de Deméter" do realizador Norueguês, Knut Krzywinski;Prémio Água: "Yandabad" do realizador espanhol Mariano Agudo;Prémio Valorização de Residuos: "Da terra das lágrimas Amargas", do realizador Japonês Tomoko Kana;Prémio Vida Natural: "Mongólia Selvagem" do realizador Australiano Sleina Leger;Prémio Polis: "Portugal-retrato social 1" de Joana Pontes;Prémio Antropologia Ambiental: "O tigre e o monge" do realizador Austríaco Harald Pokieser;Prémio Video Não Profissional: "Os detectives da água" do realizador Canadiano David Springbett;Prémio Camacho Costa - "No crepúsculo do silêncio" do realizador Checo Josef Cisarovsk;Menção Honrosa: "Esta água que vos deixo" de João Tilly de Seia;Menção Honrosa: "Outros Mundos" do Eslovaco Marko Skop;Prémios do Juri da Juventude:Grande prémio da juventude: "Na pele deles" de Malherbe Arnaud;Prémio Filme de animação: "A minha vida aos 40" de Laurie Hill;Prémio de Intervenção: "Encontro com Milton Santos" de Silvio Tendler;Prémios do Júri especial "Cine´Eco em movimento":Prémio especial: "Os campos de Deméter", de Knut Krzwinski;Menção honrosa: "Fronteiras do campo" de Cláudia Rodrigues, Pedro Gancho, Francisca Veiga;Menção honrosa: "Carpa Diem", de Sérgio Cannella

no blogue "Oceano de Palavras" que acompanhou todo o festival, na qualidade de Jurado do Júri da Juventude. As fotos pertencem igualmente a este blogue.

sexta-feira, outubro 26, 2007

CINE ECO 2007 DIA 27



CINE ECO 2007
Programação
SÁBADO,

27 DE OUTUBRO DE 2007
AUDITÓRIO 1

DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO
DA SERRA DA ESTRELA

Extra concurso: 18,00 - Maria Sobral Mendonça, de Lauro António (Portugal, 2007) 28’
Agostinho da Silva, um Pensamento Vivo, de João Rodrigo Mattos (Portugal, Brasil) 80 ‘

AUDITÓRIO 2

DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO
DA SERRA DA ESTRELA
SALA DE HOMENAGENS


15,00 - Ciclo João Batista de Andrade:
CASO NORTE (1977) doc. de 38 minutos sobre migrantes nordestinos em São Paulo.
Prémio da Imprensa, "Melhor Programa de TV "/1978)
VLADO, 30 anos depois (2005) doc

17,00 - Homenagem a Ingmar Bergman: DA VIDA DAS MARIONETAS 104’

19,00 - Homenagem a Ingmar Bergman: SARABANDA´107

22,00 - Homenagem a Michelangelo Antonioni: O ECLIPSE e DESERTO VERMELHO
CINE-TEATRO DE SEIA
SECÇÕES PARALELAS
Sábado, 27 de Outubro de 2007
10,00 - SÓ ANIMAÇÃO: RATATUI (Ratatouille), de Brad Bird (EUA, 2007); com as vozes de Patton Oswalt, Lou Romano,
Janeane Garofalo, Ian Holm, Peter Sohn, etc. M/6 anos; 110 minutos;

15,00 - OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES: O TERCEIRO PASSO (The Prestige), de Christopher Nolan (Inglaterra, EUA, 2006); com Hugh Jackman,
Christian Bale, Michael Caine, Scarlett Johansson, etc. M/12 anos; 128 minutos;
TriStar Warner.

21,30 - Cerimónia de Encerramento. Entrega de Prémios. Concerto com Rão Kyao: “Porto Alto”.

quinta-feira, outubro 25, 2007

A 11º HORA NO CINE ECO


Anteestreia no Cine Eco
“A 11ª HORA”

Ante-estreou no Cine Eco o último filme de Leonardo DiCaprio, “The 11th Hour”, uma realização de Nadia Conners e Leila Conners Petersen, com argumento, apresentação e co-produção do actor norte-americano, que assim se junta ao grupo de celebridades ambientalistas que oferecem a sua mediatização para chamar a atenção para os problemas com que o planeta Terra se depara. Depois de Al Gore que, com “A Verdade Inconveniente” conseguiu sensibilizar milhões para a causa ambientalista, promover a sua carreira política, ganhar o Oscar para o melhor documentário do ano e ainda arrecadar o Nobel da Paz, muitos serão seguramente os seguidores desta política que a todos diz respeito e que tão bons resultados então colheu. Nesta mesma edição do Cine Eco, dois outros filmes o atestam, com participações de Joanne Woodward e Meryl Streep.
Quanto a “The 11th Hour”, deve dizer-se que é obra que não oferece grandes novidades ao mundo, quer cinematográficas, quer no plano da defesa dos valores ambientalistas. Mas tem a enorme vantagem de trazer para o grande público a discussão de variadíssimos temas, alicerçando a conversa em opiniões de alguns dos mais reputados especialistas de todo o mundo. Na verdade, esta obra que Leonardo DiCaprio ajudou a criar e a projectar internacionalmente funciona com um vasto puzzle de opiniões de dezenas e dezenas de “opinions makers” dos cinco continentes, com especial enfoque nos EUA e Europa, que abordam as mais variadas questões que ameaçam o planeta, da poluição à crise da àgua, do terrorismo e das guerras ao equilibrio dos ecosistemas, do aquecimento global aos detritos, da sensibilização para a educação ambiental à desigualdade ricos-pobres, etc. Nenhum tema é deixado de lado, todos são sumarizados por vezes de forma brilhante numa única frase de alguém que sabe do que fala e o faz com eficácia, ajudado por imagens que ilustram com propriedade o que se diz. Houve quem criticasse o lado demasiado palavroso do filme, que a mim me agrada, por definir uma proposta coral, uma voz colectiva que se ergue em defesa do Homem e da Natureza. Há mesmo quem afirme de início que o grande problemas das sociedades actuais, altamente industrializadas e consumistas, é o facto de se pensar que existe uma dualidade a harmonizar: o Homem e a Natureza, quando na verdade o Homem “é”, “faz parte” da Natureza. Foi esse princípio de integração que se perdeu, e que leva outro interveniente a dizer: “Não se preocupem com o planeta Terra, esse vai continuar a existir, nós é que já cá não estaremos para ver os campos que voltarão a ser verdes e as águas límpidas.”
Creio que a intenção da equipa que Leonardo DiCaprio capitaneou esteve interessada sobretudo em realizar um filme que fosse um alerta mais ao mundo, e que, depois de estreado nas salas de todo o mundo, continuasse por muitos anos a abrir debates sobe o ambiente em universidades e associações ambentalistas. Creio que cumpriu a proposta. Não temos uma obra-prima sobre o ambiente, não irá ganhar o Nobel, mas vai servir para muito de futuro.

in "Conversas de Café", do dia 26 de Outubro de 2007

CINE ECO 2007 DIA 26



CINE ECO 2007
Programação

SEXTA-FEIRA,
26 DE OUTUBRO DE 2007
AUDITÓRIO 1
DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO
DA SERRA DA ESTRELA

Extra concurso: 10,00 - Portugal, Um Retrato Social, 7, de Joana Pontes (Portugal) 61’
O Fogo Contra o Fogo, de Francisco Manso (Portugal) 41’
O Fogo Controlado, de Francisco Manso (Portugal) 52’

15,00 - Vilarinho das Furnas, de Sofia Leite (Portugal) 27’
A Ponte de Todos, de Anabella Saint-Maurice (Portugal) 52’
Grande Hotel, de Anabella Saint-Maurice (Portugal) 52’
Tijmomenten (Momentos de Marés), de Janna Dekker (Holanda) 27’

18,00 - Beyond the Forest (Para lá da Floresta), de Yoni Bentovim e Emily Harris (Índia) 28’
Villsaven, Reven og Ksaerligheten (A Ovelha Selvagem, A Raposa e o Amor) de Anne
Magnussen (Noruega) 28’
Always Coca-cola (Sempre Coca-cola), de Inge Altemeier e Reinhard Hornung
(Alemanha) 30’
Heursdorfer Erde (Carvão, Terra, Casa), de Robert Harding Pittman (Alemanha) 40’

22,00 - Tirol – Land der Wasser (Tirol – Terra de Água), de Joannes Koek (Áustria) 8’
My Life at 40 (A Minha Vida aos 40), de Laurie Hill (Inglaterra), 8’
Ine Svety (Outros Mundos), de Marko Skop (Eslováquia) 15’
Ol’ Man River – Mighty Mississippi – I e II Parte (Ol’ Man River – Poderoso
Mississipi – I e II Parte), de Michael Schlamberger, Steve Nichols (Austria) 2 x 50’

AUDITÓRIO 2

DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO
DA SERRA DA ESTRELA
SALA DE HOMENAGENS


15,00 - Ciclo João Batista de Andrade:
VEIAS E VINHOS (2006) ficção (com Eva Wilma, Simone Spoladore)

17,00 - Homenagem a Ingmar Bergman: LÁGRIMAS E SUSPIROS 91’

19,00 - Homenagem a Ingmar Bergman: SONATA DE OUTONO 99’

22,00 - Homenagem a Michelangelo Antonioni: A NOITE

AUDITÓRIO
DO CONSERVATÓRIO
DE MÚSICA DE SEIA

23,30 - Homenagem a Luciano Pavarotti
PAVAROTTI IN CENTRAL PARK (concerto)

CINE-TEATRO DE SEIA

SECÇÕES PARALELAS

10,00 - SÓ ANIMAÇÃO: RATATUI (Ratatouille), de Brad Bird (EUA, 2007); com as vozes de Patton Oswalt, Lou Romano,
Janeane Garofalo, Ian Holm, Peter Sohn, etc. M/6 anos; 110 minutos;

15,00 - SÓ ANIMAÇÃO: OS SIMPSONS: O FILME (The Simpsons Movie), de David Silverman (EUA, 2007), com Dan Castellaneta,
Julie Kavner, Nancy Cartwright, Yeardley Smith, etc. M/6 anos; 87 minutos;

18,00 - OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES: AS VIDAS DOS OUTROS (Das Leben der Anderen), de Florian Henckel von Donnersmarck (Alemanha,
2006); com Martina Gedeck, Ulrich Mühe, Sebastian Koch, Ulrich Tukur, etc. M/ 16 anos; 137 minutos;

21,30 - OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES: O VÉU PINTADO (The Painted Veil), de JOHN CURRAN (EUA, China, 2006), com Naomi Watts, Edward
Norton, Liev Schreiber, Toby Jones, Diana Rigg etc. M/ 12 anos; 125 minutos;

24,00 - OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES: A MALDIÇÃO DA FLOR DOURADA (Man cheng jin dai huang jin jia ou Curse of the Golden Flower), de
Zhang Yimou (China, 2006), com Yun-Fat Chow, Li Gong, Jay Chou, Ye Liu, etc. M/ 12 anos; 114 minutos;

sábado, outubro 20, 2007

CINE ECO 2007 DIA 25


CINE ECO 2007
Programação

QUINTA-FEIRA,

25 DE OUTUBRO DE 2007
AUDITÓRIO 1
DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO
DA SERRA DA ESTRELA

Extra concurso: 10,00 - Portugal, Um Retrato Social, 5, de Joana Pontes (Portugal) 61’
Portugal, a Social Portrait, 6, de Joana Pontes (Portugal) 53’

15,00 - Fronteiras do Tempo, de Cláudia Rodrigues, Pedro Gancho, Francisco Veiga
(Portugal) 30’
Esta Água que Vos Deixo, de Clube Audiovisuais da Escola Abranches Ferrão / Seia
(Portugal) 15’
Xingu, a Terra Ameaçada, de Washington Novaes (Brasil) 60’
As Pessoas que vivem do Lixo, de André Cywinski e João Gomez (Brasil), 8’
Dans leur Peau (Na Pele Deles), de Arnaud Malherbe (França) 22’

18,00 - Global WARming (Aquecimento Global/Guerra Global), de Kathrin Gnorski
(Alemanha) 12’
Water Detectives (Detectives da Água), de David Springbett (Canadá), de 12’
Yandabad, de Mariano Agudo e Roi Guitián (Espanha) 58’
Keepers of Eden (Guardas do Paraíso), de Yoram Porath (EUA) 75’
22,00 - Moka, de M. e S. Fiocco, F. Minervini () 5’
The Meadow (A Campina), de Jan Haft (Alemanha) 43’
En Tannstikker Til Kina (Um Palito para a China), de Ingvild Sobstad (Noruega) 43’
Daruvonulás a Hortobágyon (Migração de Garças em Hortobágy), de Zsolt Cséke
(Hungria) 53’
Carpa Diem (Carpa Diem), de Sérgio Cannella (Itália), 2’

AUDITÓRIO 2

DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO
DA SERRA DA ESTRELA
SALA DE HOMENAGENS


15,00 - Ciclo João Batista de Andrade:
RESTOS (1975) Doc. sobre catadores de lixo em SSP (proibido pela ditadura militar)
VIDA DE ARTISTA (2004) doc

18,00 - Homenagem a Ingmar Bergman: FANNY E ALEXANDRE 188’

22,00 - Homenagem a Michelangelo Antonioni: A AVENTURA

CINE-TEATRO DE SEIA

SECÇÕES PARALELAS

10,00 - SÓ ANIMAÇÃO: SHREK, O TERCEIRO (Shrek the Third), de Chris Miller e Raman Hui (EUA, 2006), com vozes de Mike
Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Julie Andrews, etc. M/6 anos; 92 minutos;

15,00 - ANIMAÇÃO: OS SIMPSONS: O FILME (The Simpsons Movie), de David Silverman (EUA, 2007), com Dan Castellaneta,
Julie Kavner, Nancy Cartwright, Yeardley Smith, etc. M/6 anos; 87 minutos;

18,00 - OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES: A RAPARIGA MORTA (The Dead Girl), de Karen Moncrieff (EUA, 2006), com Toni Collette, Rose Byrne,
Mary Beth Hurt, Marcia Gay Harden, Brittany Murphy, etc. M/ 16 anos; 93 minutos;

21,30 - OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES: DIÁRIO DE UM ESCÂNDALO (Notes on a Scandal); de Richard Eyre (Inglaterra, 2006), com Judy
Dench, Cate Blanchett, Bill Nighy, etc. M/16 anos; 92 minutos;

24,00 - OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES: INIMIGOS DO IMPÉRIO (Ye Yan ou Banquet), de Feng Xiaogang (China, 2006); com Ziyi Zhang, Daniel Wu,
Xun Zhou, You Ge, etc. M/ 12 anos; 131 minutos;

CINE ECO 2007 DIA 24


CINE ECO 2007
Programação

QUARTA- FEIRA,

24 DE OUTUBRO DE 2007
AUDITÓRIO 1
DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO
DA SERRA DA ESTRELA

Extra concurso: 10,00 - Portugal, Um Retrato Social, 2, de Joana Pontes (Portugal) 61’
Portugal, a Social Portrait, 4, de Joana Pontes (Portugal) 53’

15,00 - O Fabrico do Queijo da Serra da Estrela, de Katia Brito (Portugal) 15’
Encontro com Milton Santos, de Sílvio Tendler (Brasil) 87’
3269 Daisy, de Kenneth Elvebakk (Noruega) 25’
Mariomotriz, de Filipa Macedo Baptista (Espanha) 18’
Ubojite Misli (Pensamentos de Guerra), de Stanka Gjuric (Croácia) 4’
18,00 - Burried at Sea (Enterrado no Mar), de John Wesley Chisholm (Canadá) 50’
Die Tiger und der Monch (O Tigre e Monge), de Harald Pokieser (Austria) 51’
Die Magie der Mongolei (Mongólia Selvagem), de Heina Leger (Áustria) 51’
22,00 - Thunderheads (Nuvens Carregadas), de Klaus Toft (Austrália) 52’
Juste Planète - Forêst, l’ Espoir Certifié (Apenas Planeta -Floresta, a Esperança
Certificada), de Jean-Michel Vennemani (França) 52’
1907-2007 When the Vineyard sleeps… (1907-2007 Quando a vinha dorme…), de
François Manceaux (França) 58

AUDITÓRIO 2
DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO
DA SERRA DA ESTRELA
SALA DE HOMENAGENS


15,00 - Ciclo João Batista de Andrade:
MIGRANTES (1973) Doc. sobre migrantes nordestinos em São Paulo.
Prémio de Melhor filme, Jornada de Curtas Metragens, Salvador, Bahia, 1973
RUA SEIS, SEM NÚMERO (2002) ficção (com Marco Ricca)
18,00 - Homenagem a Ingmar Bergman: A MÁSCARA 85’

22,00 - Homenagem a Michelangelo Antónioni: O GRITO

CINE-TEATRO DE SEIA
SECÇÕES PARALELAS

10,00 - SÓ ANIMAÇÃO: SHREK, O TERCEIRO (Shrek the Third), de Chris Miller e Raman Hui (EUA, 2006), com vozes de Mike
Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Julie Andrews, etc. M/6 anos; 92 minutos;
15,00 - OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES: GERAÇÃO FAST FOOD (Fast Food Nation), de Richard Linklater (EUA, Inglaterra, 2006); com Patricia
Arquette, Catalina Sandino Moreno, Greg Kinnear, Luis Guzmán, Ethan Hawke, etc. M/12 anos; 116 minutos;
18,00 - CINEMA PORTUGUÊS: O MISTÉRIO DA ESTRADA DE SINTRA, de Jorge Paixão da Costa (Portugal, Brasil, 2007), com Ivo Canelas,
António Cerdeira, Nicolau Breyner, José Pedro Vasconcelos, Rogério Samora, etc. M/12 anos;

21,30 - OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES: SHORTBUS (Shortbus), de John Cameron Mitchell (EUA, 2006), com Sook-Yin Lee, Paul Dawson,
PJ DeBoy, Lindsay Beamish, Peter Stickles, etc. M/18 anos; 101 minutos;



24,00 – ANTE-ESTREIA: A 11ª HORA (The 11th Hour), de Nadia Conners, Leila Conners Petersen (EUA, 2007) – O filme de Leonard Di Caprio sobre ambiente.

CINE ECO 2007 DIA 23

CINE ECO 2007
Programação

TERÇA-FEIRA,
23 DE OUTUBRO DE 2007

AUDITÓRIO 1
DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO
DA SERRA DA ESTRELA

10,00 - Portugal, Um Retrato Social, I, de Joana Pontes (Portugal) 61’
Portugal, a Social Portrait, 3, de Joana Pontes (Portugal) 53’
Como se Fabrica o Queijo da Serra, de Cátia Brito (Portugal) 14’

15,00 - Nascente, de Helvécio Marins Jr (Brasil) 16’
Corno de Bico, de Martin Dale (Portugal) 17’
Cerrado: Quanto Custa?, de Rosa Berardo, Murilo Berardo (Brasil) 40’
Neuneinhalb: Klimawandel (Nove e meia: mudança climatérica), de Tvision Gmnh (Alemanha) 10’
Fields of Demeter (Os Campos de Deméter), de Knut Krzywinski (Noruega) 46’
Ministry Messiah, de Gints Apsits (Letónia) 4’

18,00 - Los Pastores del Bosque Flotante (Os Pastores do Bosque Flutuante), de José
Carlos Diáz, Salvador Castillejos (Espanha) 60’
Galápagos en canchalagueras (Galápagos em canchalagueras), de Rosa Pérez
Almeida (Espanha) 72’

22,00 - Ribbon of Sand (Fita de Areia), de John Grabowska (EUA) 27’
In The Twilight of Silence (No Crepúsculo do Silêncio), de Josef Cisarovsky
(R. Checa) 33’
Nigai Namida No Daichi Kara (Da Terra das Lágrimas Amargas), de Kana Tomoko
(Japão) 84’
CO2 or you? (CO2 ou Tu?), de Tama Gempton (Canadá) 1’

AUDITÓRIO 2

DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO
DA SERRA DA ESTRELA
SALA DE HOMENAGENS


15,00 - Ciclo João Batista de Andrade:
PORTINARI, UM PINTOR DE BRODÓSQUI (1968) - Único filme sobre o grande pintor Candido Portinari. Curta-metragem, 10 minutos
O HOMEM QUE VIROU SUCO (1981) (Medalha de ouro,
Melhor Filme Festival de Moscovo, 1981)

18,00 - Homenagem a Ingmar Bergman: MORANGOS SILVESTRES 91’

22,00 - Homenagem a Michelangelo Antónioni: PROFISSÃO: REPÓRTER

CINE-TEATRO DE SEIA
SECÇÕES PARALELAS

10,00 - SÓ ANIMAÇÃO: DIA DE SURF (Surf's Up), de Ash Brannon e Chris Buck (EUA, 2007), com vozes de Jeff Bridges, Zooey Deschanel, etc. M/4 anos; 85 minutos;

15,00 - OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES: UMA FAMILIA À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS (Little Miss Sunshine), de Jonathan Dayton e
Valerie Faris (EUA, 2006), com Greg Kinnear, Toni Collette, Abigail Breslin, Alan Arkin, etc. M/12 anos; 101 minutos;

18,00 - OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES: O CAIMÃO (Il Caimano), de Nanni Moretti (Itália, França, 2007), com Silvio Orlando, Margherita Buy,
Jasmine Trinca, etc. M/12 anos; 112 minutos;

21,30 - OUTRAS TERRAS OUTRAS GENTES: LADY CHATTERLEY (Lady Chatterley), de Pascale Ferran (França, Inglaterra, Bélgica, 2007), com
Marina Hands, Jean-Louis Coullo'ch, Hippolyte Girardot, Hélène Alexandridis, Bernard Verley, etc. M/ 18 anos; 168 minutos;

CINE ECO 2007 DIA 22


CINE ECO 2007
Programação

SEGUNDA FEIRA,

22 DE OUTUBRO DE 2007

AUDITÓRIO 1

DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO

DA SERRA DA ESTRELA

10,00 - Bicho Preto Nasce Branco, de Ângelo Lima (Brasil) 14’
Pirinop, Meu Primeiro Contato, de Mari Correia, Karané Ikpeng (Brasil) 83’

15,00 - Rapsódia do Absurdo, de Cláudia Nunes (Brasil) 15’
Multiplicadores, de Renato Martins e Lula Carvalho (Brasil) 20’
Profetas da Chuva e da Esperança, de Márcia Paraíso (Brasil) 15’
Discretas Afinidades, de Ana Neves (Portugal) 20’
O Fogo Controlado, de Francisco Manso (Portugal) 52’
A Casa, de Paulo Cartaxana (Portugal) 51’

AUDITÓRIO 2

DO CENTRO DE INTERPRETAÇÃO

DA SERRA DA ESTRELA
SALA DE HOMENAGENS


15,00 - Ciclo João Batista de Andrade:
WILSINHO GALILÉIA (1978) doc (proibido pelos militares em 1978)
GREVE! (1979) doc. de 35 minutos sobre a Greve dos Metalúrgicos que revelou Lula Prémio Especial do Júri, I Fest. Latino Americano de Havana, 1979)

18,00 - Homenagem a Ingmar Bergman: SÉTIMO SELO 96’

22,00 - Homenagem a Michelangelo Antónioni: BLOW UP

CINE-TEATRO DE SEIA

SECÇÕES PARALELAS

10,00 - SÓ ANIMAÇÃO: DIA DE SURF (Surf's Up), de Ash Brannon e Chris Buck (EUA, 2007), com vozes de Jeff Bridges, Zooey Deschanel, etc. M/4 anos; 85 minutos;
15,00 – UM CLÁSSICO: PLAYTIME - VIDA MODERNA (Playtime), de Jacques Tati (França, Itália, 1967), com Jacques Tati, Barbara Dennek, etc. M/12 anos; 155 minutos;
18,00 - CINEMA PORTUGUÊS: BELLE TOUJOURS, de Manoel de Oliveira (França, Portugal, 2007), com Michel Piccoli, Bulle Ogier, Ricardo Trêpa, Leonor Baldaque, etc. M/12 anos; 68 minutos;
21,30 - Cerimónia de abertura oficial do Cine’Eco. Estreia de obra de Jorge Pelicano; Fados em 24 imagens por segundos, com Cátia Garcia; Guitarra portuguesa: Samuel Cabral; Viola: Nel Garcia; Contrabaixo: João Penedo.

MUSEU DO CINEMA EM TURIM



Museo Nazionale del Cinema
É único em Itália, e dizem ser dos mais importantes no mundo. É de certeza o mais alto museu de cinema do mundo, pois se encontra instalado no interior de vários andares da “Mole Antonelliana”, de Turim (Via Montebello, 20), símbolo da cidade. Trata-se do “Museo Nazionale del Cinema”, aberto desde 2000. Com uma área de 3.200 metros de percurso de exposição, este museu articula-se em cinco grandes espaços: “Arqueologia do Cinema”, “A Máquina do Cinema”, “A Colecção de Cartazes”, “A Vídeo Instalação” e “A Grande Aula do Tempo”.
O edifício da Mole Antonelliana tinha sido construído inicialmente para ser uma sinagoga, mas por falta de verbas ou outra razão qualquer, acabaria por ficar sem préstimo, apesar de antes da inauguração da Torre Eiffel, ser o mais alto edifício da Europa. Uma construção bizarra, imponente, uma torre assente numa vasta e sólida base, que progressivamente vai estreitando, rumo ao Céu. Era esse o seu propósito místico, ao que se supõe. Calculado para ser uma sinagoga, acabaria por ser comprado pela cidade de Turim, que um dia o entrega à paixão de uma mulher, Maria Adriana Prolo, coleccionadora de cinema, que sonha um museu. Numa boa graça, lida não sei onde, passa de “sinagoga a cinemagoga”, mantendo-se o local de culto, mudando apenas o objecto desse culto. É uma visita belíssima, indiscutível para quem visita a bela cinema do Piemonte. Em tempos de claridade expositiva, de limpidez pedagógica, prefiro o Museu de Londres, mesmo o de Paris. Em termos de explosão de criatividade e de esplendor espectacular, Turim é o festa, a começar desde logo pela sua sala de rés-do-chão, a grande aula do tempo, com as sua camas para nos distendermos e olharmos as imagens que brotam de todo o lado, com as “capelas” que circulam a área central, onde se veneram diferentes “deuses”, desde o Café de Torino, cuja réplica recria o local de culto de tantos intelectuais, escritores e cineastas de Turim, que ao longo das décadas ali se foram encontrando, até à majestosa estátua de “Cabiria”, primeira grande super produção histórica, dirigida por Giovanni Patrone, um nativo da cidade e um dos grandes precursores do cinema italiano.
O museu conserva uma imponente colecção de filmes, mudos e sonoros, ficção e documentário, posters, livros, fotografias. Alguns números: 20.000 aparelhos, 80.000 documentos fotográficos, 300.000 documentos, 12.000 filmes e 26.000 volumes, etc. Ao lado do Museu, três salas de cinema, os Massimo (onde decorreu o Cinemambiente, festival de cinema ambiental, associado do Cine Eco, mas onde decorrem os restantes festivais de cinema que tem a cidade como palco), onde se mostram diariamente clássicos e filmes em estreia. As crianças não foram esquecidas, há filmes todas as semanas para elas. Os estudantes são incentivados a verem filmes nas suas línguas originais, sem legendas, para desenvolverem a prática do uso das línguas.
Uma visita a não perder, por quem pare em Turim. Para informações:



terça-feira, outubro 16, 2007

GREEN AWARD 2007 PARA PORTUGAL

"AINDA HÁ PASTORES"
ganha em Turim "Prémio"
de "Festival dos Festivais"

A Associação Internacional de Festivais de Cinema do Ambiente, constituída pelos directores dos festivais aderentes que se reuniram durante o Cinemambiente, em Turim, durante o passado fim de semana, atribuiu o seu "Green Award" de 2007 (espécie de Oscar para o melhor filme ambientalista do ano) ao filme português "Ainda Há Pastores", de Jorge Pelicano.

Depois de ganhar o Cine Eco 2006, o FICA no Brasil, Galiza e Caminhos do Cinema Português, "Ainda Há Pastores" conquista o mais alto prémio atribuído a um filme português em competições internacionais.

Parabéns a Jorge Pelicano e ao Cine Eco que apostou num realizador português jovem (é o seu primeiro filme) e ganhou a aposta onde outros se recusaram a ver virtudes para sequer a obra integrar uma selecção competitiva.

sexta-feira, outubro 12, 2007

DE VIAGEM

TURIM
Uns dias de viagem por Turim,
para assistir ao Cinemambiente,
dirigido pelo meu amigo Gaetano.
Asistir ao Festival de Cinema de Ambiente
e ser jurado no Prémio dos "Festival dos Festivais"
(uma espécie de Oscar para o melhor Filme de Ambiente do Ano,
criado pela associação de festivais de que o Cine Eco é fundador e intigador).
Diga-se que um dos cinco candidatos é
"Ainda Há Pastores", de Jorge Pelicano.
Felicidades, ao Jorge.
Seria bonito vê-lo regressar com o troféu.
Que barrigada de riso para o Festival de Lisboa que o recusou!
A ver vamos se tempo tenho para passear pela cidade,
que não conheço, e que me dizem belissima.
Vou aterrar com a luz da primeira foto
e correr a cidade com a luz da segunda.
Assim seja.

quarta-feira, outubro 10, 2007

LIVROS: PLANO DE EVASÃO

PLANO DE EVASÃO

Acabei de ler outro livro magnífico de Adolfo Bioy Casares. Chama-se “Plano de Evasão”, tem por cenário mais uma vez de uma ilha, uma ilha prisão, para os que estão, para os que chegam, onde vem aterrar um tal Henrique Nevers, que se proclama administrador, colaborante de Castel, o misterioso e estranho director da prisão, que na ilha do Diabo, constrói algo de que se suspeita a existência, mas de que se desconhece o significado ou o efeito.
Que leva Nevers a ali desembarcar, recordando Irene, o amor perdio ou deixado além? Que está por detrás desta viagem que prenuncia algo de trágico? Existirá realmente aquela ilha? Que “plano de evasão” prepara o director da prisão para os seus prisioneiros, e para si próprio? Onde começa a loucura e termina a lucidez? Quem somos nós, perdidos nessa paisagem que relembra de novo “A Ilha do Doutor Moreau”?
Adolfo Bioy Casares, depois de “A Invenção de Morel”, continua no plano maior dos génios da literatura. Para quem gosta do fantástico, de um realismo fantástico que nos arranha levemente a pele a cada nova página, este é um autor a não perder.


ADOLFO BIOY CASARES

Adolfo Bioy Casares, considerado um dos maiores escritores argentinos de sempre, nasceu a 15 de Setembro de 1914 em Buenos Aires. Continuo a seguir uma pequena nota encontrada na Internet: aos 11 anos escreve o primeiro romance, “Iris y Margarita”, que plagiava "Petit Bob" de Gyp, para com ela seduzir a sua paixão, uma prima de quem estava perdidamente enamorado. Aos 14, surge “Vanidad o Una Aventura Terrorífica”, entrando abertamente pelo fantástico e o policial. Em 1932 conhece, em casa de Victoria Ocampo, o que virá a ser o seu maior amigo e colaborador, Jorge Luis Borges. Este e Silvina Ocampo convencem-no a dedicar-se inteiramente à escrita. Casa com Victoria Ocampo em 1940 e publica “La Invención de Morel”, sua obra mais famosa, hoje um clássico de culto da literatura contemporânea. Bioy e Borges formam durante alguns anos um duo criativo, escrevendo e publicando obras a duo, como “Un Modelo para la Muerte”, “Libro del Cielo y del Infierno” e “Crónicas de Bustos Domecq”, a maioria das quais assinadas com pseudónimo, H. Bustos Domecq. Em 1954, publica “El Sueño de los Héroes”, e nasce a sua única filha, Marta. Em 1969 aparece “Diario de la Guerra del Cerdo”, adaptada depois ao cinema por Leopoldo Torre Nilsson. Entre outros prémios, recebe em 1975 o Gran Premio de Honor de la SADE, é nomeado Membro da Legião de Honra de Francia 1981, e em 1990 recebe o Prémio Cervantes. Considerado por Jorge L. Borges como um dos maiores escritores argentinos de ficção, Bioy Casares tem uma escrita muito pessoal, fundindo realidade e fantasia, onde a elegância do estilo e a fulgurância da imaginação são essenciais. Adolfo Bioy Casares morreu em Buenos Aires a 8 de Março de 1999.


Na sua obra há a destacar:
Romances:
La Invención de Morel (1940)
Plan de Evasión (1945)
El sueño de los héroes (1954)
Diario de la Guerra del Cerdo (1969)
Dormir al Sol (1973)
La Aventura de un Fotógrafo en La Plata (1985)
Un Campeón Desparejo (1993)
De un Mundo a Otro (1997)
Contos:
Prólogo (1929)
17 disparos contra lo porvenir (1933)
La estatua casera (1936)
Luis Greve, muerto (1937)
La trama celeste (1948)
En memoria de Paulina
Las vísperas de Fausto (1949)
Historia prodigiosa (1956)
Guirnalda con amores (1959)
El lado de la sombra (1962)
El gran serafín (1967)
El héroe de las mujeres (1978)
Historia desaforadas (1986)
En viaje (1996) cartas a Silvina
Obras em colaboração:
Seis problemas para don Isidro Parodi (1942), con J.L.Borges
Dos Fantasías memorables (1946), con J.L.Borges
Los que aman, odian (1946), con Silvina Ocampo
Un modelo para la muerte (1946), con J.L.Borges
Crónicas de Bustos Domecq (1967), con J.L.Borges
Nuevos cuentos de Bustos Domecq (1977), con J.L.Borges

Sobre Bioy Casares:

"En una época de escritores caóticos que se vanaglorian de serlo, Bioy es un hombre clásico. No ha cesado aún el debate de los antiguos y de los modernos; Bioy es ajeno a los dos bandos. Es el menos supersticioso de los lectores." - Jorge Luis Borges

"Quisiéramos ser Bioy ... porque nos gustaría tanto escribir sobre Bioy como lo hubiera hecho él... y ... a nosotros nos va a ser imposible." - Julio Cortazar

"El amor - en Bioy Casares - es una percepción privilegiada, la más total y lúcida, no sólo de la irrealidad del mundo, sino de la nuestra." - Octavio Paz

Citações de Bioy Casares:

Resultado:
“Conócete a ti mismo; conviértete en egoísta y en enfermo.”

Pauta:
Que tu vida se asemeje a una descripción de tu vida

Nadie es totalmente fuerte.

El mismo lobo tiene momentos de debilidad, en que se pone del lado del cordero, y piensa: Ojalá que huya.

Ao meu próximo:
Tu alma didáctica no debe halagarse con la suposición de que te irrito porque tengo defectos. Te irrito porque existo.

Escrever:
Cada frase es un problema que la próxima frase plantea nuevamente.

Espelhos:
La disciplina en que somos eruditos nos agrada. En ella asistimos al diestro ejercicio de nuestra inteligencia. En ella nos agradamos.

Última reunião:
Reunirse con los otros: morir. Quieran los dioses prolongar mi soledad.

Divisão de Trabalho:
El domingo los trabajadores están por fin con sus mujeres; los ociosos, por fin, sin ellas.
Justo castigo
Los demonios me contaron que hay un infierno para los sentimentales y los pedantes. Ahí los abandonan en un interminable palacio, más vacío que lleno, y sin ventanas. Los condenados lo recorren como si buscaran algo y, ya se sabe, al rato empiezan a decir que el mayor tormento consiste en no participar de la visión de Dios, que el dolor moral es más vivo que el físico, etcétera. Entonces los demonios los echan al mar de fuego, de donde nadie los sacará nunca.

LIVROS - ADOLFO BIOY CASARES

Entrevista com Adolfo Bioy Casares (I)

Entrevista com Adolfo Bioy Casares (II)

Entrevista com Adolfo Bioy Casares (III)

Finalmente, Adolfo Bioy Casares fala de política:

segunda-feira, outubro 08, 2007

AS RAZÕES DE UM FILME

MARIA SOBRAL MENDONÇA,
O TIQQUN E A PINTURA
Conheci a Maria Sobral Mendonça através do seu blogue “Lapis Exilis”, onde, por entre pinturas e desenhos, textos e músicas, ela vai registando a sua vivência, opiniões, dúvidas, angústias, alegrias, revelações…. Por essa altura tinha no meu blogue uma secção chamada “Um blogue (por dia) para visitar”, assinalando assim a minha entrada no mundo da blogosfera, de que procurava acercar-me e compreender. Nada melhor do que viajar por blogues já existentes e aproximar-me deles sem preconceitos, procurando sobretudo descobrir o que se encontrava por detrás das palavras, das imagens, dos sons propostos. Assim fiz, e um dia o blogue por mim escolhido foi o “Lapis Exilis” que, depois de lido com alguma atenção, justificou as seguintes palavras de apresentação: “Isto sou eu a supor (esperemos que bem!): Chama-se Maria Sobral Mendonça, assina com o nick “musqueteira”, é de Oeiras, pintora, e assegura um blogue chamado “Lapis Exilis” que tem por divisa “Mas sabei que nós estamos todos de acordo, seja o que for que digamos.” (Turba Philosophorum).
O blog é curioso e merece seguramente uma visita: mistura, com discrição e bom gosto, obras plásticas (muitas delas da autora, como se documenta acima com dois bons trabalhos) textos e links musicais. O todo é agradável, não quer dizer que goste de tudo, mas globalmente é um blog de alguém empenhado, criterioso, com boa vontade e sentido crítico.” Dava depois dois exemplos de posts de que eu gostara, um de 31.1.06, “…Frame-to-Frame...” (…talvez a vida seja exactamente isso. Momentos exactos registados através de bruscas paragens do tempo. Afinal podemos parar o tempo!... Registar o movimento, num pedaço de papel rabiscado com datas e acontecimentos... depois, depois basta aceder à memória das coisas... e ali está ele, o tempo... estático à espera de nós mesmos.), um segundo de 16.8.06, sobre “...Nicolais Judelewicz...” (... as imagens podem ter cor, ou não. Mas a música que as animará num ecrã, pode ou deve transcrever no seu todo, uma só e única sonoridade plástica. Se eu pudesse estar neste preciso momento em Paris... sei bem o que de novo lá faria! Mas, também ainda é cedo para questionar toda a composição sonora da próxima exposição. Afinal de contas, há ainda um ano para criar as imagens que irão mais tarde ser animadas em película. E, só depois disso tudo, é que todos os "acordes" sonoros são realizados. Se eu pudesse estar neste preciso momento em Paris, visitava Nicolais Judelewicz! Somente se eu pudesse já lá estar... era exactamente o que faria.)
Terminava o meu comentário assim: “Aqui fica a minha escolha de hoje, porque quero que estas sugestões que aqui vou deixando sejam abrangentes, não se confinem a nichos muito específicos, mas sejam representativas do que se faz na blogosfera com qualidade e interesse. A ideia destas indicações é, sobretudo, mostrar como o blogue pode ser um instrumento valioso de comunicação, e sobretudo de comunicação na variedade, na diversidade, na complementaridade. Não concordo que se deva estar sempre de acordo, diga-se o que se disser. Mas que tal ouvir o que cada um tem para dizer?”
Desculpa, Maria, esta transcrição longa, mas isto tem tudo a ver com tudo. De como te li a primeira vez com o interesse pelas coisas ignoradas, de como me aproximei com o respeito que os “outros” me merecem, de como dessa aproximação nasceu uma curiosidade mais profunda, que gerou uma amizade, um encontro, um “confronto” (e do “eu” e do “tu”, por vezes tão diferentes, por vezes tão próximos), de como desse encontro surgiu o convite para ser eu, depois do Edgar Pêra, o realizador de cinema a filmar a tua nova exposição (a tal de que falavas no post: “Afinal de contas, há ainda um ano para criar as imagens que irão mais tarde ser animadas em película.”) Mal sabia eu ao te citar, mal sabias tu ao referi-lo, que o destino nos iria cruzar e que as imagens animadas em película seriam minhas.
Um dia, pelas ruas do Chiado mostras-me algumas das tuas obras dispersas por galerias. Gostei. Mostraste-te também a ti, monárquica e mística, o que para mim, republicano e socialista, não deixa de ser algo de distante. Mas os contrários nem sempre se afastam e eu gosto, sobretudo, do mistério e do desconhecido. Além de que, para mim, não há pessoas rotuladas, há as de que gosto e as de que não gosto (e estas, quantas são?, uma pessoa é sempre algo de tão surpreendente e contraditório, de tão ilusório no seu conhecimento profundo!). Há aristocratas magníficos, basta lembrar um dos meus cineastas preferidos, Luchino, dos Viscontis. Veja-se só: aristocrata dos mais puros, marxista, homossexual e um dos mais geniais realizadores da história do cinema. Que mistura e que génio! Não me venham portanto com definições, já dizia o meu professor de Portalegre.
E assim foi. Maria disse-me que a sua próxima exposição seria sobre “Tikkun” ou “Tiqqun”, conceito que quer dizer, entre outras coisas, “Restauração” ou “Reparação”, que um Rabi, Isaac Luria divulgara em meados do século XVI, e que se prendia com uma multiplicidade de temas e assuntos que me levaram à cabala e a dezenas de doutrinas judaicas.
Ora a cabala tem má fama por estes dias. A teoria da cabala anda na boca do mundo. Mas não se trata dessa cabala, mas da antiga, da esotérica, da que procura descodificar os segredos e os mistérios ocultos por detrás das letras e dos números dos livros sagrados, da “árvore da vida”, do “livro da criação”. Saber a razão e o porquê de tudo. Um caminho entre o ortodoxo e o herético, com variações e flutuações de escolas e séculos. Vasculhei livros já lidos e outros nunca abertos, passeei pela Internet, e descobri coisas muito interessantes.
Por exemplo, dentro do judaísmo, a doutrina do Messias pode variar. Historicamente diversos personagens foram chamados de Messias, do hebraico “ungido”, que não significa o mesmo no cristianismo, onde é um "ser salvador e digno de adoração". O conceito do Messias não aparece sequer na Torá, e por isto mesmo recebe interpretações diferentes de acordo com cada ramificação judaica. A maior parte dos judeus crê no Messias como um homem judeu, filho de um homem e de uma mulher (por alguns é considerado que viria da tribo de Yehudá e da descendência do rei David, uma herança do sentimento nacionalista que regulou a vida judaica pós-exílio), que reinará sobre Israel, reconstruirá a nação fazendo com que todos os judeus retornem à Terra Santa e unirá os povos em uma era de paz e prosperidade sob o domínio de YHWH. E mais: algumas ramificações judaicas (consideradas reformistas) crêem, no entanto, que a era messiânica não envolve necessariamente uma pessoa, mas sim que anuncia um período de paz, prosperidade e justiça na Humanidade. Dão por isso particular importância ao conceito de "tikkun olam", "reparar o mundo", ou seja, a prática de uma série de actos que conduzem a um mundo socialmente mais justo. Quem assim pregou foi Luria, um dos maiores estudiosos e divulgadores da “Kabbala”. Curiosamente, num à parte, mais uma vez se descobre, agora nos judeus, a mesma importância concedida aos livros e à palavra impressa, que se mantém inacessível aos gentios, e que se resguarda como fonte de poder supremo na inatingível torre (“O Nome da Rosa”) ou na Kabbala (“O Pêndulo de Foucault”). Umberto Eco em todas.
Seria impensável aproximar-me do universo pictórico de Maria Sobral Mendonça sem uma prévia aproximação do tema que a levou a desterrar-se para terras de Montemor-o-Novo, para, no frio mais intenso e no calor tórrido de um casarão sem nenhumas comodidades, executar em voluntária clausura, que durou um ano, trinta telas que nos falam do pecado e da culpa, que nos mostram mulheres cujos rostos apenas se adivinham, vestidas por coloridas vestimentas que escorrem passado, personagens e situações de dramas e culpas, de remorsos e libertações que tendem para a purificação do corpo e sobretudo da alma.
Mas o que mais me apaixona na obra de Maria Sobral Mendonça é a sua técnica, a busca de uma textura sólida, o exercício dos pincéis, da espátula, dos próprios dedos, a misturar as tintas, a desenhar uma sensualidade óbvia de cores e formas, a partir do figurativo para atingir uma quase abstracção, que é a busca da “alma” da tela. Há nesta pintora (e nesta mulher) uma complexidade de olhar e uma exigência de atitude que mistura o prazer de viver e a sua recusa, que argamassa com as mesmas cores, numa mesma tela, virtude e pecado, que reúne, contra natura, a presença e a ausência, a vida e a morte, o branco e o negro, todas as cores e cores nenhumas, para no final a sensação ser de exaltação da vida e nossa própria exaltação. Mesmo quando nos quadros o negro domina e a viuvez impera. Na escuridão do luto, as mãos e os pés rasgam com violência a sua própria imposição. Regeneração? Pois seja. Todos os caminhos são caminhos de algum Senhor para chegar a um mundo melhor. Cada um escolhe os seus caminhos e todos nos poderemos encontrar, lá no fim, na mesma meta.
Lauro António
(depois de ter passado pelo Convento de São Paulo, na Serra d’ Ossa, em Julho de 2007)

MARIA SOBRAL MENDONÇA
convite
No próximo dia 11 de Outubro, na Galeria da Câmara Municipal de Lisboa (Praça do Município), inaugura-se, pelas 18 horas uma exposição de pintura de Maria Sobral Mendonça, subordinada ao tema, "Tiqqun, A Libertação do Pecado".
Na mesma altura será exibido o meu filme sobre "Maria Sobral Mendonça".
Entretanto, o filme terá uma ante-estreia, dia 9, na FNAC do Chiado, pelas 18 horas, seguida de debate. Lá estarei. O convite aqui fica.
Nota: a Maria Sobral Mendonça é autora do blogue "
Lapis Exilis".

MÚSICA: NÃO VOU PARAR...


Na minha volta pelos blogues amigos,
parei no "Gola Alta", da Sony Hari,
onde ouvi Ana Carolina e seu Jorge.
"É Isso Aí"! Achei bonito e roubei.
Ouçam as belas vozes, e as cordas.
Muito pouco para muito.
Obrigado, Sony.

domingo, outubro 07, 2007

CONVITE: FILME E EXPOSIÇÃO

MARIA SOBRAL MENDONÇA
No próximo dia 11 de Outubro, na Galeria da Câmara Municipal de Lisboa (Praça do Município), inaugura-se, pelas 18 horas uma exposição de pintura de Maria Sobral Mendonça, subordinada ao tema, "Tiqqun, A Libertação do Pecado".
Na mesma altura será exibido o meu filme sobre "Maria Sobral Mendonça".
Entretanto, o filme terá uma ante-estreia, dia 9, na FNAC do Chiado, pelas 18 horas, seguida de debate. Lá estarei. O convite aqui fica.
Nota: a Maria Sobral Mendonça é autora do blogue "Lapis Exilis".


sábado, outubro 06, 2007

VAVA.DIANDO COM CARLOS DO CARMO

VÁ.VÁ.DIANDO
12 º J A N T A R DA TE R T Ú L I A


18.10’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á
CONVIDADO ESPECIAL:
CARLOS DO CARMO
Vamos falar de Fado e de “Fados”

DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES, PAULO PORTAS, LAURO ANTÓNIO e ROGÉRIO SAMORA, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MELHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIAS O CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

PRÓXIMOS CONVIDADOS
14 DE NOVEMBRO: CELINA PEREIRA (UMA VOZ DE CABO VERDE)
26 DE NOVEMBRO: OTELO SARAIVA DE CARVALHO
5 DE DEZEMBRO: RUY DE CARVALHO (a confirmar)
22 DE DEZEMBRO: JANTAR DE NATAL DO VAVA.DIANDO

TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [Blogue Va.Va.diando (http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)

VAVA.DIANDIANDO COM ROGÉRIO SAMORA

VAVA.DIANDIANDO COM ROGÉRIO SAMORA
Para quem quiser recordar a noite
do jantar com Rogério Samora,
basta clicar aqui


sexta-feira, outubro 05, 2007

CINEMA: FADOS


Acabei de ver “Fado”, de Carlos Saura.
Quando alguns se indispuseram com o facto de entidades portugueses (CML e ICAM, entre outros) poderem subsidiar este projecto de Carlos Saura, achei um disparate. Saura é um dos grandes cineastas europeus, um filme assinado por si terá sempre um bom mercado e falará de Portugal e da nossa cultura pelo mundo fora. Qualquer que fosse o resultado final do filme, acho que só seria proveitosa esta aproximação de Saura da nossa música, ele que já realizara dois filmes de que gosto bastante, um sobre Flamenco, outro sobre Tango. Para lá de uma espantosa “Carmen”. O Fado completaria a trilogia.
Estreado o filme, mantenho a opinião. Fizeram muito bem em apoiar a obra que já está a correr mundo.
Quanto ao filme, bem quanto ao filme, e tendo em conta a consideração que tenho por Saura, o melhor será começar a conter-me. Deverei então dizer que há inúmeros equívocos e que Saura raramente acerta. Devo colocar a abrir que adoro fado e que um dos sonhos da minha vida seria fazer um filme sobre o fado. Antes de ver os “Fados” de Saura pensei que essa hipótese me estava vedada para sempre, pois o cineasta espanhol iria assinar a obra definitiva. Infelizmente está muito longe disso.
Primeiro equívoco: mostrar que o fado nasceu de múltiplas influências e se projecta noutras tantas. A base de aposta é certa, o que Saura nos mostra não é. O filme perde coerência, funciona como programa de variedades de um TV de anos 60, com mais alguns apetrechos técnicos, e pouco mais.
Segundo equívoco: Saura diz, e tenta demonstrar, que o fado se dança. Engano, pelo menos não se dança da forma que ele o tenta mostrar. As sequências dançadas (e como são muitas, imensas!) são um verdadeiro desastre. Parece que estamos numa má revista do Parque Mayer (que teve dinheiro para contratar primeiras bailarinas de flamengo e outras!) e que resolveu ilustrar fados com danças, como tantas vezes fez. Ora a pinderiquice do Parque Mayer às vezes colava bem com o fado. A dança estilizada proposta por Saura nunca cola bem. Nunca cola sequer. Voltamos a relembrar péssimos programas de fados da RTP Memória, com a fadista ao centro e um grupo de ballet esvoaçando por perto.
Terceiro equívoco: Depois de ver esta obra fiquei com uma certeza, que já tinha, mas agora reforçada, pelo absurdo: o fado é para ser ver e ouvir. Quando Saura cola a câmara ao rosto de Argentina Santos, ou de Cuca Roseta, a emoção sobre e percebe-se o que será um filme sobre o fado. Quando coloca a fabulosa Lila Downs perdida no meio de um grupo de ballet que faz tudo para a encobrir, meu Deus!, que é aquilo? A espantosa Marisa é maltratada em dois fados (o realizador vai ao ponto de lhe atirar para cima uma grande angular!). Camané salva-se, colado a um espelho, Carlos do Carmo atravessa uma das melhores cenografias, para Catarina Moura inventam um fado da Severa possível, Caetano Veloso acho-o magnífico na sua interpretação de “Estranha Forma de Vida”, Chico Buarque (em diálogo com Carlos do Carmo, com imagem do 25 de Abril em fundo) é emocionante no fado tropical, e a encenação da casa de fados aponta outro caminho para um filme sobre o fado.
Quarto equívoco: um genérico indigente.
Quinto equívoco: um filme sobre o fado rodado em estúdio, em Madrid. Realizar “Goya” com paredes de tecido branco e sombras chinesas, tinha a sua lógica. O efeito não tem lógica nenhuma num filme sobre o fado.
Sexto equívoco: pedir a um excelente director de fotografia português, Eduardo Serra, para fotografar Lisboa, para depois projectar os planos seleccionados, em estúdio, por detrás dos fadistas e bailarinos, em ecrãs de transparência que anulam toda a qualidade das imagens.
Enfim: “Fados” anda por aí e parece que muita gente gosta. Eu não gostei nada, com a ressalva de uma ou outra cena, que prometia um outro filme. O fado continua a justificar que os cineastas se aproximem dele. Basta não se quererem por em bicos de pés, e deixar de fazer malabarismos estéticos. O fado possui a emoção suficiente para nos prender apenas por aquilo que se ouve e se vê. O que o fado requer é um cineasta que assuma a grandeza de quase se apagar: olhar e escutar e devolver o que viu e ouviu. Basta isso.
Juro: corri para o cinema cheio de esperança de ver uma obra-prima sobre o fado de que tanto gosto. A obra está lá, mas a prima espanhola adulterou-a toda.